Coisa bem boa: estamos mudando a sala de casa. Trocando alguns móveis, mudando outros de lugar, mexendo na decoração. Certamente vai servir pra renovar o astral. Nós e a casa merecemos. Os últimos tempos têm sido de uma certa tensão. Gutão adoentado, papai e mamãe esgotados. Um dá ataque de um lado, o outro devolve do outro. Filhote se esgana de tanto gritar na hora da troca da fralda, eu conto até 100 antes de reagir, mas o cansaço embaça minha visão da cena, sabe assim?
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Então, final de semana passado fomos à praia. Aceitamos o convite da Kiki e do Jean-Phi, pais do Max, e ficamos na casa deles. Gutão ficou super excitado com a idéia de ver o mar. Acordou no sábado todo animado. Saímos de casa um pouco antes do almoço (pelamordedeus, cada viagem é um trabalhoooo pra arrumar as tralhas!) e filhote capotou no carro. Chegamos lá e paramos no primeiro restaurante decente pra comer um super PF. Gutão tava com uma baita fome. Comeu tudo e depois foi ver o mar com o Rô. Foi o tempo de descarregar as malas, dar oi pros anfitriões e correr pra areia. Gutão ficou tão feliz, mas tão feliz. Aliás, difícil dizer quem estava mais: o filho ou o pai!
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Gutão, definitivamente, não é mais o meu nenê. Cresceu, meu filhote. Virou um menininho. Tagarela, curioso, tão alegre. Cada vez mais interessado na vida. Brinca sozinho, cria seu mundinho cheio de estacionamentos. Adora tudo o que tem rodas. Faz barulhos de motor com a boca. Vira a “motoca” de cabeça pra baixo pra colocar “gasoina”. Simula “acidentes”. Atropela os bonecos e diz, sério, que “ficá no meio da rua machuca”.
Aprendeu a cantar, o meu gurizinho. A cada dia, chega da escola arranhando uma nova melodia. É a música do lanchinho, é a tal do foguete, é a do bom-dia, a da mamãe, a do lobo mau, a do boi da cara preta…Canta sorrindo, meu Gutão. E se a gente pede pra repetir, diz que não sabe, fica todo envergonhado. Tenho que gravar esses momentos porque são bonitos demais.
Acho mesmo que ele tem ritmo. Gosta de cantar e dançar. É fã do Jack Johnson. Pede pra colocar o CD e nos convida pra dançar. E sorri, e pula, e enche a casa de felicidade. Adora dar a mão pra dançar em roda. Faz isso todo dia na despedida da escola. E quer fazer de manhã quando acorda. E deu de acordar dizendo que quer ir pra escola e que botar o “uniforme”. Só não tem cooperado muito pra trocar a fralda. Tem horas que troca numa boa. Tem outras que dá um verdadeiro chilique.
É tão engraçado com seus pequenos rituais (será o ascendente em virgem se manifestando?). Agora, no frio, fica em casa de meia e pantufa. E quer dormir com a bendita. Me ajuda a escolher o pijama e pede a “petita do boa noite”, uma petita azul que tem uma carinha sonolenta desenhada. Pela manhã, ao acordar, pede a “petita do solzinho”. E vamos seguindo com a petita, avisando que quem usa petita demais fica dentuço e que logo, logo a gente vai jogar a petita no lixo.
É carinhoso, meu Gutão. São breves os momentos, mas ele gosta de deitar no meu colo. E gosta de carinho no pé. Ah, como eu amo esses pezinhos! De tanto que eu dou beijo neles, filhote já aprendeu qual é da esquerda e qual é o da direita. Da pintinha, o direito. A única que filhote, meu potinho de leite, tem no corpo inteiro.
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Sábado foi dia de festinha das mães na escola do Gutão. Como o espaço para as apresentações não era dos maiores, só as mamães e seus respectivos filhotes foram convidados. As homenagens aconteceram em turnos a partir das 9h da manhã. O tema era “Qual a cor do amor?”. Eu e Gutão chegamos às 11h, em cima do horário marcado. A platéia já estava lotada: um mulherio animado e orgulhoso, munido de máquina fotográfica e filmadora. Gutão foi com as tias para os “camarins” sem reclamar. E veio o primeiro grupo. Meninas com roupinha de bailarina, meninos de uniforme completo. E dançaram e cantaram. E deram risada e nos fizeram rir muito. Uma menininha se assutou com tantos olhares em cima dela. Saiu chorando nos braços da professora. E uma outra, da mesma idade, coisa de três aninhos, demonstrou exatamente o contrário: o maior prazer em ser observada. Ela dançava, e rodava, e sorria, e mandava beijo pra mamãe dela, uma graça.
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Calma, calma, que ainda não é o anúncio do(a) irmãozinho(a) do Gutão! A mãe, no caso, é outra: minha irmã Lu, aniversariante do dia. O presente é a barriguinha (linda!) de quatro meses de gestação. E eu que achava que não ia ter o prazer de ser titia tão cedo, viva!!!!!!! Gutão já sabe da novidade e, volta e meia, lembra e diz: “Tem piminho na barriga da titia Lulu”. Na real, a gente acha que é uma menina, sei lá por quê. Se for, com ela, serão cinco priminhas pra babar meu Gutão, lindão quando ele passar férias em Recife, já pensou?!
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Tou impressionada com o vocabulário do Augusto. Ele já falava bastante, mas, depois que entrou na escolinha, deu um salto e tanto na linguagem. Forma frases completas, estabelece verdadeiros diálogos com a gente. E aprendeu a cantar! É só eu dar o mote e ele completa as musiquinhas, uma graça. Aliás, ele adora música, cantar e dançar. É fã do Jack Johnson e, volta e meia, pede pra ouvir o CD dele. Há um tempinho o presenteamos com um violão, daqueles de madeira, feito especialmente pra crianças. Pequeno, mas com cordas de verdade. Gutão delirou. No início, não conseguia tirar nenhum acorde do dito cujo. Essa semana, no entanto, nos surpreendeu. Não só aprendeu a segurar o violão à la Jack Johnson como a tirar um baita som!
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Tem feito friozinho esses dias. Bom pra dormir, é verdade. Péssimo pra acordar no meio da noite quando aquela vozinha querida grita “mamãeeeeee”. Gutão continua com o nariz entupido (eu idem) e continuo atribuindo a essa agonia os chamados noturnos. Já estamos com consulta marcada na otorrino e eu já tou preparada pra recomendação: inalação + remedinhos “desentupidores”. Por conta própria, não me atrevo a receitar nada além do eterno sorine.
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Na boa, a semana deveria ser sempre assim: três dias de folga versus quatro de labuta. Seria mais equilibrado, não seria? Ah, foi tão bom esse feriadão. Deu pra ficar em casa e curtir muito meu filhote, pra ir na pracinha com o Rô junto, pra tomar café com doce na Vila, pra encontrar uns amigos na rua e receber outros em casa. Gutão encontrou o Theo, da Rê, o Miguel, da Dani, o André, do Patury, o João e a Lívia, da Tita. Ficou todo feliz que “deu carona pro skate” na ladeira da praça. Babou comendo brigadeiro de colher no café da tarde. Viu e reviu a nova atração em DVD, Lilo e Stich (quanto mais barulhenta e trash a cena, mais ele dá risada!).
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