Jan 31, 2004
Juliana De Mari

Janeiro de 2004

Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

Que venha a sessão da tarde!


Luzinha amarela piscando: é hora de dar uma pausa na correria diária. Ganhei duas semaninhas de repouso a partir da próxima segunda-feira. Vou começar fevereiro na concentração. Toda a energia possível revertida para o meu Gutão. Não, não é repouso daqueles de ficar em cima da cama, liberada apenas pra levantar e fazer xixi. É uma ação preventiva, quase uma mini-férias, cujo objetivo é tirar da frente a fonte de estresse mais evidente. Nesse caso, o trabalho. É aquela coisa, né, gente? A gravidez é um estado normal — mas nem tanto. Pensem no quanto o corpo da mulher está trabalhando a mais, o quanto a circulação muda, o quanto o “eixo” muda, só pra ficar em alguns exemplos. O fato é que a máquina passa a trabalhar (e a gastar energia) em dobro. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo pra dar conta de gerar e fazer o bebê crescer. E é coisa que a gente quase não percebe (desconsiderando aqueles sintomas chatos de enjôo, azia, dor nas costas, vontade de fazer xixi a todo instante…). Pois bem, por recomendação médica, vou pisar no freio e aproveitar esses próximos dias pra curtir e arrumar as coisinhas do Augusto com calma.
Por quê o repouso exatamente? Bom, como eu já havia contado aqui, o peso do Gutão ficou um pouco abaixo da média considerada normal pra essa etapa da gestação. Sábado passado, dia do exame, ele estava com exatos 1000 gramas, cerca de 145 abaixo do ideal. É pouquinho, mas, se a gente pode tentar recuperar agora, é displicência não fazê-lo, não acham? Minha médica acha e eu e o Rô assinamos embaixo. Não dá pra tirar nenhuma conclusão e já sair achando que ele está com problemas no crescimento (físico, diga-se, e referente apenas à condição ao nascer, nada a ver com como ele vai se desenvolver fora da barriga). Isso porque, graças a Deus, a formação dele está perfeita, ele é um bebê todo proporcional e nós só temos o primeiro ponto da curva de crescimento que vai ser acompanhada até o final da gravidez. O que importa agora é ter um próximo exame em ordem, com o Augusto ganhando peso. Mesmo que seja pouco, o importante é que mantenha um ritmo. A dra.Claudia acha que a “engorda” desacelerou em função do estresse que vivi no final de ano — exatamente na época em que o Gutão estava começando a deixar de se preocupar com a formação dos órgãos e passando a ganhar peso. Ok, foi um estresse desejado, em função das festas e dos reencontros com a família no final de ano. Mas foi estresse correr de uma ponta a outra do país, arrumar malas, pegar avião, enfrentar o calor (vocês lembram que eu contei que fiquei quase uma semana vomitando porque a pressão baixou demais? então…) etc. Agora, minha prioridade é fazer o que estiver ao meu alcance pra esse pequeno ganhar as gramas que precisa pra voltar à faixa de normalidade. Já conversei um monte com a barriga, já contei das coisas boas que nos esperam nos próximos dias (cama quentinha, comida caseira, sessão da tarde, soneca no meio do dia, caminhadas pelo bairro…) e já pedi pra ele caprichar no “esticão”. Tenho fé que ele vai fazer a parte dele, pois eu, desde sempre, estou comprometida em fazer a minha. Podem aguardar notícias (positivas) do próximo exame!
posted by JULIANA DE MARI 3:28 PM


Terça-feira, Janeiro 27, 2004


Morfeu, larga do meu pé!



Em uma palavra, o que tou sentindo hoje: sono. Muuuuuuuuuuito sono.
Tá quase incontrolável, juro a tu. Parece que meus olhos vão despencar, que todo e qualquer esforço que eu fizer pra mantê-los abertos vai ser desafiado por Morfeu. Tem noção do que isso significa quando a duplinha está sendo solicitada a ser parceira da sua cabeça pra dar conta da pilha de textos que necessita revisão e só faz crescer em cima da sua mesa???? Pra vocês sentirem o tamanho dessa agonia, até pensei em tirar uma soneca no banheiro (Alê, você que me sugeriu isso uma vez, né?). Mas não dá, não. Nem todo o sono do mundo faz minha sensibilidade olfativa diminuir!!
Eu confesso que o que tem me mantido alerta não é o compromisso com o trabalho (que eu renovo diariamente), a tal produtividade, nem o famoso foco no resultado, muito menos o iminente prazo de gráfica. Eu trocaria tudo isso agora, já, nesse exato minuto em que formulo essa frase, sem peso na consciência, pela minha cama, macia e quentinha!! O que não me deixa jogar a toalha é mesmo o meu Gutão, que, desde cedo, tá se esticando de lá pra cá em sua caverninha e promovendo ondas de cócegas na minha barriga. Valeu, mocinho!! Sem as cutucadas, eu duvido que conseguisse ficar em pé até às 19h30, horário da nossa penúltima aula no curso de grávidos.

posted by JULIANA DE MARI 3:01 PM


Segunda-feira, Janeiro 26, 2004


Um pedido e dois agradecimentos

Cheguei à conclusão que mulher grávida é que nem pára-raio: sempre pega alguma interferência no ar. Some-se a isso a vocação para assuntos mórbidos que o resto do mundo parece exibir durante os nove meses de alta produtividade de nosso equipamento emocional e pronto. Dá-se a equação: emoção à flor da pele + comentários descabidos = uma grávida cheia de minhocas na cabeça!
Ou vocês vão me dizer que nunca passaram pelo constrangimento de ouvir aquela amiga da amiga da sua amiga, que mal sabe seu nome, contar, em detalhes, como e porque a gravidez dela não foi adiante??? Ou, pior, desandar a falar sobre os “horrores” do parto dela?? Ou aquela tia que toda vez que liga pra saber se tá tudo bem com o baby, na melhor das intenções, buzina na sua orelha o velho refrão do “olha, daqui pra frente, tudo vai mudar”??? Ou, pior, vão me dizer que nunca tiveram que engolir aqueles tipinhos que fazem o gênero enciclopédia e desandam a traduzir (sempre aumentando, claro) os sintomas que você, inocentemente, deixou escapar na conversa?????? Olha, eu acho bárbaro saber das histórias alheias, tanto é que estou aqui compartilhando da minha, mas realmente acho que anda faltando bom senso na praça. Grávida é um bicho sensível por “n” fatores que eu não preciso descrever aqui. Se a dita cuja é mãe de primeira viagem, então, vocês imaginam o turbilhão contra o qual a pobrezinha (no caso, eu!) luta para se manter sintonizada com sentimentos positivos. Não é coisa de mulherzinha, não. É uma preocupação genuína, consciente. É o tal “instinto materno” dando o ar de sua graça pela primeira vez. Afinal, já se sabe que o bebê, em sua vida uterina, sente muita coisa que a mãe sente. Um susto, uma alegria, a vontade de devorar um chocolate… :-)
Cheguei, portanto, à nova conclusão: o que falta nesse mundo é empatia, minha gente. Para quem não conhece o termo, vai o significado: segundo o Houaiss, é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende etc. Segundo a psicologia, é um processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender o comportamento alheio. Sendo assim, que bom seria se esse recado fizesse sentido para o “mundo”: antes de qualquer coisa, ao ouvir um relato, uma lamúria, um pedido de “socorro” de uma grávida, please, manifeste solidariedade, escolha as palavras com delicadeza, use um tom que transmita segurança. Gere empatia, pelamordedeus!!!! (aliás, isso vale não só pra quando você se defrontar com uma barriga ambulante, mas pra todas as situações da sua vida!!!). Não se saia com exemplos de heroísmo, não minimize a preocupação e a dor da barriguda, não tente tranquilizar à força a mãe de primeira viagem dizendo que ela não tem razão pra se preocupar se ela acha que tem…Antes, se você é mulher e já foi mãe, diga primeiro que entende como é que ela está se sentindo, que também passou por essas inseguranças, que isso tudo faz parte. Depois, aí, sim, com o vínculo emocional estabelecido, detalhe a sua experiência ou largue um direto e reto “desencana, mocinha”. Se você é homem –e, portanto, por mais que queira e que se esforce jamais vai sentir o que uma grávida sente (tem uma pessoa crescendo dentro da nossa barriga, tem noção???!!)–, controle a vontade de classificar a dita cuja de fraca ou fresca e parta pro abraço, literalmente. Não há terapia melhor do que se aconchegar em braços mais fortes que os nossos nesses momentos de fragilidade.

Tudo isso pra dizer duas coisas:
1ª) um sonoro “obrigadaaaaaaaaa” pras amigas blogueiras-virtuais, que enchem esse “diário” de mensagens positivas, e pros amigos(as) e parentes da vida real que, volta e meia, vêm conferir as novidades. Essa presença de vocês por aqui (e no telefone, no ICQ, nas cartas…) nos faz (e eu incluo o Rô nesse agradecimento) muitíssimo felizes. Muito bacana saber que o Augusto faz parte dessa “energia”. Muito bacana ter a certeza de que, ao menos o nosso pequeno mundo (no final, o que mais importa e o que mais determina nossas escolhas) tá girando em função da chegada dele e que o vai acolher com muito carinho e muita vontade. Obrigada, obrigada, obrigada.
2ª) uma nova declaração de amor, com todas as letras, pro meu maridão (Rô, eu te amooooooooo!), que sempre me acolhe com um sorriso; que, como eu, faz da empatia meio caminho andado pro entendimento na nossa relação; que cuida pra não faltar energia positiva pro Gutão. E que descobriu o melhor canal de comunicação com o filhote: um beijo seguido de um berro de tirar o fôlego na minha barriga ao acordar e antes de dormir!!! O Gutão a-do-ra, responde lá da caverninha chutando a valer — e eu morro de rir!!! Que bom, Rô, que és tu o pai que vai me ajudar a ser mãe.

posted by JULIANA DE MARI 4:27 PM


Domingo, Janeiro 25, 2004


Com quem será?


…que o nosso Gutão vai parecer?????
Bom, ontem foi dia de ultra, mas o danadinho tava tímido e não quis nos mostrar seu rostinho em detalhes. Eu sei, eu sei, todo mundo queria um retrato dele no ar, mas…A médica até tentou, cutucou a barriga com o aparelho transdutor, só que nosso filhote tava em posição fetal, dormindo, todo encolhidinho, braços e pernas cobrindo a cabeça. Tava sentadinho, com a cabeça pra cima (ai, ai, ai, Gutão! Trata de mudar de posição!). Até deu umas esticadas nos braços e nas pernas, arrumou a coluna e tal e coisa, mas não quis saber de “close”. De todo modo, a médica conseguiu algumas imagens do rostinho dele. A gente não viu muita coisa, não, confesso, mas ela afirmou que o narizinho dele é lindo!!! O Rô até brincou, retrucando que ela deve dizer isso pra todo mundo. A doutora garantiu que só fala quando se depara com imagens realmente bonitas. Nem preciso dizer que tava lá, estatelada na cama, com um sorriso de orelha a orelha, né??? O nariz, eu não vi, mas garanto que a boquinha desse moleque é fofa! A médica ficou comparando com a minha e com a do Rô e chegou a conclusão que parece mesmo a minha. Modéstia à parte, minha boca é pequena, mas bem desenhada. E quando eu nasci, tinha formato de triângulo. Eu mesma fico babando nela nas minhas fotos de pequerrucha. A gente trouxe uma foto 3D pra casa. Bem distorcida, só com a boca em evidência. E hoje, olhando pra ela, digo pra ele, eu achei que a boquinha do Augusto lembra a da Lu, tia-coruja, quando era bebê. Uma boquinha linda, com os lábios cheios, parecendo dizer “deixa eu te dar uma beijoca aí, vai!”.

Eu e a tia Lu (Natal em Recife)

No mais, o Gutão tá bem. Tem agora exatos 1 quilo de peso. Diz a médica que é um bebê miudinho, mas tem tudo proporcional, os batimentos cardíacos (140 agora) estão ótimos, a vitalidade é visível. Eu não imaginava nada diferente. Sou mignon e o Rô também não é nenhum gigante. A família toda esbarra ali na casa dos 1,75, no máximo, de altura. Portanto, ele tá apenas honrando as origens! De todo modo, ela falou em alguma coisa sobre minhas artérias uterinas não estarem funcionando assim tão bem. Fiquei alerta na hora, obviamente. Ela disse que não precisava me preocupar, mas que era bom conversar com minha médica pra saber o que ela orienta…Sai do exame feliz e triste ao mesmo tempo. Já achando que talvez o Gutão não esteja crescendo taaaanto porque algo na nossa troca de nutrientes pode estar deficiente…Fantasmas, fantasmas, fantasmas. Xô, vocês todos!!! Chorei um pouquinho de preocupação, conversei com o Rô, procurei informação útil sobre tamanho e peso do bebê agora no início do sétimo mês, e descobri que o Augusto está mais do que na faixa de normalidade. Além disso, constatei o que venho aprendendo há algum tempo: médico não é comunicador. Ou seja, palavras não são o forte deles. Raros os que conseguem explicar pra gente, pobres leigos, as mensagens que nosso corpo emite sem passar junto a sensação de que é sempre coisa ruim. Terça-feira, resultado da ultra completo em mãos, eu ligo pra dra. Claudia pra tirar essa história a limpo, essa anja japonesa, de fala mansa e cheia de significado, que me fala o que eu preciso ouvir sem me fazer ter vontade de sair correndo do consultório.
posted by JULIANA DE MARI 3:38 PM


O parto é o assunto

Entre os muitos que, tenho certeza, passeiam pela cabeça das mães de primeira viagem, o assunto parto é um dos mais recorrentes. Especialmente quando o terceiro trimestre se anuncia, as chances do bebê ficar bem se nascer prematuro aumentam, as contrações de Braxton-Hicks se tornam frequentes — e a gente cai na real que nove meses é tempo insuficiente pra se preparar prum evento desses! :-)
Passa rápido, minha gente, rápido demais…Vejam só: se a data prevista para o parto do Augusto estiver OK (10 de abril), hoje, domingão, sinaliza que faltam exatamente 76 dias, ou apenas dois meses e meio, pro pequeno estar entre nós. Fica aquele misto de “que alegria, falta pouco!” com “meu Deus, ainda temos um tanto de coisas pra deixar prontas até lá!”. Que atire a primeira fralda ao cesto quem, pai e mãe, não vivenciou (ou está vivenciando) essa dualidade de sentimentos quando percebe que o “tempo está se esgotando”!. E não é porque eu não queira ver logo a carinha desse guri, não. Não é porque estou com medo do que vem por aí. Não é porque não estou curtindo a gravidez. Muito pelo contrário. Estou numa das fases de maior plenitude da minha vida. Aos 30 anos, realizada no trabalho e na vida pessoal, em paz comigo mesma, casada, amada e barriguda, quê mais eu poderia querer da vida????? Na real, eu acho que essa sobreposição de emoções em relação à hora H tem um papel importante: nos preparar pras mudanças (e aqui não vai nenhum juízo de valor se serão boas ou ruins) e pras novas demandas que vêm por aí. Porque eu fico pensando que uma coisa é encarar as situações com naturalidade, dando vazão às dúvidas, aos medos, aceitando o que está por vir com alguma serenidade. Outra é adotar o estilo Poliana, exagerando no otimismo, e achar que é tudo fácil, tranquilo, sem estresse. Como é que vai ser sem algum estresse encarar uma pessoinha que depende de você o tempo in-tei-ro e que, na ausência de palavras, abre o berreiro pra reinvindicar atenção? Como é que vai ser sem algum estresse ter que acordar a cada 3 horas pra alimentar, trocar, limpar, acalentar, checar se tá respirando, se não tá com frio, se não sufocou com o travesseiro, se, se, se…? O estresse, esse que nos faz ficar alerta, que nos põe por inteiro na situação, é positivo, queridas leitoras. Resta trabalhar a cabeça e o corpo pra dar conta da adrenalina muito além do horário comercial! Cansaço vai existir, mas eu acredito que quando cuidado vira sinônimo de carinho e não de obrigação, tudo acontece como tem que acontecer — naturalmente.
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Introdução emocional ao tema devidamente feita, vamos ao prático, às explicações sobre parto e pós-parto que eu e o Rô recebemos no curso de grávidos recentemente:
- No parto normal, a incisão da episiotomia atravessa três feixes: mucosa, pele e músculo. No parto cesárea, são sete. Em ambos os casos, é preciso, em média, 60 dias para os tecidos voltarem ao normal.
- No parto normal, a mãe precisa ficar em repouso por oito horas antes de levantar da cama. Na cesárea, são 12 horas.
- Nas duas situações, a mulher vai pro quarto acordada, conversando. Quando faz cesárea, aliás, dizem as enfermeiras, a mãe fala pelos cotovelos (ai, não queria estar na pele de quem estiver me acompanhando!) e esbanja entusiasmo. Essa euforia, no entanto, tem menos a ver com o fato de ter visto que seu bebê nasceu bem e com saúde e mais com a ação da morfina, usada pra minimizar as dores do corte, tsc, tsc.
- Tanto quando encara um parto normal quanto quando tem que entrar na faca, a mãe volta para o quarto usando um mega-absorvente entre as pernas. Trata-se de um forro que tem a função de absorver o sangue expelido após a retirada da placenta. Claro que vai sangrar, né, gente? A placenta é “arrancada” do útero e no lugar dela forma-se uma ferida. Como todo ferida, essa aí goteja e demora uns 40 dias pra cicatrizar. A mulher entra na sala de parto com 34 a 36 cm, em média, de altura uterina e sai com 20 cm, o útero contraído, uma bolinha dura bem na altura do umbigo.
- Nos dois casos também, passadas as necessárias horas de repouso, o principal desafio da mãe ao levantar da cama é fazer xixi. Sim, é preciso dar uma força pra natureza e, mesmo com receio de sentir dor, tentar o número um e o número dois. No Santa Catarina, a mãe só tem alta, inclusive, depois de devidamente batizar o banheiro.
- Ah, aviso importante às navegantes: nada de querer sair da maternidade usando jeans, hein? O melhor é levar roupas confortáveis, que não apertem a barriga. Isso porque a retenção de líquidos até aumenta logo depois do parto e a circulação não volta a funcionar adequadamente assim, de uma hora pra outra. Certamente sairemos todas mui belas, emanando luz com nossos rebentos no colo — mas com o rosto gordinho e os pés parecendo um pãozinho francês, faz parte!

posted by JULIANA DE MARI 3:09 PM


Quinta-feira, Janeiro 22, 2004


De exames e coisas afins


Contei pra vocês que fiz o tal exame de glicemia? Sabe que não foi tão ruim assim? O chato mesmo é ficar em jejum, tendo um pequeno devorador dentro da sua barriga, né? Bom, fiz a coleta de sangue em jejum. Depois, tive que tomar uma garrafinha de glicose. De tanto que falaram — mal, diga-se — achei que ia tomar e botar pra fora. Mas…o troço tem gosto de Sprite sem gás. Muuito doce, mas beeem gelado. Tomei de um gole só, obviamente, mas não passei mal. Fiquei numa salinha de repouso (o Rô ficou comigo, haja paciência!), vi um filminho legal no DVD, cochilei um tantinho e, uma hora depois, fiz nova coleta de sangue. Garanto que foi bem melhor que minha amiga Gisele, que estava lá, coincidentemente, fazendo o mesmo exame — só que aquele de cinco horas! Dá pra imaginar? E ela nem grávida está!
Resumindo: passei o resultado do exame pra médica hoje e, thanks God, tá tudo OK. Ufa.


posted by JULIANA DE MARI 2:27 PM


Quarta-feira, Janeiro 21, 2004


Pifei…


Pois é, gente. A gripe me pegou…Desde domingo tou me sentindo meio molenga, cansada, com a garganta arranhando, os olhos ardendo e o nariz entupido…Segunda e ontem fui trabalhar num esforço supremo de superação. Mas hoje, não deu. Pifei. Passei uma noite de cão: levanta pra fazer xixi, aproveita assoa o nariz, pinga remédio pra desentupir, toma uma colherada de Melagrião, volta pra cama, vira de um lado, vira pro outro, o sono não vem, o corpo parece quente, o Gutão mexe, mexe, remexe…Conclusão: noite praticamente em claro. Hoje bem cedo, quando acordou, o Rô me fez um chá de limão com mel bem forte e me ajudou a achar posição no meio de tantos travesseiros (é travesseiro de encostar, travesseiro pra cabeça, travesseiro pro meio das pernas, travesseiro pra barriga, fora os dois que o Rô usa…qualquer dia, vou acordar sufocada com tanto fofão ao meu lado!). Consegui descansar um pouco, finalmente. Vou almoçar daqui a pouquinho, uma sopinha reforçada, e me mandar pra cama de novo. Não tem outro jeito, né?
A gente tem que se dar o devido respeito (e o devido repouso) e levantar o cartão vermelho sinalizando nossos limites. Os outros não são obrigados a “detectar” nossas aflições/reações por osmose, certo? (eu falando comigo mesma, repetindo parte de um diálogo travado na terapia ontem, tentando incorporar a idéia de que não preciso ficar receosa por faltar ao trabalho…Mulheres superpoderosas, mil e uma utilidades, dá nisso. Mais cedo ou mais tarde, a cobrança bate à nossa consciência, tem jeito, não).
posted by JULIANA DE MARI 11:28 AM


Terça-feira, Janeiro 20, 2004


Mudanças à vista


Dizem que um filho muda tudo. Eu imagino que mude mesmo. Mudam nossas perspectivas, nossas expectativas, nossas prioridades, nossas vontades. Mudam medos, ansiedades. Muda a percepção do que a gente “pode”, do quanto a gente “pode”. Não consigo imaginar ato de amor maior, maior doação, maior teste diário para a paciência, atalho melhor para a tal maturidade. É claro que estou falando aqui de pais e mães comprometidos, de fato, com a missão de dar vida a um ser humano. Comprometidos em fazer daqueles serzinhos aparentemente frágeis, gente. Guerreiros cientes de suas potencialidades e, ao mesmo tempo, dos limites dos outros.
Eu estou disposta e isso me faz sentir uma força que extrapola pra todos os outros papéis que exerço na vida. Obrigada, meu Gutão!

A única maneira de teres sensações (Fernando Pessoa)
“A única maneira de teres sensações novas é construír-te uma alma nova.
Baldado esforço o teu se queres sentir outras coisas sem sentires de outra maneira, e sentires de outra maneira sem mudares de alma. Porque as coisas são como nós as sentimos – há quanto tempo sabes tu isto sem o saberes? – e o único modo de haver coisas novas, de sentir coisas novas é haver novidade no senti-las.
Muda de alma!
Como? Descobre-o tu.
Desde que nascemos até que morremos mudamos de alma lentamente, como do corpo.
Arranja meio de tornar rápida essa mudança…”
posted by JULIANA DE MARI 4:18 PM


Segunda-feira, Janeiro 19, 2004


Do cotidiano


“Ju, tou tão feliz. Foram cinco horas surfando”.
“Eu também, Rô. Cinco horas batendo perna no shopping”

Como se vê, felicidade é mesmo um conceito relativo. :-)

Ontem, domingão, foi dia de relax pro casal — cada um a seu modo. O Rô madrugou. Saiu de casa às 6h30 da matina pra surfar com um amigo no Guarujá. Tava um dia bonito e, pelo semblante tranquilo com que ele voltou, o bate-volta valeu a pena. Eu dormi até mais tarde, dei uma geral na casa e fui almoçar no shopping Eldorado. A intenção era ver “vitrines”, comprar mais algumas coisinhas pro Augusto, deixar a lista do chá dele na Petit Bebê e reativar meu número de celular. O shopping até que tava vazio, mas a loja da Vivo tava entupida porque era dia de recadastramento e eu não sabia…Aproveitei pra almoçar com calma e pra fazer as outras coisas todas com o devido prazer. Agora o Gutão já tá com o guarda-roupa pros primeiros meses (RN/P) completo, ufa! Me dá um super alívio saber que tou preparando a chegada dele com a atenção (e a curtição) que ele merece. Não gosto e não quero deixar as coisas pra última hora…Claro que imprevistos podem acontecer, mas eu quero me dar o direito de aproveitar devidamente essa fase de espera, de preparação. Até porque tou sentindo que, daqui pra frente, a barriga só vai crescer (e pesar) e meu corpo não vai estar muito disposto a fazer outra coisa além de conservar energia pro parto…Bom, retomando o fio da meada, levei quase duas horas pra conseguir minha linha celular de volta. Isso porque tive atendimento preferencial! Sai de lá cansada de ficar sentada e me animei a tomar um sorvete e bater perna mais um pouquinho. Conclusão: fui pra casa quando o Rô deu um alô, quase 19h, quase cinco horas no shopping!! Só quando me dei conta disso é que caiu da ficha do cansaço. A sensação era a de que um caminhão tinha me atropelado, juro. Fui direto pra cama, colocar as pernas pra cima e ficar imóvel, hibernando. O Rô também tava destruído. Mas nós dois terminamos o domingo felizes, felizes.
(E eu terminei o domingo com a confirmação de que estou gravidíssima — e que esse estado interessante tem, sim, suas limitações).
posted by JULIANA DE MARI 4:14 PM


Eis a 28ª semana


Tou curtindo um bocado a minha barriga, mas isso não minimiza a sensação de que o tempo tá correndo rápido demais…Parece que foi ontem que a gente pegou o exame com o resultado positivo…que fez a primeira ultra…que comemorou o primeiro mês…Ao mesmo tempo, me vem à cabeça a idéia de que é mesmo uma coisa divina uma “pessoa” se desenvolver assim, ficando pronta pra encarar o mundo aqui fora em “apenas” nove meses. E tudo isso tá acontecendo dentro de mim, gente! Dentro de mim!!!! :-)
Tudo bem que, quando o pequeno nasce, precisa de total atenção, especialmente da mãe. Mas o fato é que ele já nasce com o “equipamento de sobrevivência” todo pronto. Incrível.

Vejam aí como anda o meu Gutão agora (ah, sábado que vem é dia de nova ultra!!):

O bebê
Seu bebê está crescendo e se desenvolvendo a uma velocidade incrível. As sobrancelhas e os cílios agora estão presentes, e os cabelos estão mais espessos. As pálpebras se abrem e os olhos estão completamente formados. O corpo está mais roliço e rechonchudo. Pesa em torno de 1200-1300 gramas, mede cerca de 35 cm da cabeça aos pés. O tônus muscular está melhorando gradualmente. Os pulmões já são capazes de praticar a respiração, mas se o bebê nasce agora ainda teria muita dificuldade para respirar. Fale bastante com ele, pois ele já é capaz de reconhecer sua voz.

A mãe
Nesse período a mãe pode começar a sentir cãibras nas pernas, hemorróidas, varizes, indigestão ou empachamento após a alimentação, ressecamento da pele, inchaço, azia, etc. O útero está cerca de 12 cm acima do umbigo; a média de ganho de peso até agora está entre 8 e 12 quilos. Se você ainda não fez um teste de tolerância à glicose para saber se é portadora de Diabetes Gestacional, seu médico poderá pedi-lo nesta semana.

Em gestações de baixo risco suas consultas passam a ser quinzenais entre 28-36 semanas; a partir da 36ª semana elas passam a ser semanais. Durante essas consultas, seu médico vai checar a altura uterina, seu peso, pressão sangüínea, análise da urina (para pesquisa de infecção sem sintomas, açúcar e proteínas). Como o parto se aproxima, a posição do bebê é verificada e exames de toque vaginal são feitos para avaliar uma possível dilatação do colo uterino. Se alguma situação de alto risco é detectada (pré-eclâmpsia ou hipertensão induzida pela gravidez, Diabetes Gestacional, Placenta Prévia, Infecção Urinária, etc.), seu médico precisará de visitas mais freqüentes para melhor acompanhamento da sua saúde e do bem estar do bebê.
Nessa fase você deve perguntar, perguntar, perguntar e perguntar….

O pai
Vamos celebrar o trimestre final!!! Vá ao Shopping e compre alguma coisa para o bebê e, é claro, para a grávida. Faça massagem com óleos sobre o abdome e nos pés da futura mamãe; ela vai adorar. Esteja envolvido com esse final de gestação e dê o máximo de sua atenção para ela. Agora ela precisa mais do que nunca.

Fonte: Clínica FGO
posted by JULIANA DE MARI 11:47 AM


Quinta-feira, Janeiro 15, 2004


Que venham as próximas!


Lembranças das férias em Floripa — pra vocês sentirem o clima de alegria que predominou e pra gente não esquecer que sombra e água fresca é um pedaço importantíssimo da vida!

Nós, brindando 2004: e viva o Gutão!!

Rô e a prancha nova: êxtase nas ondas do Matadeiro

Amigos de todas as horas: Ale e Evelyn com o barrigão

Juju e o barrigão, depois da praia: a vida que a gente pediu a Deus!

posted by JULIANA DE MARI 9:59 PM


Quarta-feira, Janeiro 14, 2004


No, nós não temos banana


Li esta aqui num livrinho bacaninha para mães do ilustrador Guto Lacaz (é esse o nome dele, se não me engano…) e achei o máximo. Diz algo do gênero: “A mãe é o primeiro restaurante que o bebê conhece”. Como uma coisa puxa a outra, lembrei de uma informação utilíssima para grávidas que estão de olho numa dieta saudável, mas que odeiam banana, como eu!! :-)
Uma nutricionista, aluna do curso de grávidos, disse que o ideal, para fornecer o potássio necessário ao crescimento do bebê, é comer as benditas bananas mesmo (uma por dia é o suficiente)…Masssssssssssss…Quem não curte a fruta pode fazer substituições no cardápio diário. Vale rechear a salada com tomates, tomar bastante água de coco e, pasme, coca-cola!! Sim, a pretinha é fonte de potássio. Só não vamos exagerar, né, moçada? Um belo copão de coca gelada tem me ajudado a superar a azia (e a fisioterapeuta confessou ontem que também usava desse recurso em suas duas gestações), mas tenho me policiado pra não fazer desse um hábito.
posted by JULIANA DE MARI 5:40 PM


Corpo são, mente sã


Ontem, continuação do nosso curso de grávidos, tivemos aula com uma fisioterapeuta. E vejam só o que aconteceu bem no início da falação dela. Estava a Miê, uma japonesa bonita, mãe de dois filhos, de corpo tonificado, tudo no lugar, explicando que, na gravidez, a musculatura fica mais “frouxa”, a coluna se reacomoda, a circulação fica dificultada…e que, por isso, os tombos e as torções são comuns. Ela nem tinha terminado a frase e ouvimos um “puf” violento. Era uma barriguda estatelada, de bunda no chão, na entrada do auditório!!!!! Escorregou do nada, acreditam? Depois dessa, todas(os) certamente prestaram muito mais atenção à aula.
Bom, acho que o mais interessante com a fisioterapeuta vem semana que vem, na aula prática, onde ela vai ensinar massagens, reflexologia, dicas de relaxamento e coisas afins. A aula teórica de ontem, no entanto, deixou algumas dicas bacanas, que eu compartilho com vocês a seguir.

1) A fórmula da beleza
Dica da Miê, fisio e massagista, para evitar/amenizar estrias e celulite, que pioram mesmo durante a gravidez. Diz ela que a celulite tende a reverter depois do parto, desde que a mamãe não tenha engordado além da faixa ideal que vai dos 9 aos 14 quilos. Infelizmente não vou poder testar, pois tenho alergia ao creme Nívea…Tenho me virado muito bem com o Lacticare e o Mater Skin, dois cremes específicos para a hidratação da gestante e que são encontrados facilmente em farmácias. Foram indicados pela dermatologista. Mas vejam aí a fórmula indicada ontem:
- 1 Hipoglós grande
- 1 creme Nívea grande
- 1 creme Universal Merck grande
- 1 óleo de amêndoas ou óleo de rosa mosqueta ou óleo de uva (300 ml)
- 2 ampolas de Arovit
- 2 ampolas de Aderogil
Misturar bem e passar o creme sempre depois do banho, quando as células se abrem e ficam prontas a receber a hidratação.
Todos esses ingredientes estão à venda e não precisam de receita médica. A fisio usa essa fórmula na clínica particular dela e nas atividades no hospital.

2) Mexer pra não enferrujar
Bom senso é a palavra na hora de se exercitar durante a gravidez. As atividades têm que ser orientadas. Isso porque se a mãe desanda a fazer exercícios no mesmo ritmo de antes (ou, pior, se é sendentária e acha que vai mudar a vida em nove meses), vai forçar a circulação, fazer o sangue correr para suprir a musculatura fatigada e deixar de alimentar o bebê!
As melhores atividades são as velhas e boas caminhas (em terrenos planos, começando com 20 minutos diários e esticando até os 40 minutos depois de pelo menos uma semana de condicionamento), a hidroginástica ou natação (atividades de baixo impacto) e a musculação leve (para quem já fazia ginástica antes). Vale também adotar dois exercícios caseiros. Para evitar as malditas cãimbras, a dica é exercitar a panturrilha. Ficar na ponta do pé, subir e descer umas 10 vezes. Fazer sempre que for possível. O outro é o famoso exercício de Kegel para o períneo, aquele músculo que fica lá embaixo e que vai ser muito útil na hora do parto. Aliás, toda mulher deveria adotar esse exercício como um “ritual de beleza”. É que, com a idade, esse músculo tende a ficar frouxo…E aí vem a incontinência urinária, o risco de não ter prazer no sexo etc. É simples: é só contrair, como se estivesse segurando o xixi, contando até três. Depois, relaxar contando até seis. E repetir muitas vezes durante o dia: no trânsito, na reunião, no restaurante, etc…Só não vale dar bandeira e contrair a testa junto, hein, gente? :-)

posted by JULIANA DE MARI 10:43 AM


Terça-feira, Janeiro 13, 2004


Notícias do pré-natal


Hoje foi dia de consulta na dra.Claudia. Levei meu exame de urina e o ecocardiograma do Gutão. Graças a Deus, tá tudo bem com nós dois. A médica até elogiou minha barriga! Fiquei toda orgulhosa!!! Ela disse que cresceu bem, 6 centímetros desde a última vez (agora o fundo do útero está com 29 cm). O Gutão mexeu bastante e foi difícil conseguir “captar” os sons do coraçãozinho dele. Mas ela insistiu e eu tive o prazer de ouvir aquele tuf-tuf-tuf tão cheio de vida. Quê mais? Engordei quase 1,5Kg desde o mês passado, o que significa que estou dentro do previsto. Cheguei aos 56 quilos e, daqui pra frente, os cuidados pra não desandar devem ser ainda maiores. Ela me deu atestado pra voltar pra natação e pra ioga e aprovou minha decisão de fazer drenagem uma vez por semana. Olha, gente, não é por estética, não. Até porque a massagem tem que ser bem suave nessa fase. É que dá um alívio danado, imediato, especialmente nas pernas. Além da conhecida função de ajudar o organismo a liberar os líquidos. Dentro do possível, considerando que continuo trabalhando, tenho procurado me cuidar ao máximo. Nada de paranóia, é claro. Tou comendo o suficiente pra aplacar a fome de leoa, só que tenho procurado fazer escolhas mais saudáveis. O Rô, aliás, tem me ajudado bastante a abrir mão das guloseimas calóricas e vazias por comidinhas saborosoas e nutritivas. Acho que, no fundo, ele tá se policiando por receio de ver a barriga crescer junto com a minha! hahahaha
posted by JULIANA DE MARI 3:32 PM


Segunda-feira, Janeiro 12, 2004


O que acontece na 27ª


O bebê
Durante essa semana o cérebro continua seu rápido crescimento e os pulmões já estão quase completamente desenvolvidos.
As ondas cerebrais do feto já se parecem com aquelas de um bebê ao nascimento. As pálpebras começam a se abrir e a retina começa a se formar. Os olhos estão parcialmente abertos e os cílios estão presentes. A sucção e a deglutição melhoram. O corpo fetal possui apenas 2 a 3% de gordura. No caso dos meninos, os testículos já desceram completamente e estão situados na bolsa escrotal. O feto irá crescer cerca de 1,8 cm, terá cerca de 32-33cm (dos pés à cabeça) e deverá estar pesando em torno de 1100-1200 gramas no final dessa semana.

A mamãe
Parabéns! Você acaba de iniciar o último trimestre da gestação. Sua respiração pode estar ficando mais curta. Seu útero tem o fundo situado perto das costelas inferiores e seus pulmões podem ter alguma dificuldade em expandir totalmente. Não se preocupe. Isso não provoca falta de oxigênio para o bebê. Seu sistema circulatório agora já está adaptado a esta situação e é muito mais eficiente que antes da gravidez. São os benefícios de todo aquele mal estar hormonal do início da gestação.
Trabalhar ou não trabalhar . . . ? Eis a questão! Se você é uma mãe que trabalha fora de casa, deve estar pensando se poderá voltar ao seu emprego após dar à luz. Essa pode ser uma decisão difícil para algumas famílias que dependem da renda materna. Informe-se sobre como poderá contornar essas situações com os profissionais de saúde e com pessoas que viveram essas experiências. Elas têm muita informação para você. Talvez contratar uma babá seja a solução.

O papai
São duas da madrugada. Você está no auge de seus sonhos. De repente, você acorda com alguém puxando os botões do seu pijama. Você se senta rapidamente e pergunta “está tudo bem”? Ela responde que necessita urgentemente de um BIG Mac com sorvete de chocolate na casquinha e um suco de frutas bem gelado! URGENTEMENTE!!!! Não é trabalho de parto!!! São os desejos por coisas estranhas em horários estranhos!!! Ela insiste… O bebê vai nascer com cara de sanduíche se eu não comê-lo agora!!!! E você que só queria dormir um pouco!! Mas descobre que não haverá sono enquanto não for buscar o pedido… O que você deve fazer?
Prepare-se para ser acordado no meio da noite – isso já pode ser um preparo para quando o bebê estiver em casa – mas você não precisa ir ao Mc Donald’s. Tente convencer sua companheira de que ela necessita alimentos saudáveis e que você vai preparar um sanduíche natural para ela na cozinha. Tenha em mente, no entanto, que suas sugestões poderão não ser aceitas. Nesse caso, troque de roupa, pegue as chaves do carro e mãos à obra….Eles vão ficar felizes!!

Fonte: Clínica FGO
posted by JULIANA DE MARI 6:37 PM


Chegou a 27ª semana…

… E com ela, veio junto o 7º mês de gravidez! Sim, hoje é dia 12 de janeiro, o marco inicial do terceiro trimestre da gestação do Gutão! Dá pra acreditar que passou assim, tão rápido? Mas eu tou tranquila, viu? Um pouco mais até do que pensei que estaria. Claro que bate a insegurança clássica de vez em quando e um monte de “serás” invade o meu pensamento (será que vou conseguir ter parto normal? será que vai doer demais? será que vou me virar direito com o pequenino? será que o Rô ainda vai me amar depois que eu acrescentar a função de mãe ao meu rol de aptidões? será que a gente vai conseguir manter a serenidade pra fazer da nossa rotina familiar uma coisa tão bacana quanto a nossa vidinha de casal? será? será? será?????). Daí, eu choramingo um pouquinho, deixo as minhocas passearem livremente pra ver até onde esse delírio vai me levar, peço um colinho pro Rô, falo um monte na terapia e pronto. :-)
Meu pensamento volta à frequência ideal, àquela em que sintonizo a chegada do Augusto com os melhores sentimentos. Ansiedade faz parte, é claro. Mas eu já desencanei, por exemplo, de ficar tentando imaginar com quem ele vai parecer, como ele vai ser, que tamanho ele vai ter. Só Deus (e talvez o ultrasonografista!) sabe — e a surpresa de ver o rostinho dele pela primeira vez certamente vai superar qualquer garotinho imaginário que eu tentar projetar até lá.
Acho que tou mais tranquila também porque o espaço do nosso pequeno em casa começou a tomar forma. Sábado chegou o berço e a cômoda e eu e o Rô começamos a remodelar os ambientes. Sumiu o nosso quarto de TV/hóspedes pra dar lugar pro quarto do nenê. O que significa que a gente teve que rearranjar tapete, luminária, TV e apetrechos eletrônicos. Quase tudo encontrou lugar na sala. E sabe que as mudanças a deixaram melhor — mais bonita e mais aconchegante — que antes? Grata surpresa! O quarto do Gutão ainda tá “pobrinho”, como diria meu maridão, mas sábado mesmo eu já coloquei tudo o que é dele lá. Arrumei as roupinhas na cômoda (claro que precisa lavar tudo ainda!), deixei bichinhos, quadrinhos e acessórios decorativos à mostra, enchi o berço com o kit de travesseiro e as almofadinhas que ele já ganhou e por aí vai. A Isaura, nossa faxineira, comentou que até parece que já tem um nenê em casa! Ah, mas ela não viu nada ainda! Falta “decorar” pra dar personalidade pro quarto, mas as idéias já estão pipocando na minha cabeça. A mainha vai dar uma ajuda especial, fazendo um tapete de fuxicos coloridos e eu vou fazer um móbile pra ele se entreter nos primeiros dias. Como? Lembra daqueles bichinhos, coleção do ursinho Pooh, que o MacDonalds andou distribuindo? Pois bem. Eu colecionei todas as miniaturas (tá bom, eu confesso que não pensei nisso quando juntei os bichinhos! Sou uma balzaca de espírito mui jovem!). Quer uso melhor do que montar, eu mesma, um móbile bem alegre pro Gutão?
Nunca uma espera foi tão curtida pra mim quanto essa tá sendo agora. Tou aprendendo, por força da lei da vida, a transformar ansiedade em movimento, insegurança em descoberta.
É, acho que estou (estamos) mesmo amadurecendo.
posted by JULIANA DE MARI 6:20 PM


Domingo, Janeiro 11, 2004


A aventura de ser pai


A primeira aula que tivemos no curso de pais (quem diria que eu participaria de um curso de pais algum dia!) foi o que me deixou mais próximo da emoção do parto. Quando a enfermeira-professora começou a falar da função do pai, segundo ela: pegar na mão da mãe e tranqüilizá-la durante todo o processo do parto até o bebê nascer, eu comecei a ficar cada vez mais perto desta viagem. Era como se eu já estivesse dentro da sala e ouvisse a Ju reclamando das dores do parto, para depois começar a fazer força para o nenê sair. Cheguei a imaginar até a dra.Cláudia pegando o Augusto no colo e me chamando para ver! Foi como se tivesse caído uma ficha de que logo, logo (falta muito pouco), eu vou ser pai!
Bah! Eu vou ser pai mesmo!
Este final de semana foi mais uma prova disso. Chegou o berço e a cômoda (tenho certeza que a Ju vai falar disso com detalhes) e depois fomos fazer umas comprinhas básicas (fraldas, protetor de colchão, touca, meias e mais uma infinidade de coisas que eu ainda tenho dúvidas se são necessárias mesmo) para o nenê que vem aí. Ainda hoje, domingão, fomos num almoço na casa do Teco e da Dedeu. Lá estava o Pedro, moleque-esperto, filho do Silvio e da Katia. Eles foram logo dizendo: não estranhem se sairmos toda hora correndo atrás dele, porque aqui não tem tela nas janelas. Tenho a impressão que ainda verei muito este filme!

Para encerrar essa minha participação, segue um email enviado lá dos pagos gaudérios pelo Eugenio, grande amigo da família! A mensagem dele:
Grande abraço, Rodrigão. Toma um Drummond, aí, para curtir este momento único (nada se compara à emoção do primeiro filho). É meu presente de Natal para este grande casal!

Canção Amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

(Carlos Drummond de Andrade, Novos Poemas, 1948. Este poema foi musicado por Milton Nascimento)

posted by JULIANA DE MARI 9:10 PM


Sexta-feira, Janeiro 09, 2004


E o curso continua…


Ontem tivemos nossa segunda aula no curso de “grávidos”. A turma aumentou para 25 casais e, daqui pra frente, seremos divididos em grupos. Bom, ontem a Dulce, enfermeira-obstetriz responsável por essa primeira parte de aulas, falou sobre o parto. Aposto que todas as mães e pais de primeira viagem devem ficar com a pergunta martelando na cabeça: “quando é hora de ir pra maternidade?”. Pois bem, ela tirou todas as dúvidas sobre esses sinais normais de que é hora do baby vir ao mundo e falou também sobre as situações de emergência. Vejam aí embaixo o que eu achei de mais interessante:

É hora de ir pra maternidade quando…

…as contrações acontecem em intervalos ritmados, de 10 em 10 minutos.
(um parêntese aqui: a Dulce explicou que contrações doem mesmo. Se alguém por aí já teve uma forte cólica intestinal ou renal, sabe mais ou menos avaliar o tamanho da agonia. Elas têm duração de 30 a 45 segundos. Diz a obstetriz que, quando começarem, a grávida certamente vai saber reconhecer! São necessárias 4 contrações a cada 10 minutos para resultar em 1 centímetro de dilatação por hora)
…a bolsa estoura.. A perda de líquido pode encharcar a roupa da mamãe ou vir em pequenas quantidades, deixando a calcinha bem úmida. De todo modo, qualquer perda vaginal que não se pareça com a umidade natural deve ser motivo para ir ao hospital. Para quem não sabe, como eu não sabia: o líquido amniótico tem a aparência de água de coco. É transparente ou um pouco leitoso, cheio de pedacinhos de grumo, parecendo pedacinhos branco de coco mesmo. A função do líquido no trabalho de parto é pressionar o cólo do útero.
…há perda de sangue abundante.. Se você perder sangue em pequenas quantidades, mas não tiver contrações, não precisa ir ao hospital. Vale ficar alerta ao indício de que o trabalho de parto pode estar começando, sem alvoroço.
…o tampão mucoso é expulso. O muco é marrom com um pouco de sangue. Diz a Dulce que tem aspecto de “caca de nariz”! A grávida pode perdê-lo até 15 dias antes do parto e nem se dar conta. Portanto, não se desespere se perceber que o seu deu o ar de sua graça! A recomendação é esperar em casa para ver se o trabalho de parto evolui ou ir até o hospital para uma consulta. Se não houver outros sinais, provavelmente você vai voltar pra casa — e certamente mais tranquila.

Se constatar um dos sinais normais acima, não precisa entrar em pânico. Segundo a Dulce, sempre dá tempo de arrumar as coisas, tomar um belo banho quente (alivia a sensação dolorosa das contrações) e entrar em contato com o maridão e a parentada. Lembre-se que um trabalho de parto de “primigestas” (mães de primeira viagem) pode durar até 12 horas!!! Outra dica valiosa: qualquer que seja a situação, se você estiver com mais de 36 semanas de gestação, não perca tempo tentando achar seu médico-obstetra. Vá direto para o hospital. Lá, você será devidamente examinada e, se ficar constatado que é hora de conhecer seu bebê ou se for o caso de uma internação preventiva, a própria equipe do hospital entrará em contato com o médico. A Dulce explicou que eles têm todos os contatos com os médicos cadastrados e que têm facilidade para “driblar” as secretárias e não ficar pendurados na linha!


posted by JULIANA DE MARI 10:13 AM


Quinta-feira, Janeiro 08, 2004


Pra refletir


Uma pensata mostrada no curso de grávidos do Santa Catarina pras mamães de primeira viagem reconfirmarem sua missão.
Um beijo especial para a Dani John, a Dani Dambrósio, a Carol, a Jaque, a Eliane, a Alyninha, a Flávia Leal, a Ju e todas as que já passaram por aqui (e que eu esqueci de mencionar…) ou que estão vivendo a mesma emoção por aí. Ah, um beijo também aos leitores fiéis e não-grávidos!!!!

“A gravidez, o parto e a amamentação dão a mulher a oportunidade de se superar como jamais se superou antes. É o seu maior e mais nobre desafio. É também a doação mais bonita que ela pode oferecer à vida. Talvez nada contribua tanto ao desenvolvimento de uma mulher quanto estes três atos, que, na verdade, são etapas de uma só ação” (autor desconhecido)

posted by JULIANA DE MARI 5:07 PM


Precinho camarada


Eu pensei que o enxoval do Gutão já estava bem encaminhado, mas…Descobri que, mesmo com todos os presentes super bem-vindos que ele ganhou, ainda falta um bocado de coisa pra estarmos “confortáveis” em sua chegada. De roupinhas, na verdade, falta pouca coisa agora. Ele já tem até as roupinhas da maternidade! Acessórios, lençóis para berço e carrinho, produtos de higiene e os últimos apetrechos de decoração é que me preocupam agora. Vou deixar muita coisa pro Chá de Bebê, claro, contando com a boa vontade dos amigos!! Mas eu e o Rô vamos bater perna no fim de semana pra tentar resolver o que falta de uma vez só (será que a gente vai ter fôlego pra isso?). Quer dizer, sábado pela manhã não vai dar. Vai ser o dia da entrega do berço e da cômoda, acreditando que a loja vai honrar o compromisso. Vamos ter que remodelar a casa e eu tou achando uma delícia fazer isso! O Rô também tá super animado, embora não esconda a preocupação com a possível bagunça! :-)
Bom, em minhas pesquisas pra comprar produtos legais a baixo custo, acabei encontrando umas lojas virtuais e reais bem interessantes. Vejam os links abaixo:

1) Petit Enfant
É uma loja de fábrica, que fica no bairro do Brás, em São Paulo. Eles aceitam pedidos online no atacado e no varejo. Achei os preços super honestos. Macacão de plush tá saindo por 16 reais, em média. Toalha com capuz a 5 reais! Os produtos parecem bem feitos e eles dão todas as especificações no site. É preciso mandar um pedido e aguardar o contato da loja para confirmar a disponibilidade em estoque, os valores e o prazo de entrega. Eu encomendei algumas peças, depois conto o resultado pra vocês, ok?
2) Kids4
É uma loja virtual que tem de acessórios a livros, passando por brinquedos, produtos de puericultura e higiene e artigos de decoração. Minha primeira compra com eles foi uma cadeirinha anatômica pra encaixar na banheira e evitar que o recém-nascido escorregue (além de minimizar o pânico da mãe de primeira viagem que tem pesadelos com a cena!!!). Achei útil, prática e barata. Depois que o baby crescer, o acessório fica pro(a) irmãozinho(a)! A encomenda chegou em 48 horas, eles mandaram todas as informações por email, o pagamento foi feito via cartão de crédito sem problemas.
3) Ponta-de-estoque da Green
Essa é quente e vai especialmente pra quem mora em São Paulo: a Green, aquela marca infantil que tem roupas lindaaaas, tem ponta-de-estoque na capital. O endereço é av. Liberdade, nº 128, próximo ao bingo Matikado e à praça João Mendes. Ainda não passei lá, mas vou fazer isso assim que possível! (Fui na loja hoje, sábado 17 de janeiro, e…amei!! Não é assim baratíssimo, mas todas as peças têm descontos de 50% a 60%.São produtos lindos, coloridos, de ótima qualidade. Tem roupinha de bebê, criança e pré-adolescente. Já sei onde vou montar o guarda-roupa do Gutão quando ele estiver maiorzinho!!!!)
4) Tati Bebê
Essa loja é bem simples, mas tem quase tudo o que o bebê vai precisar em seus primeiros dias de vida: fraldas, cobertores, bodies, cueiros, mijões, sapatinhos, etc. Os produtos são bem-feitos e muuuuito baratos. Mijões de malha custam 2,50 reais, pijaminhas saem a 10 reais, vira-manta, 5 reais. Foi minha mãe quem descobriu quando esteve de férias aqui com a gente. Fui lá e aprovei. Fica na av. Brigadeiro Luiz Antonio, 1758, fone (011) 3283-0235.

posted by JULIANA DE MARI 2:50 PM


Quarta-feira, Janeiro 07, 2004


Xô, medos à toa!


Minha gente, acho que nunca tinha visto tanta grávida num lugar só quanto vi ontem, uma profusão de barrigas de todos os tamanhos e formatos! É que começamos o curso de “grávidos” no Santa Catarina. Serão oito aulas, sempre à noite. O programa vai fazer um passeio por tudo o que interessa a mães e pais de primeira viagem: desde as fases da gravidez, passando pelo momento do parto e a amamentação, até exercícios de relaxamento e dicas do pediatra para os primeiros cuidados com os babies. Diversos especialistas vão falar pra gente, incluindo fisioterapeutas, pediatras, obstetras e enfermeiras. A idéia é ajudar as grávidas e seus companheiros a finalizar essa aventura no melhor astral possível, espantando os medos desnecessários, ganhando maturidade para entender os processos do pré-parto, do parto e do pós-parto — a tão sonhada vida real com o(a) filho(a) em mãos!
Bom, a maior parte do curso vai ser ministrada por uma enfermeira-obstetriz, a Dulce, plantonista noturna do hospital (ela já avisou que muitas de nós, barrigudas, vamos cruzar com ela no grande dia, digo, na grande madrugada!), simpaticíssima.O auditório tava lotado de barrigudas e seus respectivos parceiros (uns 20 casais ou mais). Aliás, eles se mostraram super atentos e interessados, e essa observação inclui o meu maridão, obviamente. Foram duas horas de aula ontem, com direito a várias barrigudas levantando pra ir ao banheiro entre uma e outra explicação. Tão engraçada essa cena: a primeira pergunta das desesperadas ao chegar no auditório foi “Tem banheiro aqui perto?”!!! Sim, tinha banheiro. Uma cabine para homens e TRÊS para mulheres! :-)
Só confirmei o que já havia intuído na primeira visita ao Santa Catarina: a atmosfera lá é das mais agradáveis, o respeito e o cuidado ao paciente percebe-se já no tratamento atencioso na recepção; as enfermeiras são alegres, de bem com a vida e com o trabalho; o hospital é limpo, seguro e transmite uma sensação de profissionalismo aliada a muita boa vontade. Um fator de ansiedade a menos na minha cabecinha grávida e borbulhante!!
Vejam abaixo o que achei de mais útil e curioso na falação de ontem:

1) Náuseas? Enjôos? Vômitos que não dão trégua? Solte rojões, minha amiga grávida! A enfermeira explicou que, quanto mais enjôo a grávida sente, menos chances tem de sofrer um aborto espontâneo nos temidos primeiros três meses de gravidez. Isso porque o mal estar é resultado da alteração hormonal braba que acontece nessa fase e serve como indicativo de que os hormônios estão trabalhando a todo vapor pra segurar o bebê no útero. Mas, atenção: claro que isso não quer dizer que as felizardas que se sentem bem desde o início vão caminhar pra perda do nenê. No caso dessas felizes mulheres, a minoria, as taxas hormonais conseguem se estabilizar de cara e, em consequência, a disposição feminina não despenca.
2) A barriga cresceu e virou território público? Todo mundo que vê passa a mão? A primeira coisa que o maridão faz ao chegar em casa do trabalho é alisar a bendita? Pois trate de suspender esse hábito e de se proteger das mãos alheias, se não quiser correr o risco de acelerar a chegada do seu bebê! O conselho vale especialmente para mamães que já estão no terceiro trimestre. Não tem problema algum em conversar com os filhotes, muito pelo contrário. Também não há problema em colocar a mão sobre a barriga pra sentir os chutões, os soluços, as mexidas e remexidas dos babies. O nó é “massagear” o barrigão. Diz a enfermeira que essas inocentes alisadas estimulam o útero a se contrair e que contração a toda hora é meio caminho prum parto prematuro…Não acredita nessa relação? Faça um teste ao contrário: preste atenção a quando o seu nenê se agita. Logo em seguida, em geral, vem uma contração de Braxton-Hicks, aquela indolor, mas que faz a sua barriga ficar dura que nem pedra.
3) Tem calafrios só de falar em parto normal? Já pensou, repensou e prefere fazer uma cesariana eletiva? A opção é sua, embora eu e o Santa Catarina sejamos contra essa intervenção antes da hora (a enfermeira cansou de repetir que eles preferem trabalhar para o parto normal e, quando o trabalho de parto da mãe não funciona como deveria ou quando há risco para a saúde da gestante e do nenê, preferem esperar o bebê dar o seu sinal positivo para vir ao mundo via cirurgia). Opção feita pela cesária, fique de olho no calendário. Consulte a sua DUM (data de última menstruação) e programe o procedimento para depois da 37ª semana, ok? É que só a partir deste marco o seu bebê tem condições de respirar adequadamente fora do útero. Antes disso, os pulmões do pequenino ainda estão em processo de maturação e é muito provável que ele precise de ajuda de aparelhos para dar cabo de seu aprendizado. Coisa que só começa a acontecer dentro do útero mesmo a partir da 32ª semana, quando a mãe libera uma substância tal que estimula esse processo. O pulmão é o último órgão do feto a amadurecer.
posted by JULIANA DE MARI 2:46 PM


Segunda-feira, Janeiro 05, 2004


Olha a vida boa aí!

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Fotos das férias pra vocês curtirem o barrigão com a gente.

Nós 3 em Maracaípe (PE)

As barrigudas (Ju e Dani, carregando Augusto e Miguel)

posted by JULIANA DE MARI 7:22 PM


A caminho do terceiro trimestre

Pois é, minha gente, começamos 2004 terminando o segundo trimestre da gravidez. Já???! Já, sim, senhores. O Augusto agora está se fortalecendo, ganhando peso, refinando as estruturas cerebrais e preparando seus órgãos pro grande dia. Tenho sentido as tais contrações de Braxton-Hicks. Às vezes, incomoda um tantinho. A barriga fica duríssima abaixo do umbigo, mas passa ligeiro. A sensação é a de que o nenê está todo apertadinho num lugar só! Tenho sentido também, cada vez mais, os chutões do Gutão. Ele continua preferindo a noite pra mostrar sua vitalidade, mas eu descobri que, quando falo com “a barriga”, o danadinho já responde! Uma delícia! Vejam aí como anda a vida dele e a nossa na 26ª semana de gestação.

O bebê
Seu bebê está pesando cerca de 900-1000 gramas e medindo cerca de 31-32 cm de comprimento (dos pés à cabeça). Os vasos sangüíneos começaram a proliferar nos pulmões na última semana, os pequenos sacos de ar pulmonares (alvéolos) terminam sua formação nesta semana. Os pulmões continuam a produzir surfactante (um tipo de substância semelhante ao sabão) que permite a sua expansão durante a respiração. Ao lado do crescimento pulmonar, o cérebro continua a aperfeiçoar a atividade de ondas cerebrais para os sistemas visual e auditivo. A chance de sobreviver aumenta dia a dia a partir de agora. Um bebê nascido nessa fase tem 70 a 80% de chance de sobreviver se for atendido num berçário com boa experiência em prematuros.

A mamãe
No final dessa semana você está completando o 6º mês de gestação; está dando adeus ao 2º trimestre da gravidez. Seu útero está cerca de 7 cm acima do umbigo. É freqüente que ele apresente contrações e relaxe rapidamente; não entre em pânico. Você está percebendo as contrações de “Braxton Hicks”. Elas são normais, indolores e acontecem em intervalos irregulares. Elas representam um tipo de preparo uterino para o parto, que ainda está longe. Não esqueça que o útero é um órgão muscular, e como tal apresenta discretas e rápidas contrações, sem provocar a dilatação do colo uterino ou parto. Você está se alimentando bem? Você necessita, a partir de agora, cerca de 300 calorias adicionais por dia. Faça as contas para não exceder.

Dica para o papai
Como vai o quarto do bebê? É preciso prepará-lo, pintá-lo ou decorá-lo. Durante a pintura mantenha a mamãe afastada. Junto com ela procure uma maneira divertida de fazer as coisas. Afinal de contas, esse acontecimento deve ser único. Veja o que você pode fazer pelo seu filho(a) antes dele chegar. Você deve se acostumar desde já a dedicar alguns minutos do seu tempo para o seu filho.


posted by JULIANA DE MARI 12:19 PM


Hora de recomeçar


Tou de volta. De volta a Sampa. De volta a nossa casa, tão cheia de vida. De volta, integralmente, aos planos pra chegada do Augusto. De volta ao trabalho. Aliás, engraçada essa sensação de primeiro dia “útil”. Quando entrei na redação hoje senti que fica todo mundo num misto de ansiedade em relação ao desconhecido, ao que vem por aí, e de perplexidade em perceber que o Ano Novo continua do ponto em que o Velho parou…Mas, como diria meu maridão, o que mudaria em apenas 15 dias??? :-)
Ah, sei lá. Eu me sinto diferente. Talvez seja efeito do sol, madeixas mais claras, voltando ao louro original. Energias recarregadas. Bochechas (redondinhas!) coradas. Talvez seja efeito do retorno à terrinha. Saudade tão grande que eu tava do meu Recife, minha gente! Voltei com a melhor das impressões. A cidade tá linda: colorida, limpa, cheia de atrações. Meus referenciais todos devidamente reconfirmados. Talvez seja efeito da convivência com a família. Desta vez, ainda mais acolhedora. Gostoso demais sentir a alegria e a ansiedade pela chegada do primeiro neto nos olhos dos meus pais. Vovô Albertino e vovó Julice estão visivelmente reenergizados também. Voltei de Recife com o coração transbordando amor e uma mala, literalmente, cheia de “mimos” pro Gutão! Talvez tenha sido a confirmação do quanto minha escolha amorosa é saudável. Os dias de festa e de troca em Floripa foram dos mais agradáveis. Ouvir as histórias da chegada do Rô ao mundo foram um pedaço bem especial da convivência com a vovó Lilica. Sem falar do quanto eu e o Gutão nos deliciamos com as delícias gastronômicas do vovô Zeca (ô, churrasco bom, tchê!). Só tenho a agradecer o carinho com que esta família me recebeu e agora se prepara pra receber o netinho. Como vocês podem ver, comecei o ano com o pé direito e uma vontade danada de fazer deste um ano muito, muito feliz! Alguém aí duvida?

Alegria no fim de tarde em Olinda (ao fundo, a igreja da Sé)

posted by JULIANA DE MARI 11:49 AM


Sábado, Janeiro 03, 2004


Homenagem aos avós-corujas


A Beth, minha tia, mandou este texto via email. Achei que cabia a justa homenagem aos avós, tão estabanadamente felizes com a chegada do primeiro neto!! Cuidado pra não chorar durante a leitura…

“Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do Maternal? A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos,soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas,das notícias, e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao Shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas “pestes”. Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível. O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.
Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós…”

Texto de Affonso Romano de Sant’Anna
posted by JULIANA DE MARI 6:09 PM

1 Comentário

  • Ciekawy post, dodalem twoj blog do ulubionych, bede tu teraz wpadal czesciej, pozdrawiam

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