Fevereiro de 2004

Escrito por em Blog | 29/02/2004 – 12:30 pm

Domingo, Fevereiro 29, 2004

Olha ele aí, gente!


Atendendo a pedidos, aí vai a foto mais recente que temos do nosso Gutão. Ele foi clicado ontem, sábado, e, como das outras vezes, parece que não gostou muito da invasão de privacidade. Considerando também a falta de espaço, o máximo que conseguimos foi essa “foto” do perfil do mocinho. Mesmo assim, é preciso fazer um exercício de abstração pra enxergá-lo (claro que nós, os pais, vemos o rosto dele de primeira!). Uma dica: afastem-se um pouco do monitor e tentem visualizá-lo da esquerda para a direita. Dá pra ver direitinho o narizinho dele e o biquinho que uma mão (ou pé, não dá pra identificar) insiste em cobrir.O mocinho tava de olho fechado, mas, pelo tanto que chutou durante o exame, não tava dormindo, não. Um comentário final: eu me rendo — o menino tá a cara do pai. Ou seja, lindooooooooo!!!

Gutão dorme tranquilo: a cara do pai

posted by JULIANA DE MARI 6:41 PM


Sábado, Fevereiro 28, 2004


A vida é um círculo


Há bolas por todos os lados. A começar pelas minhas bochechas, que crescem a cada sorriso e não murcham como deveriam depois que eles vão embora. Olhando um pouquinho pra baixo, vejo uma bola redondinha, redondinha — e que a cada dia fica mais pesada. E essa bola, vez por outra, se mexe e produz outras mini-bolinhas que parecem disputar uma animada partida de futebol de um lado pro outro da linha do meu umbigo. Esse aí, aliás, virou uma bola murcha. De tão fundo que era, tá completamente reto agora, chapadinho da silva. Só se sabe que ele já andou por ali por causa de uma bola meio roxa que se formou ao seu redor (tenho a impressão que é efeito de alguma veia, mas vou checar com a dra.Claudia, é claro). Descendo mais um pouquinho, encontro duas bolotas onde antes havia umas tais “‘coxas grossas”. Sabe aquelas crianças gorduchas que ficam roçando a parte interna de uma perna na outra? Pois bem, é assim que tou me sentindo — e me vendo no espelho. Fico feliz por estar livre, ao menos por enquanto, de uma bola infame, aquela que aparece pra transformar pés e mãos de grávidas indefesas em clones de pãozinhos franceses. Ah, ora bolas, mas o que eu gosto de ver mesmo são as bolinhas do Augusto, literalmente!! Sim, nós as vimos novamente na ultra de hoje, devidamente acompanhadas do pintinho, é claro. E sabe que o danadinho tava de bexiga cheia e acabou fazendo xixi ao longo do exame??? Surreal. Aí, lá na telinha, eu vejo mais bolas — é a médica medindo a circunferência da cabecinha, da barriga, da vesícula, de sei-lá-mais-o-quê que só ela enxerga…E vêm as notícias: o pequeno cresceu bem, tá super ativo, totalmente cefálico (viva, cabeça pra baixo!) e posicionado à direita, o líquido amniótico está OK e a placenta idem, idem. Estamos entrando agora na 34a semana e ele tá pesando 1,870 kg e medindo cerca de 37 cm. Tá normal, mas essas medidas significam que ele continua na tal faixa do “percentil dez”, a dos bebês miúdos. E aí volta a noção do redondo na minha cabeça. Sempre acreditei que a vida é um círculo, que em algum ponto as coisas se cruzam, que a energia vai se propagando em ondas etc, etc. Muito bem. Eu nasci pequeníssima, 2,350 kg, uma branquela que meu pai segurava, orgulhoso, praticamente com a palma mão. A vida é um círculo e meu filho parece que vai seguir o mesmo caminho. Vai chegar miudinho, pacotinho de felicidade, pra ampliar e reforçar definitivamente os círculos da nossa vida.

posted by JULIANA DE MARI 11:52 PM


Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004


Só termina quando acaba


Bem que os livros — e os casais mais experientes — avisam: o terceiro trimestre da gravidez não é mole, não. Aliás, boa parte dos pais e mães que conheço havia me alertado que a gravidez dura oito meses e uma eternidade, pois o nono mês parece que não vai acabar nunca. Bom, eu tou caminhando pra 34a semana (sábado é dia de ultra pra acompanhar o crescimento do nenê, viva!) e agora falta realmente pouco pro Augusto estar entre nós. Tou 11 quilos mais “fofinha”, com uma barriga considerável pra minha estatura mignon, uma vontade incontrolável de comer (se por gula ou por fome de fato, isso ainda não descobri…) e uma insônia que tem me feito companhia noite sim e na outra também. Pra não falar da dor nas costelas quando fico deitada do mesmo lado por muito tempo. Costela de grávida dói, gente, é sério — e não tem sido por causa dos chutes do Gutão, não. Acho que é o útero empurrando tudo pra dar espaço pro moleque se acomodar. Ele, aliás, parece cada dia mais forte, tks God! Quando se movimenta agora, é com bastante vigor e já dá quase pra saber se o que produziu calombos na minha barriga foi um pé, um cotovelo ou uma mãozinha. Eu curto um monte essa agitação toda, mesmo quando produz algum incômodo (esses dias ele resolveu ficar todinho pra direita e parecia que minha barriga ia estourar pro lado!). Mas seria muito Poliana de minha parte dizer que tou curtindo as dores nas costas e nas pernas, o cansativo deita-levanta pra fazer xixi durante a noite (umas seis vezes, no mínimo) e as malditas cãimbras que me pregaram alguns sustos na madrugada…Como não tou podendo fazer atividade física, nem sequer Yoga, acho que sou uma vítima ainda mais fácil pra esses sintomas todos…E a insônia deve ser culpa da ansiedade, que tenho tentado manter sob controle, mas que, obviamente, me escapa por algum caminho alternativo e invade a minha cabeça quando estou em repouso…O que me consola é saber que isso faz parte e que todas as grávidas, de primeira viagem ou não, experimentam esses sentimentos em maior ou menor escala. Diz a Dani, por exemplo, barriguda do Miguel, que já ficou acordada uma noite inteirinha passando o enxoval a limpo mentalmente, contando quantas roupinhas o pequeno tinha, quantas ainda precisava comprar…tsc, tsc, tsc. Tou cansada, sim, mas tou bem longe de estar triste. A cada semana que passa mais aumenta a minha alegria, a minha torcida pro Augusto chegar com saúde (de parto normal e depois das 37 semanas!!) e a minha vontade de vivenciar e entender como se dá essa mudança pra todo o sempre. Como diria o personagem do Bill Murray, no divertido Encontros e Desencontros da Sofia Coppola, “o dia em que nasce o primeiro filho é o dia mais apavorante da sua vida. É o dia em que a sua vida, como você a conhece, some, desaparece e não volta nunca mais”. Ainda bem que ele complementa dizendo que, dali por diante, você ganha nova motivação pra voltar pra casa, pra trabalhar, pra dar conta da rotina…Esse medo aí, do que vai deixar de ser, eu realmente não tenho. A chegada do Augusto foi muito desejada e a gravidez tá sendo muito curtida. Acho que tou é ansiosa mesmo pelo tamanho do acontecimento e por saber que não tenho controle algum nessa reta final, sabe assim?? Bom, daqui pra frente, tá nas mãos de Deus e na vontade do meu pequeno. E que seja feita a vontade dele(s). Amém.
posted by JULIANA DE MARI 5:39 PM


Recadinhos


Rapidinho: Vanessa, do Cassio, e Juliana, recém-chegada por aqui, de BSB, estou com problemas pra visualizar a página de vocês…Quando entra, não há santo que me permita deixar comentários…Jaque, da Aiko, também não tenho acessado teu blog com facilidade…Flávia Leal, por onde você anda???
posted by JULIANA DE MARI 5:12 PM


Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004


Foi-se Momo…Que venha o Coelho da Páscoa!


A quarta-feira amanheceu cinza, literalmente. Tempinho instável em Sampa, chuvinha besta, mas um friozinho na medida certa. Tou achando uma beleza essa temperatura. Aquele calorão tava me maltratando demais. Era pisar na rua pra começar a passar mal…Oito meses atrás, termômetro marcando 19 graus e eu já estaria toda encapotada. Hoje, me sinto radiante. Levantei disposta, já fiz de um tudo em casa e até arrisquei lavar o cabelo agora à tarde. As coisas realmente mudam na gravidez!
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Tá dando gosto olhar pro meu varal: cheinho de roupitchas limpinhas e cheirosas do meu Gutão! Por falar nessa função “lavadeira”, descobri três coisas ao esfregar as vestes do pequeno, barrigão no tanque, hoje pela manhã. Primeiro, praticamente todos os bodies e culotes dele são brancos; segundo, preciso comprar umas peças tamanho M e G, pois o estoque que fiz e os presentes que ganhei são tamanho RN e P (os que ele vai perder mais rapidamente, eu imagino); terceiro, o barrigão realmente está ficando grande e pesado! Terminei a lavagem com as costas e as pernas em frangalhos, mas cheia de orgulho de estar botando a mão na massa, digo, na água pela saúde do meu filhote. E ainda falta uma cômoda inteira pra dar conta…Ah, não, essa eu vou passar pra futura babá dele, que deve começar a trabalhar agora no início de março.
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Fiz a contagem das fraldas no final de semana. Considerando que um bebê gasta de 8 a 10 fraldas por dia, nós temos um estoque suficiente apenas para o primeiro mês de vida do Augusto. É mole??? São exatamente 272 fraldas descartáveis diurnas e 50 noturnas. Negócio vai ser correr no Carrefour mais uma vez e aproveitar a promoção dos mega-pacotões econômicos da Pampers. São 60 fraldas por 28 reais (façam as contas da economia: um pacote básico com 12 fraldas custa, em média, 7 reais). Mas eu não reclamo, não. Imaginem o que não era o lava-seca dos tempos da fralda de pano??????? Graças a Deus, a humanidade (e a maternidade) evoluiu.
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Acabo de conseguir mais um endereço bacana pra comprar roupas de bebê bacanas a preços mais bacanas ainda. Anotem: a ponta-de-estoque da BBModerno fica na rua Andrade Pertence, 179 (próximo ao Hospital Santa Paula, na av. Santo Amaro) e o telefone é (011) 3849-0223. Além das peças com desconto, eles estão fazendo queima antecipada para o inverno. Claro que vou lá dar uma espiada ainda essa semana!!!!


posted by JULIANA DE MARI 5:24 PM


Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004


Tá rolando a folia de Momo…


…e eu tou frevando em pensamento, acompanhando o cocoricó do Galo da Madrugada à distância e curtindo o maior banzo das ladeiras de Olinda até a quarta de cinzas chegar. Não tá sendo assim tão ruim, afinal, estamos vivenciando nossa festança particular. Hoje, aliás, tivemos até baile de carnaval em casa! Frevo de bloco tocando no CD e eu e o Rô vestindo a fantasia literalmente (eu tava me sentindo uma palhacinha, pra falar a verdade. Como esfriou um pouco, o jeito foi usar um moletom do Rô, o único que abrigou a barriga sem apertar!!). Primeiro, ele pintou um retrato sui generis do Augusto na minha barriga. Depois, eu fiz um gato estilizado no rosto dele. Ele devolveu com uma pierrot até que bem simpática — se não fosse a minha cara a eleita da meleca! Tiramos um monte de fotos e nos esbaldamos de dar risada na hora de limpar a tinta do rosto. Gente, a minha sobrancelha direita ficou preta, pretinha, pretíssima e não havia água com sabão que desse jeito. Que pânico! O Rô já tava dizendo que eu ia ter que passar na Cris, nossa cabelereira, pra clarear a dita cuja. Acabei debaixo do chuveiro, com os olhos ardendo de tanto sabonete que ele esfregava no meu olho pra tentar tirar o pretume. Claro que saiu e claro que a gente continuou dando risada da situação muito tempo depois.

Segundona de carnaval também foi dia de folia pro nosso Gutão. Ele sambou um bocado na barriga por causa da furadeira em ação no quarto dele. Tá praticamente pronto agora e lindo, lindo, lindo (confiram o resultado logo abaixo). Colocamos o painel, os cubos, arrumamos os bichinhos e os quadrinhos e o Rô até transferiu a poltrona da sala pro cantinho que ela deve ocupar em definitivo daqui pra frente. Posso dizer que deu uma trabalheira, embora eu não tenha feito muita coisa a não ser coordenar o “visual”. O Rô foi quem botou mesmo a mão na massa, digo nos parafusos e se saiu muitíssimo bem como faz-tudo.

E olha eu aqui confundindo as histórias: meu maridão botou, sim, a mão na massa ontem à noite, quando recebemos o Duda e a Dani, com o Miguel na barriga, pra jantar. Cheio de ânimo, ele fez um ravioli recheado com bacalhau e molho branco levíssimo. O detalhe é que não havia massa de ravioli fresca no supermercado. Ele não hesitou: comprou de lasanha e, trabalhando com garfo e faca, fez meia-lua por meia-lua. Só posso dizer que ficou maravilhosoooo e que nós nos esbaldamos. Depois do jantar, os maridos tomaram uns copos a mais de vinho e eu e a Dani, com nossas respectivas barrigas, nos divertimos espiando umas revistas infames de quarto de criança. O eleito da noite foi um quarto decorado com um berço redondo, paredes inteiramente lilás e teto estrelado. Parecia o ninho de um ET!

posted by JULIANA DE MARI 4:34 PM


Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004


Vivas pro Viva o Barrigão!!!


Olha que bacana: o Barrigão está entre os 10 blogs mais atualizados do dia!!!!!!
Não consegui copiar a imagem do ranking que o Blogger faz (alguém sabe como se faz isso???), mas fiquei super orgulhosa da nossa história — e da minha disposição, vai! Bom, fica o registro do nosso obrigada aos visitantes de sempre e um olá a quem está chegando. O Augusto certamente sente toda essa energia positiva.


posted by JULIANA DE MARI 5:21 PM


E a barriga foi ao chão


Eu havia esquecido o quanto dói esfolar o joelho, mas um tombaço, daqueles que você reza pra que ninguém tenha visto, hoje na hora do almoço, me fez relembrar a sensação…Bom, eu tava saindo pro trabalho por volta do meio-dia, feliz da vida, e, ao ultrapassar o hall do elevador em direção à saída do prédio, puf. Escorreguei do além e cai de frente, fazendo um puta malabarismo pra apoiar o peso do corpo na perna que estava à frente e nas mãos. A barriga eu salvei (bati de leve no lado direito), mas meu joelho, coitado, ficou em carne viva. Claro que fiquei nervosa, claro que chorei, claro que bateu a neura em relação ao bem-estar do meu Gutão e claro que liguei correndo pro Rô. Ainda bem que era hora do almoço e ele veio correndo pra casa “cuidar” de mim! Eu tinha lavado o machucado com água e sabão, mas ele achou bom colocar remédio (Sanativo, um santo remédio fitoterápico que tenho em casa e é vendido só em Recife) pra cicatrizar mais rápido — além de ter recomendado que eu use joelheira daqui pra frente :-) . Aí, veio a lembrança das dores da minha infância. Nunca fui de aprontar muito, aliás, eu era bem quieta, mas criança se machuca do nada mesmo e, volta e meia, eu tinha que encarar a dupla água oxigenada + sanativo. Eu lembro que ficava rezando (e chorando, claro) enquanto a mainha fazia os curativos — quem sabe meu anjo da guarda não levava a dorzinha pra longe de mim?! E pensei que o nosso Gutão ainda vai se esfolar muito nessa vida, no sentido literal e no figurado…E que os tombos vão doer mesmo e que nem sempre eu vou estar por perto (fisicamente) pra dar um “beijinho” no machucado…Mas vou estar sempre disponível pra dar uma palavrinha de incentivo pro meu filhote driblar a queda, tentar um novo passo, arriscar outro movimento…E assim a vida vai seguir seu rumo e nós dois ainda vamos cair muito. Eu, provavelmente, de estabanada que sou, de velhice ou de encarar os reveses que a vida inevitavelmente dá. Ele, com certeza, da energia que vem de cada nova descoberta, da falta de medo inicial, da vontade, necessária às escolhas futuras, de experimentar…Só espero que o saldo pra nós dois sejam machucões que, mais dia, menos dia cicatrizam — sejam eles no joelho, no coração ou na alma.
posted by JULIANA DE MARI 4:48 PM


Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004


Fazendo arte


Passamos o sábado correndo atrás do que faltava pro quarto do nosso Gutão. Finalmente conseguimos comprar os cubos-prateleira pra parede. Aliás, vale a dica: a Evolukit tem cubos, prateleiras, módulos e coisas do gênero em sistema de pronta entrega e a preços super em conta. Os cubos que escolhemos, branquinhos, têm medida padrão (40x40cm) e custaram 28 reais cada. Nas lojas em que eu havia pesquisado antes, o valor chegava a absurdos 120 reais! O sabadão foi curto pra tanta coisa que a gente gostaria de ter resolvido, na verdade. À noite, bem cansadinhos, mas nada que um bom vinho e uma boa música não resolvesse, partimos pra parte dois do plano: pintar os brinquedos de madeira do Augusto. Eu fiz o avião e o Rô revelou seus dotes artísticos no carrinho. Usamos tinta não-tóxica, obviamente, e descobrimos que parece fácil, mas dá uma trabalheira danada conseguir pintar uma parte sem borrar a outra!!! Foi uma sessão terapia bacana pro casal. Um momento em que nós dois sintonizamos na mesmíssima energia em nome do nosso filhote. Nós adoramos a brincadeira e eu acredito que o Augusto vai ficar orgulhoso dos pais empreendedores que ele arranjou. Delícia vai ser, lá na frente, poder incluir o pequeno na diversão. Nem quero imaginar a bagunça :-)

posted by JULIANA DE MARI 10:50 AM


Sábado, Fevereiro 14, 2004


A força que vem das palavras


Ontem, chá de bebê do Miguel, Dani orgulhosíssima, mulherada reunida, ouvi uma frase que ficou ecoando. Dizia a Julieta, amiga da Dani, mãe do Inácio (uma fofura de menino, ensaiando seus primeiros passos aos 11 meses) dizia ela algo mais ou menos assim: que a maravilha de ser mãe está em poder acompanhar bem de perto alguém em suas primeiras vezes. A primeira vez que cai, a primeira vez que levanta, a primeira vez que conhece o doce, a primeira vez que rejeita o salgado, a primeira vez que faz birra, que sorri, que chora de dor, que faz charme pra ganhar colo…Achei tão bonito pensar nisso, no quanto os pais são fundamentais no desenvolvimento físico e psíquico dos filhos. No reforço do caráter, no esboço da auto-estima. No quanto a mãe, especialmente, é uma figura poderosa. É o olhar dela que os pequenos buscam primeiro, é o peito dela que associam ao bem-estar, é o colo dela que traz calor e acalma…Me senti realmente abençoada por estar vivendo esse momento e agradeci, mais uma vez, ao anjo da guarda que protege o meu Gutão. Por falar em anjo, outra mensagem, dessa vez do Julio, amigo de fé, literalmente, também me fez parar pra pensar. No dia do chá do Augusto, foi ele quem deixou o recadinho que mais me emocionou. Dizia assim: “E pensar que a herança mais valiosa de vocês veio de graça…”. E é isso, né, gente? Ter um filho é experimentar um milagre e ai de quem se apega apenas à parte prática, às noites sem dormir, ao chororô, à função 24 horas…e perde a chance de “elevar” o espírito e vislumbrar essa dimensão…
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O grande amigo do Augusto ainda tá na barriga da mãe, minha querida Dani. Não sei se já comentei, mas sempre que se refere aos dois, ela brinca chamando-os de “os gêmeos”!!! Aliás, periga os danadinhos nascerem meeeesmo no mesmo dia, já que a diferença no tempo de gestação é mínima, cinco dias a mais pra Dani. E ela nem sabe ainda, mas eu e o Rô descobrimos um trocadilho bonitinho pra falar do rebento dela. Ele é o “AMIGUEL” do nosso Gutão!!!!!!!!! :-)
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Por falar em Dani, nasceu ontem a filhinha da Dani Dambrosio. A Carolina veio ao mundo quase às 9h da matina, de parto normal, pesando 2,9 kg. Foi um parto tranquilo e rápido. A bolsa da Dani estourou às 4h, uma hora depois ela já estava no Santa Catarina sentindo as primeiras contrações e no início da manhã já havia visto o rostinho da pequena pisciana! Falei com a Dani por telefone à tarde e ela estava feliz, feliz, feliz. Que Deus abençoe a Carol e que o meu Gutão se inspire nesses pequenos que dão uma forcinha na hora H e conseguem ser protagonistas do próprio parto.

posted by JULIANA DE MARI 7:52 PM


Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004


Das boas novas


Deixa eu compartilhar com vocês da nossa alegria. Sábado passado, fizemos mais uma ultrasonografia pra acompanhar o crescimento do Augusto. A dra. Claudia tinha razão e o danadinho respondeu melhor que o esperado à dobradinha repouso + alimentação caprichada. Em uma semana e meia, ele engordou quase meio quilo!! Pra ser exata, foram 488 gramas, o que o levou à curva normal de crescimento, um tanto acima, inclusive, do percentil 10 (onde se encaixam os bebês miudinhos). Ele tem agora cerca de 1,5 quilo. Dessa vez ele se deixou fotografar de frente, mas muito rapidinho. Podem esperar que, em breve, vou colocar a nova foto dele no ar. Tão delicadinho esse meu filho! Tem uma boquinha linda, linda, linda. E sabe que tava de olhinho aberto? A médica que fez a ultra disse que é raro flagar um nenê assim, porque eles fazem esses movimentos pouquíssimas vezes dentro do útero (afinal, passam a maior parte do tempo dormindo!). Bom, saímos do exame aliviados e muito satisfeitos. Se depender do tamanho da minha barriga, da fome voraz que tenho sentido e da minha disposição em fazer o possível pro Gutão ficar em paz lá na caverninha, tenho certeza que ele vai nascer dentro do peso normal. Que vai ser pequeninho, isso eu tenho certeza também. Mas vai vir cheio de energia, se Deus quiser! Ah, ele já “virou’. Tá de ponta-cabeça no útero, deitadinho sobre o lado direito da minha barriga. Diz a médica que fez a ultra que isso é ótimo, pois, daqui pra frente, vai ficando cada vez mais difícil pra ele mudar de posição tanto pela falta de espaço lá dentro quanto pelas medidas da cabeça, que vai ficando maior e mais pesada, impedindo grandes cambalhotas. Bom, amanhã é dia de consulta pré-natal e eu realmente tou muito aliviada de poder compartilhar notícias positivas com a dra. Claudia.
posted by JULIANA DE MARI 9:37 PM


Festança pro Gutão


Pois bem, sábado passado me senti na “parte dois” do treinamento pra chegada do Gutão. Com a mãozinha santa da Dina, durante a semana organizei o chá de bebê em todos os detalhes. Sei que é praxe deixar a tarefa nas mãos de amigas, mas eu adoro essa função promoter-decoradora!! Bom, da pernada na 25 de março, o paraíso das quinquilharias, a gente trouxe guardanapos, pratinhos e copinhos coloridos. Como tema da festa, lindos cataventos coloridos, feitos de papel brilhante. Vocês não imaginam que efeito maravilhoso eles deram à mesa. Fiz maços de cataventos, em substituição aos maços de flores, e adornei com jujubas coloridas. Aliás, já falei pro Rô que vou deixar o kit-catavento junto com minha maletinha pra ele levar e decorar meu quarto na maternidade!! Voltando ao chá, usei uma manta laranja, dessas de cobrir sofá, como toalha de mesa e espalhei os apetrechos coloridos ali em cima. Pratinhos com confetes e jujubas se juntaram à decoração pra completar o clima festinha infantil. Pra comer, mini-sanduíches e brigadeiro, obviamente. Sem falar no presentaço que ganhamos do Ricardo e da Fabi, doceira de mão cheia. Eram uns docinhos tão lindos, tão lindos, que dava até dó de colocar na boca (mas só sobraram cinco ou seis pra contar história!). Ah, também coloquei um quadro de mensagens pro pessoal deixar recadinhos pro nosso Gutão. Vou ter o maior prazer em ler tudinho pra ele e contar um pouquinho sobre cada titio e titia corujas que vieram celebrar com a gente. Foi cansativo, mas fiquei super orgulhosa das minhas produções. A barriga, agora, sim, enorme, congregando amigos de origens diversas e sintonizando todo mundo na mesma energia positiva. A festinha, tão colorida e alegre, me transportando lá pra frente, pro primeiro aniversário do nosso Gutão. Já imaginei ele ensaiando as primeiras corridas pelo salão, lambuzado de brigadeiro, distribuindo risinhos felizes e entregando as bochechas pras nossas beijocas calorosas! Que Deus abençoe essa imagem e que nos permita cultivar e valorizar as amizades e os rituais com tudo o que têm direito. E viva o Augusto!!!!!!!!!!!!!!!!

posted by JULIANA DE MARI 8:20 PM


Terça-feira, Fevereiro 10, 2004


Gente nova no pedaço


Pra quem ainda não sabe, nasceu a filha da Eliane, a fofucha Beatriz. Nasceu ontem, dia 09, via cesariana, com mais de 3,6 kg e 47,5 cm. É uma menina linda, com bochechinhas rosadas e biquinho vermelho! Viva a Bia! Que Deus abençoe essa pequena com muita saúde e esse casal com muita harmonia.
Difícil traduzir a felicidade que eu sinto em relação a essa chegada…Aliás, em relação à chegada de cada pequeno rebento das minhas amigas “parideiras” virtuais. Foi assim com o Dimitri, da Karine. Ela, lá nos EUA. Eu, aqui em Sampa. As duas conectadas ao mesmo sentimento, à alegria de ser mãe. Quando vi a foto do garotão online, descambei num choro bom, de alegria genuína. Imaginem quando chegar a minha vez…Não consigo pensar em plenitude maior nessa vida. E pensar que faltam menos de dois meses pr’eu e o Rô darmos boas vindas ao nosso querido Gutão!
posted by JULIANA DE MARI 9:05 PM


Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004


No meio do caminho tinha uma…batata


Ninguém me tira da cabeça a idéia de que alguém lá em cima estava achando que era hora de dar uma amostra grátis do que vem por aí pra esta mãe de primeira viagem que vos escreve. Nada a ver, é claro, com a batata recheada que fiz a besteira de comer no jantar da sexta-feira. Negócio é o seguinte: tive uma puta crise de gases da sexta pro sábado. Começou com um certo incômodo, foi evoluindo, evoluindo, evoluindo…até que eu me vi urrando de dor e implorando pro Rodrigo ligar pra dra. Claudia às 3h30 da matina!!! Não teve respiração, posição, exercício, chazinho, massagem que desse jeito de me aliviar. A sensação era a de que havia um tridente espetado na minha boca do estômago, empurrando todos os órgãos pra baixo, e alguém fazendo uma força extraordinária de volta (leia-se: Augusto, querido). Se o Gutão não estivesse tão quietinho em sua caverninha, eu teria achado fácil, fácil que estava se anunciando a hora dele vir ao mundo. Minha salvação foi o pronto-atendimento da dra. Claudia, que retornou ao chamado do bip em minutos e me receitou Buscopan + Luftal. Sobrou pro Rodrigo, que teve que sair à procura de uma farmácia 24 horas com cara de zumbi. Mas eu tenho certeza que essa caçada teve um valor especial pra ele (não é mole aturar uma barriguda que perambula pela casa chorando uma noite inteirinha). Eu posso dizer que nunca um remédio teve um gosto tão bom em toda a minha vida! As gotinhas sabor cereja ainda levaram uns bons 15 minutos pra agir. Tempo suficiente pro Rô, coitado, capotar em sono profundo e preu relaxar debaixo da água quente do chuveiro. Fui deitar, exausta, quase 5h da matina. E aí bateu a tal idéia das mãozinhas divinas atuando. Fiquei imaginando que vamos viver uma agonia semelhante quando o trabalho de parto se anunciar. Com uma pequena-grande diferença: vai ser uma agonia do bem — e muito bem assistida, eu espero. Uma dor boa, se é que vocês me entendem. Uma dor com causa conhecida (e desejada!) e tempo certo pra ir embora. Uma dor de expulsão, de alegria, de vida. Tá, tá bom. Deve doer muuuuito, mas eu acho que, nessa hora, apesar da ansiedade e do desespero, meu canal sensitivo vai estar sintonizado em outra estação. Numa estação que vai me encher de força e coragem em nome da chegada do meu filho. Já essa dor-teste da qual falei aí em cima, não consigo associar com outra coisa a não ser sofrimento, sofrimento, sofrimento. Sim, minha gente, prosaicos gases estão, sem pestanejar, no topo da minha lista de sensações dolorosas ao longo desses meus 30 anos. Recado às barrigudas e aos maridos das barrigudas, pois: o test-drive da agonia eu já fiz. Vocês, please, cortem de vez as massas, batatas, pizzas e alimentos do gênero na hora do jantar. Essas delícias fermentam e inevitavelmente provocam os malditos gases.
posted by JULIANA DE MARI 1:08 PM


Domingo, Fevereiro 08, 2004


Do inadiável


Alguém aí já deixou pra amanhã aquela vontade louca de fazer xixi? Ou, quem sabe, fez jejum por opção, deixando um bife suculento no prato hoje por uma promessa de uma refeição mais “gorda” no amanhã?? Melhor ainda: já conseguiu ficar com a boca seca, rachando, e colocar o copo dágua de lado até o amanhã chegar??? Se vocês me disserem que fizeram dessas aí de cima, vou começar a achar que precisam urgentemente do telefone da minha terapeuta… Sei que, de perto, ninguém é normal, mas sei também que há um tanto de normalidade que faz parte da vida de todo mundo. Se não dá pra deixar pra depois comer, beber, fazer as devidas necessidades fisiológicas funcionarem a contento, que alguém me explique por quê é que algumas pessoas acham que dá pra deixar pra amanhã aquele abraço, aquele beijo, aquele carinho, aquela palavra??????????????? Emoção também tem hora certa pra ter vazão, acreditem. Se é no agora que eu sinto saudade, é no agora que vou querer dar aquele telefonema, mandar aquele email, ver aquela pessoa especial…Da mesma forma, se é hoje que eu preciso de alguma atenção, é hoje que preciso de um sinal positivo do lado de lá. Não é amanhã. Não é durante a semana que vem. Não é “depois”. Não é no tempo que sobrou, no tempo que não foi preenchido, no tempo que parece “menos”. Eu quero o tempo que tem valor, aquele tempo que a gente reserva só e unicamente pra estar com alguém na hora em que tem vontade — ou na hora em que esse alguém verbaliza alguma fragilidade, alguma alegria, alguma necessidade qualquer de compartilhar. Essa coisa do depois do shopping, depois do cinema, depois do trabalho, enfim, depois dos outros, sejam eles pessoas ou compromissos, não é legal. Não prioriza. Não gera empatia (lembram desse conceito?). E isso não é birra minha, não. Não é querer ser o centro do mundo, não. É porque eu penso que os relacionamentos (homemXmulher, paisXfilhos, amigosXamigos etc) fluem melhor quando a tal lei da Ação e Reação funciona de maneira equilibrada. Claro que ninguém aqui vai dar amor esperando receber de volta do mesmo jeito, na mesma intensidade, na hora em que bate o pé. Até porque cada um é cada um e cada um tem sua maneira particular de expressar sentimentos. Mas, peraí, Madre Tereza de Calcutá, doadora universal, só tem uma e, na real, nem é disso que eu tou falando… Tou falando da atenção que todos deveríamos prestar àquelas necessidades verbalizadas. Se alguém chega junto e pede um tempinho do seu dia, doe os cinco minutos na hora. Faça das tripas coração pra estar presente, fisicamente ou não, no momento em que o pedido chega aos seus ouvidos. Não deixe pra depois, não…Sabe por quê? Porque esse tempo futuro aí não existe. Nele, a gente, de um jeito ou de outro, acaba se resolvendo sozinho…O que não é ruim por si só, porque, já dizia o ditado, o que não nos mata, nos fortalece, mas vai construindo um caminho ao contrário. Em vez de uma ponte para o sempre, vira uma ponte para o talvez, depois, quem sabe, algum dia…

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Desculpem o tom…Deve ser o cansaço (tive uma noite show de horrores da sexta pro sábado e ontem fiquei na função do Chá de Bebê praticamente o dia todo). Ou talvez sejam os hormônios puxando um tantinho pra baixo o meu astral…Anyway, vai passar.Tou imprimindo as fotos 3D do Augusto que conseguimos ontem na nova ultra. Depois do almoço, volto aqui pra contar as boas novidades do garotão!!!!
posted by JULIANA DE MARI 12:53 PM


Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004


Ai, que susto…


Putz, esse negócio de blog vicia mesmo! Desde ontem eu tava com problemas pra acessar a página de postar–publicar…Que alívio que consegui agora…Aliás, preciso fazer backup de todo o conteúdo antes que dê algum xabu e eu perca essas memórias deliciosas da gravidez do meu Gutão. Ainda quero ler tintin por tintin pra ele!!!
Aproveitando o ensejo, seguem alguns recadinhos personalizados:
Jaque e Vanessa: não consigo deixar recados pra vocês!!!
Adriana e Gabys:não consigo acessar o blog das senhoritas…Mandem o endereço novamente, please?
Renata, do Theo:amei os textos que você me mandou via email!!!
Flávia, Fernanda, Karine, Eliane, Carol do Léo, Carol gaúcha, Dani “A Mosca”, Ana Paula, Rêzinha, Chrisce, Alyne…e todas as outras companheiras barrigudas virtuais (ou não!) que certamente esqueci de mencionar: obrigada pelo carinho!! Tenho certeza que essa corrente pra frente, compartilhando dúvidas, alegrias e os percalços que fazem parte, nos ajuda a manter a cabeça “boa” e a sintonizar as melhores energias. Eu e o Augusto agradecemos de coração. E que venha o final de semana!!!!

posted by JULIANA DE MARI 11:25 AM


Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004


Eu prefiro chocolate quente!

Conversando com a Dina ontem (confiram foto da dupla aí embaixo), ela comentou que uma amiga, mãe de primeira viagem, quando estava grávida, sofria horrores achando que, dali por diante, ia virar café-com-leite. Traduzindo: ia virar carta fora do baralho para o sexo oposto. Sabe aquela paúra que bate do marido confundir os papéis, colocar a barriguda num pedestal e passar a tratá-la como mãe santificada, livre de pecados? Ou, sei lá, aquele receio de entrar num ambiente cheio de “homens com H” e nenhumzinho virar o rosto pra conferir nosso material??? Pois é, mulher é um bicho esquisito mesmo. Reclama da pouca vergonha alheia, mas não passa sem um belo elogio. Mas vamos ao que interessa: fiquei pensando sobre essa questão e acho que é um medo legítimo. Afinal, corpo e mente mudam na gravidez (e desconfio que nem um nem outro voltem a ser os mesmos depois dela!), mudam as prioridades, muda a rotina. Se antes a gente tinha todo o tempo do mundo pra se cuidar, certamente agora vai priorizar o cuidado com o baby. Por outro lado, me coloquei na situação e cheguei à conclusão que realmente não consigo me ver desse jeito, assim, totalmente sem sex appeal. Primeiro porque eu tou curtindo pra caramba meu barrigão. Cada dia que passa acho mais legal ver como o Augusto cresce e como a barriga estica e fica pontudinha, pontudinha. Claro que tenho receio da danada não voltar ao “normal”, mas tenho fé que a amamentação ajuda o corpo a se recuperar e que os quilos a mais vão embora nos primeiros meses de corre pra cá, corre pra lá com o nenê. Além disso, thanks God por ter condições, eu tenho dado uma boa mãozinha pra natureza. Tenho feito minhas sessões de drenagem linfática (na última, foi engraçado: a Megume, japonesa obviamente, comentou que agora, sim, estou perdendo a cinturinha! Considerei um baita elogio, já que estou a um passo do oitavo mês, né?); tenho cuidado da pele com toda a paciência, sem poupar hidratante; tenho feito os exercícios matutinos pra ativar a circulação, ainda na cama, que a fisio do Santa Catarina ensinou no curso de gestantes e, mais importante, tenho pensado duas vezes antes de atacar aquele bolo de chocolate tentador que vive me perseguindo onde quer que eu vá. Ah, também faz parte do pacote mente sã–corpo idem, as sessões de terapia, onde exorcizo os fantasmas e retomo meu eixo. Resultado é que, apesar de estar ficando cada vez mais difícil encontrar alguma peça no meu guarda-roupa que não me aperte, apesar de estar nove quilos acima do peso, apesar de realmente achar que minhas bochechas até o final da gravidez vão explodir!, apesar de me sentir mais cansada, continuo me achando interessante, bonita, charmosa, muito capaz de atrair os olhares do meu maridão como antes, sim, senhora. Fez-se a luz: acabo de concluir que sedução tem muito pouco a ver com um corpo “tudo em cima” e que essa mania que a gente tem de associar gostosura só com bunda dura é insana. Que encare tranquila a luz daqueles malditos provadores de biquini quem não tiver sua celulitezinha de estimação pra exibir!!!! Gente, eu sou normal –e vocês também são. Sou uma mulher de 30 (com carinha de 25, vai!!!), em toda a sua plenitude e isso inclui algumas estrias, algumas celulites, uma certa flacidez e por aí vai. O que vou fazer disso daqui pra frente são outros quinhentos. Eu, particularmente, gosto de me cuidar. Gosto de me saber bem, sem exageros. Gosto de estar cheirosinha quando o Rô chega em casa e me pede um abraço…Vai ser mais difícil sair pra fazer pé e mão depois que o Gutão nascer? Ué, chama a manicure em casa! E assim vai com a massagista, a professora de Yoga, e sei lá mais o quê. Se não dá pra relaxar nadando, vou encher meu banheiro de cremes e sabonetes cheirosos e fazer da hora do chuveiro a mais gostosa do dia! Ah, meninas, usem a imaginação, please. Comprem uma bela camisola, prendam o cabelo de um jeito diferente, passem batom pra ficar em casa, se curtam!!! Sedução é um estado de espírito que a gente transmite num jeito de olhar, de tocar, de falar. Café-com-leite, nunca. Eu prefiro chocolate quente!!!!

Ju e Dina: vai um docinho aí?

posted by JULIANA DE MARI 11:57 AM


Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004


Mundo Mix


Dina, minha amiga-irmã, já resolveu a questão: o Augusto vai ser parecido com o Inácio da novela das oito. Sim, aquele bonitíssimo de bochecha rosada, olhos azuis e o sorriso mais meigo do mundo. :-)
Diz ela que o tal fulano tem os traços do Rodrigo com a minha “luz”. Essa é bem boa, hein, gente?! Não duvido que meu filhote vai ser o pequeno mais lindo da face da terra (ao menos pra mim e pro Rô e pros avós corujas!!!), mas…deixemos a revelação pra abril! De todo modo, gostei da brincadeira e resolvi exercitar a imaginação (e, quem sabe, emitir ondas que influenciem o humor e a “aura” desse garotão!). Se estivesse ao meu alcance mirabolar um mix de características pro meu Gutão, a receita familiar seria a seguinte:
– os olhinhos verdes brilhantes do meu pai, o vovô Albertino
– os traços delicados da minha mãe, a vovó Julice
– a cabeleira vasta e o vozeirão inconfundível do sogrão, o vovô Zeca
– a cor morena-jambo e a alegria de viver da sogra querida, a vovó Lilica
– o sorriso que abraça o mundo e a força de vontade do Rô
– a minha boca, pequena mas bem-feita, e a minha sensibilidade (tá, não precisa ser manteiga derretida como a mãe, mas ser capaz de reconhecer, legitimar e extravazar as emoções sempre).
posted by JULIANA DE MARI 12:08 PM


Terça-feira, Fevereiro 03, 2004


Andanças


Um post rapidinho só pra dizer que estamos mui bem, obrigada. A licença veio em muito boa hora: hora de renovar a energia e de terminar de organizar as coisas do Augusto. Ontem fiquei o dia inteiro em casa. Aproveitei pra dormir bastante e pra organizar com a Isaura, nossa faxineira-furacão, as primeiras roupinhas do baby que devem ser lavadas. O varal tá uma coisa linda, minha gente! Cheio de roupitchas dele!
Hoje fui na terapia pela manhã; almocei com a Dani, barriguda do Miguel, num restaurantezinho super simpático na Benedito Calixto; fui até a casa dela pra ver a parede laranja do quarto do baby (Dani, ficou ótima!) e depois passei quase duas horas relaxando numa sessão de massagem maravilhosa que incluiu corpo e rosto. Ah, enquanto esperava a Dani pro almoço, dei uma circulada nas lojinhas da Benedito e achei a luminária pra colocar em cima da cômoda do Gutão. É linda, gente, cheinha de listras coloridas nos tons do quarto dele: verde, laranja, azul e amarelo. Também comprei um quadro porta-retrato, super diferente, feito com moldura branca e o fundo (onde as fotos ficam pregadas) de rolhas. Não vejo a hora de encher ele todinho de fotos do nosso pequeno Gutão!

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O Rô viajou pra Porto Alegre hoje, mas já tá de volta amanhã. Foi acompanhar um evento do trabalho e aproveitar pra conhecer o novo apartamento dos pais. É um dia só, eu sei, mas dá uma saudadinha assim mesmo…

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Um recadinho rápido pra Jaque e pra Vanessa: meninas, não consigo deixar comentários no blog de vocês…
posted by JULIANA DE MARI 5:12 PM


Domingo, Fevereiro 01, 2004


De significados


Acho que a vida fica mais cheia de vida quando a gente atribui a ela significados. Sendo assim, um comentário antes que eu esqueça: fomos assistir ao ótimo 21 gramas no sábado. Sean Penn e Benicio Del Toro dão um banho de interpretação, mas o que eu gostei mesmo foi de uma informação ao final do filme. Pra quem não sabia, como eu, 21 gramas é o que, dizem, todo ser humano perde em peso na hora da morte. Se é o quanto pesa uma alma, eu não sei…Mas achei lindo dizerem que 21 gramas é o peso exato de um beija-flor. Primeiro porque achei bonito imaginar que a alma sai do corpo voando. Segundo porque sempre quis tatuar um bem pequeno no pulso, pra deixar registrado o símbolo do meu amor pelo Rô (meu vestido de casamento era cheinho de beija-flores coloridos). Agora, posso dizer, com propriedade, que meu amor por ele é coisa de alma mesmo!!!

posted by JULIANA DE MARI 8:12 PM


Esquentando os motores


Seguem algumas fotinhas pra vocês terem idéia do tamanho da barriga na 29a semana (ontem entramos na 30a, viva!) e da bagunça que ainda vamos fazer no quarto do Gutão! Por enquanto, só temos a parede, o berço e a cômoda, com todas as coisinhas dele dentro. Reparem no tanto de brinquedinho fofo que ele já ganhou. Eu, particularmente, adoro essa almofada de leão e uma outra listrada com cara de cachorrinho, presente da vovó Lilica. Esta semana vou aproveitar o repouso pra botar ordem na casa. De leve, claro. Vou ficar mais na coordenação, enquanto nosso zelador quebra-galhos instala a cortina e o varão do porta-trecos. Falta acharmos as luminárias (fomos pesquisar em lojas especializadas, mas só achamos coisas sérias demais ou feias demais), que eu pretendo coloridas pra seguir o astral do quarto, os potinhos ou caixinhas pra guardar algodão e coisas afins. Não vejo a hora de ficar pronto!!!!!!

posted by JULIANA DE MARI 7:52 PM

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