Pois é, Gutão completou ontem um ano e dez meses de vida. O que significa que faltam apenas dois meses pro segundo aniversário do meu filhote. Quero organizar uma festa bem divertida, com direito a muitas brincadeiras e muitos convidados, pra Gutão correr, dançar, pular, gritar e esbanjar aquele sorriso de felicidade que só ele sabe dar. Ainda não vai ser dessa vez que vamos recorrer a um bufett. Quero ter o prazer de decorar o salão de festas, de encher balões, de arrumar a mesa das lembrancinhas. Mas esse ano vou recorrer a alguns serviços especializados, pois minha parceira do ano passado, a dinda Dani, na época do aniver dos meninos (Miguel faz aniversário três dias antes do Gutão), provavelmente vai estar na maternidade, recebendo minha afilhadinha Nina!!!
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- Papai diz: “Vamos chamar o elevador, Gutão” e ele manda, sem titubear: “Elevadooooooooor”!!!!!
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- Mamãe diz: “Gutão te amo do tamanho do…” e Gutão responde: “do tamanho do mundo”!!!!!
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Estamos de volta à paulicéia. Mais leves, mais unidos, certamente mais felizes, depois de férias tão ensolaradas. Minha apreensão em relação ao vôo de Recife pra cá, cheia de tralhas pra carregar, mostrou-se uma bobagem. Alguém já disse que, é só confiar, os bebês fazem sempre a parte deles. Gutão, tecnicamente, não é mais um bebê, mas ajudou um bocado. Dormiu três horas seguidas, do momento em que o avião decolou até a aterrissagem! O ruim da história é que chegamos mortos de fome, pois o vôo era bem no horário de almoço e nem água consegui tomar!!!
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Se eu levar em conta as barrigudas virtuais, já são mais de dez amigas com bebê chegando este ano!!
Do nosso círculo “real”, tem a Nina, da Dani; tem o Enrico, da Evelyn; tem a Lara, de Beta; tem a Laura, do Patury; tem o baby da Anne; tem o baby da Patty; tem o baby do João; tem o baby da minha prima Marcia. Do mundo “virtual”, tem o baby da Pri, do Rafa; tem o baby da Flavinha, do JH; tem o baby da Ly; tem a Mariana, da Gisele, mãe da Giovanna.
Tou pasma com tamanha fertilidade! E confesso que tou ficando animada pra fazer a minha encomenda também!
Que vai ser este ano, isso já está definido. A dúvida agora é “quando”. Quero ter tempo pra finalizar um projeto importante no trabalho (que termina em setembro) e não gostaria que o(a) baby nascesse em dezembro. Fazer aniver perto do Natal é roubar o direito dele(a) a uma festinha exclusiva, né? 
Quem sabe engravido em maio, mês das noivas? Aí, o(a) nenê nasce em fevereiro.
Vamos ver o que acontece. E podem começar a fazer suas aposta. Será que vem outro moleque ou uma princesinha por aí?
Amanhã é dia de chororô: voltamos pra Sampa na hora do almoço. O bom é que ainda temos um monte de coisas legais pra fazer hoje! Daqui a pouco vamos conhecer pessoalmente a Rapha e o Igor. Lini, minha amiga de colégio, vai ao encontro também, com Iana junto, uma menininha linda de um ano e quatro meses. Vamos a um espaço de brincadeiras pra criança. Imagina se eles não vão se esbaldar? Depois do programa “kids”, pizza com a família. Gutão vai dormir bem cansadinho, espero. E eu vou ter que encarar a arrumação das malas. Tem menos coisas do que quando viemos, pois o Rô levou algumas tralhas que estavam sem uso. Ainda bem!
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Dá pra acreditar: filhote agora imita as pessoas!! Ele já imitava a “voz” da Pig (a minha, no caso), fazendo igualzinho, num tom diferente do dele, o “obrigada, Augusto”. Agora, começou imitando o jeito como o vovô Beto o chama: “Au-gusto”, forçando a segunda parte do nome. E deu de reproduzir o jeito como eu o chamo: “Gutãooooo”. Figuraça esse menino.
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Passamos três dias em Porto de Galinhas. Gutão aprendeu a dizer o nome da praia. Fala acentuando o “s” no final: Porto de Galinhassssss. Parece até nativo, uma graça! Se foi bom? Parafraseando meu sogro, foi um espetáculo!!!! Do cenário, nem preciso falar, né? Céu de azul sem nuvens, areia branquinha, coqueiros verdinhos, marzão idem. O hotel, de frente para o mar, com piscina pra criança, gramado, um baita café da manhã regional, tudo de bom. Gutão se fartou com as frutas. Pela manhã, além de tomar leitinho, comia umas quatro fatias diversas: melancia, melão, abacaxi, mamão…E pedia água de coco a toda hora. Bem geladinha. Também provou –e aprovou– tapioca com queijo e coco e bolo de rolo.
Andou acordando meia hora mais tarde esses dias. Sim, porque, desde que chegamos, ele ainda não entendeu que aqui não tem horário de verão e continua despertando no horário de Sampa, ou seja, seis e meia da manhã. Em Porto, graças ao cansaço, a hora de despertar migrou pro horário local. De todo modo, sete e meia da matina já estávamos melecados de filtro solar, prontíssimos pra curtir o solão. Quer dizer, curtir numas, até às 10h do máximo. É que Gutão teve reação alérgica ao sol. E eu, pernambucana branquela que só, também. A minha veio nos primeiros dias, pontuou o rosto e os braços com pintinhas vermelhas, e foi-se embora. A do filhote ficou. E piorou muito. As bochechas dele já estavam bem vermelhas desde Floripa. Chegando aqui, com tanta umidade e sol a pino, não teve jeito. Gutão tá parecendo palhacinho: rostinho todo vermelho e o corpo judiado, como pintinhas que parecem brotoeja, mas não são. Claro que liguei pra dra.Ketty e claro que o diagnóstico foi o que eu previa: alergia ao calor mais irritação por causa do filtro solar e da areia da praia. Tratamento: pasta dágua e caladryl pra refrescar. Também troquei o filtro; em vez de Sundown, estamos, eu e ele, usando o caríssimo, mas eficiente, Episol.
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Recife, enfim. Um ano inteirinho sem vir à terrinha. Resultado: baqueei com o calor. Acordei hoje, primeiro dia do ano, tontinha da silva. Não, não exagerei no champagne na virada. Foi pressão baixa mesmo. Quase desmaiei. O Rô, preocupado, me deu sal pra botar embaixo da língua. Aí, sim, exagerei. E quase não sobrevivo pra contar história em 2006 — ia empacotar engasgada e tonta de uma só vez!!! Enquanto a mamãe se recuperava, Gutão nem aí. Tava na praia, saudando Iemanjá, nadando nas piscinhas de Boa Viagem, com o vovô Beto e o papai. Nem preciso dizer que adorou, né? Aguinha quente, solzão, céu azul, muito paparico. Só faltou virar peixe. Meu branquelo tá começando a pegar uma corzinha já. Digamos que a marca da fralda-sunga começou a aparecer. As bochechas, essas ficam sempre vermelhas. Vermelhíssimas, aliás. Lindas.
E Gutão, finalmente, conheceu as primas. Três princesinhas: as gêmeas Lulu e Julinha, de nove meses, filhas do meu primo Léo e da Faustina, e a fofíssima Maiara, de dois anos, filha do meu primo Junior e da Danielle. Vendo a família assim, crescendo, bateu uma nostalgia dos tempos de criança. Pensar que algum tempo atrás éramos nós, os pais, que estávamos ali brincando, correndo, fazendo fuzarca no almoço de final de ano. É, o tempo passa. E eu, vendo aquela “primaiada” toda fiquei sem saber como me apresentar pras pequenas. Fiquei me sentindo assim, sei lá, uma prima-avó!!!! hahahahahaahaa
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