Crescendo juntos
Gutão melhorou da estomatite. E eu descobri que está havendo um surto da doença em São Paulo. Primeiro, a diretora da escola me conta que pelo menos outras seis crianças das turmas da manhã apresentaram os sintomas no mesmo período que Gutão e que algumas da tarde também foram infectadas. Depois, na consulta à pediatra ontem, ela confirma que é mesmo um surto e que a estomatite está no primeiro lugar do que mais incomoda os pequenos, à frente até de otites, pneumonias e rotavírus. Sim, essa última virose, tão temida, judia bastante da criança, lógico, mas não causa tanta dor quanto as malditas “aftas” na garganta e na boca. Mas, enfim, foi-se.
Gutão foi à médica ontem acompanhado apenas do papai e da babá. Eu tive um curso pela manhã que terminou pra lá da uma da tarde, horário agendado no consultório. Diz o Rô que filhote se comportou muito bem. Resmungou um tiquinho pra abrir o bocão, mas acabou colaborando e só ganhou elogios da dra.Ketty. Por causa da estomatite, emagreceu 50 gramas. Apenas. Um fato heróico diante da agonia dele na hora da comida…Se despediu com beijinhos nela e na secretária. Um fofo.
Eu fico mesmo muito orgulhosa do meu menino. Ele é uma criança doce, alegre, vibrante. Continua tagarelando um bocado, adora uma bagunça, ama dançar e cantar, morre de dar risada quando a gente dança junto. É festeiro mesmo, companheiraço. Tá crescendo a olhos vistos. Cheio de cachos cheirosos (vai cortar o cabelo amanhã) e dentinhos branquinhos. Tá viciado no fio dental. Basta avistar a caixinha do dito cujo que pede: “qué fio dental”. É assim umas cinco vezes por dia. E ele vai lá pra frente do espelho do meu quarto e “limpa” os dentinhos que é uma beleza.
Continua dando um certo trabalho durante a madrugada. Acorda pelo menos uma vez, chora, pede minha “mãozinha”. Dodói descartado, acho que é carência mesmo. Talvez efeito das novidades dos últimos dias: a escola, a ausência real do papai e da mamãe, a perspectiva de encarar o mundo sozinho, a dor que veio com a estomatite, o medo de que ela apareça outra vez…Tudo isso assusta, né? É ter paciência, ficar junto, passar segurança, ajudar a enfrentar mais essa etapa. Não há receita, não há milagre. A vida vai se fazendo diariamente.
Quando Gutão me chama na madrugada, em geral, chama também o pai. Pra não ficarmos os dois, zumbis, pela casa, eu digo pro menino que o papai tá dormindo, mas que ele tá com Gutão no coração. E ele repete, baixinho, “papai no coração”. É um amor tão lindo esse, né?










Eat a third and drink a third and leave the remaining third of your stomach empty. Then, when you get angry, there will be sufficient room for your rage.