Archive for February, 2006

Feriadão

Criado por em Blog | 24/02/2006 – 7:14 pm

Gutão teve baile de carnaval na escola hoje. Como não tive tempo de providenciar uma fantasia, ele foi vestido de “surfista”. Roupinha de passear na praia e colares havaianos no pescoço! Também quis usar um óculos azul, que ganhou no aniversário do Theo, e uma estrelinha pisca-pisca que ora pendurava ora queria tirar a todo custo. Chegou na escola meio cabrero, como foi nessa semana inteira, mas atendeu o chamado das “tias” pra se juntar às crianças no tanque de areia azul. Ai, os pequeninhos estavam tão lindos de fantasia: tinha pequena sereia, branca de neve, batman, homem-aranha…Até as professoras entraram na folia.
A do Augusto, tia Carla, estava vestida de “princesa”, com um baita vestidão de cetim cor-de-rosa e…tênis nos pés! Só assim pra dar conta de correr de cá pra lá atrás dos seus baixinhos!!! E como ela corre, meu Deus! É admirável o trabalho dessas professoras, viu? A toda hora, um figurinha se rebela e “foge” do grupo. Ou chora porque quer a mamãe e só se contenta se a tia o pega no colo. Ou insiste em lavar a mão, depois que todo mundo já está sentadinho na salinha do lanche. Haja paciência e fôlego!
Gutão tá reagindo melhor à ida pra escola. Quando estou por perto (esses dias eu fiquei mais disponível…chegava com ele, brincava um pouquinho, ia pro esconderijo dos pais e aparecia pra dar tchau por volta das 9h30, horário do lanche deles), ele esboça beicinho. Mas, quando vou dar tchau e digo que estou indo trabalhar, a tia me contou que ele fica numa boa. Não chama mais, não chora mais. Brinca e aguarda a hora da Bá aparecer pra levá-lo pra casa.

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Recomeço

Criado por em Blog | 22/02/2006 – 11:24 am

Gutão voltou pra escola na segunda. Foi difícil. A escola estava um caos, um monte de criança choramingando, várias voltando do recesso pós-estomatite como ele. Filhote chegou desconfiado, entrou de mãozinha dada comigo. Reconheceu a tia Carla, os amiguinhos, a Fifi, mas não quis saber de muito papo, não. Só topou desgrudar pra ir brincar no tanque de areia azul. Aí, eu e o Rô demos tchauzinho e ficamos espiando de longe. E aí, ele chorou quando percebeu a nossa ausência. E foi pro colo da tia Carla, todo sentido. Entre uma lágrima e outra, seguiu brincando. Na hora do lanche, criançada reunida, amiguinha Clara chorando horrores, Gutão abre o berreiro também. E chora de soluçar. Tive que entrar em cena pra acalmá-lo. Conversei um pouquinho, ofereci melão, ele tomou suquinho e ficou bem. Deu a hora de trabalhar, a babá foi nos render. Gutão passou o resto do dia sem chorar.

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Agenda cheia

Criado por em Blog | 19/02/2006 – 9:51 pm

Sábado foi aniversário do vovô Beto. Gutão ligou pra desejar “feliz anisálio” e o vovô ficou todo contente. A vontade mesmo era estar lá, em Recife, pra dar um abraço gostoso e fazer muita festa pro painho. Fiz em pensamento. Desejei muito mais saúde. E que o tempo passe e ele continue “menino” no jeito de olhar, de sorrir, de levar a vida. Te amo, pai.

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Crescendo juntos

Criado por em Blog | 17/02/2006 – 12:37 pm

Gutão melhorou da estomatite. E eu descobri que está havendo um surto da doença em São Paulo. Primeiro, a diretora da escola me conta que pelo menos outras seis crianças das turmas da manhã apresentaram os sintomas no mesmo período que Gutão e que algumas da tarde também foram infectadas. Depois, na consulta à pediatra ontem, ela confirma que é mesmo um surto e que a estomatite está no primeiro lugar do que mais incomoda os pequenos, à frente até de otites, pneumonias e rotavírus. Sim, essa última virose, tão temida, judia bastante da criança, lógico, mas não causa tanta dor quanto as malditas “aftas” na garganta e na boca. Mas, enfim, foi-se.

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Lá vem a noitinha…

Criado por em Blog | 13/02/2006 – 8:08 pm

…e eu tou torcendo, do fundo do meu coração, pra hoje nós termos uma noite de sono. Nem precisa ser inteira, não. Me contento em levantar uma vezinha que seja pra acudir meu filhote. Se o motivo for chupeta perdida ou pé enroscado no lençol, levanto com o maior prazer. Só não quero é mais uma noite em claro por um motivo que eu não sei bem qual é…Sim, ontem Gutão dormiu mal outra vez. Chorou horrores. Me solicitou a todo instante. Quando acordou, perguntei onde tinha dodói e ele falou que era na boca. E abriu um bocão bem grandão, como se quisesse me mostrar lá no fundo, sabe? Liguei pra dra.Ketty na hora, claro. Ela me falou que a estomatite pode durar até uns 10 dias mesmo e que é possível que o “estrago” maior seja mesmo interno. Externamente não há mais sinal das malditas aftas…Conclusão: marcamos consulta pra quinta, Gutão não foi pra escola (e nem vai até passar na médica) e eu estou no pó, um lixo, podre, morta de cansaço.

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Março já tá chegando

Criado por em Blog | 12/02/2006 – 10:36 am

Acho que descobrimos de onde veio a estomatite. A diretora da escola me ligou na sexta pra dizer que uma amiguinha da classe do Gutão também apareceu febril e com a boquinha estourada. Taí. Era exatamente a menininha que estava sentada na frente do meu filhote em seu último lanche na escola. Lembro bem dela, a Clarinha, branquinha, cabeluda, descabelada, sempre com cara de quem acabou de acordar. Acontece, fazer o quê? Daqui pra frente, o negócio é reforçar a alimentação em casa, conversar com a pediatra pra ver o que podemos fazer pra reforçar a imunidade do pequeno e rezar muito pra ele não ter recaídas tão feias quanto essa…Já tratei de trocar todos os copos e as chupetas que Gutão usou nos últimos dias. Ele gosta desses copos com canudo, super práticos, anti-vazamento — mas é tão difícil mantê-los 100% limpos, né? De tempos em tempos, eu sempre troco, quando percebo que os canudos estão ficando com “cheiro”. Fui ontem na Ecobaby e aproveitei pra comprar pratinhos e colheres novas também. Estamos com um kit-alimentação novinho em folha pro Pirata espantar o vírus e comemorar a volta à escola!

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Melhorias

Criado por em Blog | 09/02/2006 – 11:11 pm

Gutão parece que tá reagindo, graças a Deus! Ontem dormiu melhor (nos chamou “apenas” duas vezes, sendo que, da última, me fez deitar ao seu lado e acordar às 6h da matina pra brincar na sala!). Hoje foi deitar sem chorar. Deu “tchau, dodói”, como se, assim, pudesse, de fato, espantar o que incomoda. Deitou com a barriga cheia de leite e a chupeta na boca. Nunca pensei que eu fosse comemorar tanto o fato dele aceitar, e não rejeitar!, a bendita. Segundo contou a Bá, passou o dia bem. Aceitou uma frutinha aqui, outra ali, tomou vitamina, comeu mais um pouquinho do purê de mandioquinha. Desceu pra brincar; lembrou da escola, da professora, da tartaruga. Dançou um bocado, riu outro bocado, e até ajudou o papai a limpar a geladeira nova. Sim, compramos uma daquelas frost free, com direito a congelamento rápido e essas frescuras todas que facilitam a vida da gente. Cheguei do trabalho e estavam os dois com paninho na mão limpando a geladeira antes de colocar as comidas e as bebidas lá dentro. Cena linda de companheirismo dos meus “meninos”. Gutão todo empenhado em fazer a parte dele, imitando, orgulhoso, o papai, e, vez por outra, soltando um “tá difícil”.

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Um dia depois do outro

Criado por em Blog | 08/02/2006 – 5:35 pm

Essa é a receita pra não sucumbir ao cansaço: viver o dia, sem pensar no que foi ontem e sem projetar o que vai ser amanhã. A pediatra já tinha alertado que, na escala de dor/incômodo, a estomatite ganha disparado. É uma das doenças que mais incomodam as crianças. E o fato é que estamos comprovando cada palavra, infelizmente. Gutão tá super incomodado. Chora, grita, pede pra tirar “dodói da boca”, diz que “machucou”, continua sem querer comer, só aceita iogurte e suco de manga (que combinação estranha!), não dorme mais que uma hora seguido e acorda aos berros. Tá carente, carente, carente. Me chama a todo instante. E se eu tou junto, quer o papai também. Tadinho.
A pediatra recomendou uma mistura de remédios, que leva xilocaína, pra ver se dá uma amenizada na dor. É o que ela usa no hospital onde trabalha com crianças em estado bem mais grave (é, existem situações beem mais graves e é preciso relativizar pra não fazer de um dodói “que faz parte” um problemão, né? Continuo agradecendo a Deus por ser “só” uma estomatite que vai passar). Mas eu tou tendo dificuldade até pra passar a tal misturinha na boca do meu bichinho. Tá tudo bem enquanto é só nos lábios. Quando peço pra ele abrir o bocão, quem disse que ele abre??

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E veio o baque

Criado por em Blog | 07/02/2006 – 10:26 am

Gutão baqueou mesmo. Começou com febre alta no domingo à noite, boca avermelhada, nenê sem querer comer nada. Ontem, língua estourada. Suspendi a escola e pedi pra babá observá-lo durante o dia. Ele tava tão carentinho, tadinho. Pediu pra ligar pra mamãe várias vezes. Eu falava e ele ficava ali, ouvindo, se confortando só com a minha voz…À noitinha, veio o estresse. Eu voltei mais cedo pra casa e fomos direto pro Sabará. Só pra confirmar o que eu já sabia. Estomatite outra vez. Os lábios não chegaram a estourar, mas estão meio esbranquiçados. Dentro da boca há algumas aftas e é provável que haja também na garganta. Gutão não quis saber de comer ou tomar absolutamente nada, a não ser água gelada. O médico explicou que a estomatite pode ter sido desencadeada pelo excesso de sol, sim, mas que não foi provocada por isso. É preciso ter contato com alguém infectado. Ou seja, muito provavelmente, é a primeira baixa provocada (já) pela escola.

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Terceiro dia

Criado por em Blog | 05/02/2006 – 11:19 pm

Uma notícia extraordinária: eu e o Rô tivemos “alta” da escola do Gutão!!! É que ele se mostrou tão confortável na nova situação, tão ‘a vontade com a tia Karla e os amiguinhos que a diretora resolveu nos liberar da missão “Big Brother da primeira infância”!! Obviamente que eu não vou largar do meu menino assim, né? Ele pode ter se adaptado facilmente, mas eu ainda preciso de uns dias de espiadelas pra garantir que vai ficar (mesmo) tudo bem. Ah, nem é, assim, por falta de confiança nele ou na escola. Eu confesso: é por vontade de guardar mais um pouquinho dessa fase dele na memória. Cada vez que passeio pelos salinhas, que vejo as mesinhas cheias de lápis coloridos, que encontro um nenê sorrindo no Carrossel ou dançando à frente da “árvore encantada”, eu me emociono, e dou risada por fora e por dentro. E agradeço à leveza do meu pequeno independente. Sim, porque eu não tenho tantas boas lembranças dos inícios na escola, não. No meu primeiro dia de aula, a mainha conta e eu recordo alguma coisa, voltei pra casa com uma lembrança nada agradável: uma mordidaça na barriga! Lembro também da passagem do quarta pra quinta série, da escola pequena pra grande, de estar longe de casa de verdade, das novas regras, das novas pessoas…me dava dor de barriga de medo (sintoma que, volta e meia, aparece até hoje!!) e eu sempre ia, fazia amigos, curtia o lugar, mas sofria horrores até me acostumar com a mudança. A maturidade vem me trazendo isso de bom: mais leveza, menos expectativas, mais confiança no meu taco e menos medo do improviso.

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