E la nave vá
A vida vai indo bem, obrigada. Tanta coisa que eu queria deixar registrada aqui, mas cadê tempo? Tou atolada de trabalho. Essa época do ano é a mais intensa: tem dias que sequer consigo entrar na Internet, acredita? A minha “cenourinha” é que, além de estar me sentindo realizada com o resultado do “esforço concentrado”, daqui a pouco, em setembro, vou tirar duas semaninhas de férias. Uma delas vou passar em Recife, visitando meus pais, a Lu e o barrigão da Bruna, êêêê! A outra vou ficar em Sampa mesmo, fazendo nada, curtindo meu Gutão, o Rô, nossa casa. Ai, que é bom ter um cantinho, uma família.
Bom, mas vamos aos últimos acontecimentos:
- Final de semana que passou fomos comemorar o aniver de 30 anos do Rô em Porto Alegre. Fez um dia lindo no sábado, céu azul, calor de verão em pleno inverno. O churrasco foi num clube bacana, na zona sul da cidade. Gutão adorou estar ao ar livre. Correu, correu e correu. Conheceu um monte de gente — amigos, parentes, agregados. Interagiu um tantico com as priminhas Isadora e Maria Antonia, duas fofas, mui espertas. Monopolizou o “skate” da Dudinha, filha da dinda do Rô, e não quis saber de emprestar nem pra própria dona! Tá um moleque, esse menino. Curtiu um monte a companhia da vovó Lilica, do vô Zeca e do tio Bru. Já acordava perguntando pelos avós. Adorou brincar na varanda (como eu sinto falta de uma aqui em Sampa…), regar as plantinhas e “lavar” o vidro da porta. O divertido é que Gutão agora pede pra gente ensinar determinadas coisas. Foi assim com o borrifador de água. Queria usar o dito, mas não conseguia entender onde devia apertar. Daí, olhou pra mim e disse: “Ensina pro eu, mamãe”. Resumindo, a viagem foi rápida, mas foi uma alegria. O mais importante, o Rô curtiu à beça a chegada dos 30. E, se ele fica feliz, nós também ficamos.
- Dois anos e tantas mudanças Não sei se outras mães têm a mesma sensação que eu, mas parece que, do segundo aniversário em diante, o desenvolvimento desses pitocos dá uma acelerada de assustar. É, sério. Eu tenho levado cada susto com Gutão! Ele tá muito esperto, muito falante, muito farrista. Entende tudo, reinvindica seus “direitos”, faz birra e faz charme, e faz piadas também. E usa as palavras, e faz conexões, com tanta propriedade que me diverte e me comove. Estávamos no aeroporto de POA, prestes a embarcar, ele olha pra parede e vê um painel de mosaicos. E me pergunta:”Que bicho estranho é aquele, mamãe?”. Era um avestruz!
E agora, quando quer me dizer alguma coisa, chega pertinho, pega meu rosto, e delicadamente vira pra ele, dizendo: “Olha pro Eu, mamãe”. E sinaliza quando não gosta de alguma coisa também. Ontem, no quarto da TV, ele brincando com os carrinhos, eu vendo a novela, não muito entretida na brincadeira dele, e eu peço um carinho. Aí, ele olha pra mim e diz: “Não quero amar a mamãe”. E sai engatinhando, como se fosse um gatinho (essa é uma brincadeira nossa: ele imita um gatinho, vem tomar “leite” na minha mão e deita no colo pra ganhar carinho), e vai contar pro Rô que “não queria amar a mamãe”. E manda o Rô voltar no quarto e me “perguntar”. “Pergunta pra mamãe, papai”. O Rô pergunta, eu respondo, tristonha, e Gutão ri, faceiro, da minha cara!!!! Eu posso!!!!!!
Gutão continua feliz com a escola, o que nos deixa seguros de ter feito uma boa escolha. Tem dias que acorda tão animado que vai, ele mesmo, tentar abrir a porta de casa pra “chamar” o elevador. Dá um certo trabalho na hora de colocar o uniforme, é verdade. Tem dias que super colabora. Tem outros que cisma e aí é preciso muita paciência e alguma negociação. A última boa aconteceu no início da semana. Filhote tinha dormido com uma camiseta do Bob Marley. Tava “por baixo” do pijama, como ele pede. E, claro, ele quis deixar por baixo da camiseta da escola. Só que tava um calorão de quase 30 graus e eu fiquei com receio dele passar mal, né? Tentei argumentar, mas não teve jeito. Gutão insistiu no Bob e ainda lembrou do Hendrix, sim o Jimmie, que também alegra uma de suas camisetas. Só que a do Hendrix era uma opção pior: mangas compridas! Aí, lá se foi ele, Bob Marley por baixo do uniforme, um pequeno “transgressor”, hahaahaaaaa.
- Fazendo planos Gutão cresce, enche a casa de alegria, já não cabe mais no nosso colo, e a vontade de dar um(a) irmãozinho(a) pra ele (e voltar a ter cheirinho de nenê em casa) vai aumentando! Até o final do ano, se Deus quiser, darei a boa nova por aqui. Acho que vamos estar, os três, em um bom momento, de união, de curtição e de alguma serenidade — que sem ela, vamos combinar, a vida com um pequeno “rei” em casa pode ficar bastante tumultuada!!!!






