Gutão ganhou um penico ontem. Penicão, na verdade. Da Safety First, parece um verdadeiro troninho. Dá pra usar até como assento redutor na privada. Filhote já vinha falando nisso, em fazer xixi no peniquinho, e eu achei que esse era um bom sinal de que podemos começar a transição da fralda para o “trono”. Hoje, pra minha surpresa, filhote acordou dizendo que queria usar o penico. Fomos ao banheiro dele correndo, mas só deu tempo de tirar a calça do pijama. Gutão sentou meio cambaleante no penico e mandou ver. Um pouquinho ficou lá dentro. Um montão inundou o chão! No problema. Falei pra ele que estava orgulhosa dele ter tentado e que, daqui pra frente, toda vez que ele quisesse fazer xixi era só avisar. Não aconteceu outra vez. Sendo assim, acho melhor esperar os sinais se alumiarem pra recomeçar o treinamento.
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Gutão completa hoje 730 dias de vida fora do barrigão. Dois anos de pura felicidade. Nem consigo mais lembrar como era acordar sem encontrar o sorriso dele e ir dormir sem sentir seu cheirinho. Como é grande esse amor! Como transforma a vida da gente. Ao ver meu menino crescer, eu me sinto renascendo. Feliz, realizada. E ele cresceu tanto! Tá falante, sapeca, cheio de graça. E tá um grude comigo, uma coisa. Não posso mudar de ambiente que ele começa “mamãe, mamãe, qué vê a mamãe!”. E se eu não apareço logo, ai de mim. Lá vem a ladainha: “qué batê na mamãe, que machucá a mamãe, que empurrá a mamãe”.
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Só pra atualizar: minhas queridas Rachel, mãe da Lara, e Andrea, mãe da Celina, estão grávidas!!!, Sintam-se virtualmente abraçadas e felicitadas!!! Desconheço outro estado de graça tão intenso quanto à gravidez.
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Obrigada pelos recadinhos carinhosos em relação ao post anterior. De fato, eu estava exausta e o desabafo valeu. E sabe que Gutão começou a dormir melhor depois daquele ataque? Nossas três últimas noites até que foram bem razoáveis. Introduzi o ritual de contar histórias e parece que ele gostou. Pede pra repetir milhares de vezes, claro. Mas é divertido. A cada vez, eu mostro uma coisa diferente da história. E ele sempre pede a “histolia da Ana”. É a de um livro chamado “Ana, Guto e o Gato Dançarino”, que a Dinda deu. Uma graça.
Pois bem, estamos nessa etapa, de construir um novo ritual pra hora de dormir. Já temos nosso “momento” com direito a luz baixa, música do Palavra Cantada rolando, muitas risadas, muitos beijinhos. Agora, além disso tudo, temos as histórias. E Gutão veio com uma nova: “qué domi na cama da mamãe”. E eu tenho explicado que cada um tem a sua cama e que estamos pertinho um do outro. São apenas dez passos até o quarto da mamãe! Ele tem ficado tranquilo depois da explicação. E tem adormecido mais rapidamente e chamado apenas uma ou duas vezes na madrugada (culpa da chupeta caída, na maior parte das vezes). Enfim, seguimos em frente. Tenho certeza que, mais cedo ou mais tarde, filhote aprende que dormir é bom, que sonhar é estar perto dos anjos e que mamãe e papai estão sempre atentos às necessidades dele (mesmo quando ele está de olhinhos fechados).
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Foi só eu elogiar que a coisa desandou. Gutão dormiu pessimamente ontem, sexta pra sábado. E quando eu digo péssimo é péssimo mesmo…Não me lembro de uma madrugada tão difícil, nem nos piores dodóis dele…Embora tenha ido deitar com certa facilidade e tenha adormecido logo, duas horas depois, exatamente no momento em que eu e o Rô estávamos começando a pegar no sono, Gutão despertou e o drama começou. Filhote já chamou chorando. Queria minha presença na cama. Fui lá, tentei relaxá-lo e ele quis o pai. Eu expliquei que o papai estava dormindo no quarto ao lado e coisa e tal. Não bastou. Gutão queria “ver” o papai. Depois de uma meia hora tentando convencê-lo a adormecer outra vez, o Rô apareceu. E quem disse que filhote se acalmou? Tá, voltou a dormir, mas, pouco tempo depois, acordou e começou a chorar novamente. E lá vamos nós: chororô digno do pior dramalhão mexicano como trilha sonora, pai e mãe zumbis, criaturinha que não sabia o que queria. Ora era leitinho, ora era ver a lua, ora era ficar no colo. Foram tantas as idas e vindas do nosso quarto pro quarto dele que, a certa altura, eu joguei a toalha. Perdi a paciência. Falei grosso, coloquei o menino de volta no travesseiro e esperei a “rebordosa”.
E ela veio. Gutão chorou ainda mais alto, insistiu ainda mais que queria colo (e dessa vez só servia o do papai!). E lá se foram mais uns quarenta minutos sentados, eu e o Rô, porque filhote só queria saber de ficar em pé na cama, chorando aos berros, nervoso, contrariado, irritado. Enquanto ele queria sair da cama a todo custo, eu repetia meu mantra: “não vai sair, é de noite, é hora de dormir”. E ele berrava, e dizia “qué colo do papai”. E se agarrava no Rô. E eu repetia tudo outra vez. Não faço nem idéia de que horas eram, certamente pra lá de três da madrugada. Por volta das 5h, nova solicitação. O Rô foi atender. Gutão queria leitinho (embora não tenha tocado no copo todas as vezes que assim solicitou). Gutão queria ver desenho. Gutão queria ver a noite. Fomos, os três, pra sala. Sentamos no sofá, e, depois do chilique, Gutão se aninhou no meu colo. Não achava posição, obviamente. Voltamos pro quarto da televisão. Deitamos juntos no Futon. Ele virado pra janela, porque queria-porque-queria adormecer olhando a noite (eu posso com isso!!!!!!). Até que dormiu. E eu fiquei ali, completamente torta e espremida, agradecendo aos céus o fato dele ter se rendido. O Rô dormia no nosso quarto. Eu voltei pra nossa cama por volta das 6h, eu acho.
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