E o mundo gira…

Escrito por Ju em Blog | March 15, 2006 – 11:07 am

Obrigada pelos recadinhos carinhosos em relação ao post anterior. De fato, eu estava exausta e o desabafo valeu. E sabe que Gutão começou a dormir melhor depois daquele ataque? Nossas três últimas noites até que foram bem razoáveis. Introduzi o ritual de contar histórias e parece que ele gostou. Pede pra repetir milhares de vezes, claro. Mas é divertido. A cada vez, eu mostro uma coisa diferente da história. E ele sempre pede a “histolia da Ana”. É a de um livro chamado “Ana, Guto e o Gato Dançarino”, que a Dinda deu. Uma graça.
Pois bem, estamos nessa etapa, de construir um novo ritual pra hora de dormir. Já temos nosso “momento” com direito a luz baixa, música do Palavra Cantada rolando, muitas risadas, muitos beijinhos. Agora, além disso tudo, temos as histórias. E Gutão veio com uma nova: “qué domi na cama da mamãe”. E eu tenho explicado que cada um tem a sua cama e que estamos pertinho um do outro. São apenas dez passos até o quarto da mamãe! Ele tem ficado tranquilo depois da explicação. E tem adormecido mais rapidamente e chamado apenas uma ou duas vezes na madrugada (culpa da chupeta caída, na maior parte das vezes). Enfim, seguimos em frente. Tenho certeza que, mais cedo ou mais tarde, filhote aprende que dormir é bom, que sonhar é estar perto dos anjos e que mamãe e papai estão sempre atentos às necessidades dele (mesmo quando ele está de olhinhos fechados).

Não adianta estressar, né? Aliás, estressar só gera mau humor geral. Difícil pensar nisso às 4h da madruga, depois de um chilique daqueles. Mas, depois que passa, a gente racionaliza o acontecido e pode escolher fazer diferente das próximas vezes. Estou focada nisso. Tem um livro muito bacana que descobri recentemente que tem me ajudado a manter o foco no que vale a pena: o bem estar do meu filho. Chama-se O Dom da Maternidade, da ed.Rocco. Gostei porque não é mais uma daqueles livros de auto-ajuda rasos. É uma análise interessante do que acontece na vida da mulher depois que o filho nasce, e só depois. Porque, enquanto ele está na barriga, vamos combinar, é tudo abstrato e a gente ainda acredita que detém algum controle. Que bobagem. O legal de ser mãe é justamente esse novo aprendizado, essa nova possibilidade de fazer melhor, escolher melhor, sentir melhor. Eu acredito nisso. E estou encantada com essa leitura. Recomendo a todas as que estiverem afins de um papo profundo sobre o sentido — e as dificuldades — da maternidade. Em certa medida, é tão reconfortante saber que, em maior ou menor grau, a impressionante transformação que a maternidade traz acontece na nossa casa e na casa da vizinha também. Taí, esse é o primeiro livro que me “falou ao útero” de verdade, como dizem.

Falando em útero, o meu tá super preparado pra receber um novo bebê. Fiz uma série de exames de rotina pra checar se está tudo em cima e a gineco já me deu o Ok pras novas tentativas. Ela, aliás, está barriguda do segundo filho (outro menino!). Eu pretendo me entregar a essa missão no segundo semestre mesmo. Quero respeitar esse meu tempo. De me cuidar um pouco antes da nova barrigada, de ver meu Gutão adaptado à escola, de realizar as metas profissionais que me propus pra este ano. É que olhando pra minha afilhadinha linda, a pequenina Nina, me bateu um flash-back dos primeiros dias do Gutão, uma saudade tão boa…(Avó deve sentir isso ao quadrado na hora em que pega um neto no colo). Eu fiquei ali, com aquele pacotinho rosado, vendo a dificuldade dela pra mamar, pegando em sua mãozinha petetica, observando os sorrisos involuntários, ah, como é lindo viver esse milagre!! A Nina nasceu menorzinha que o Miguel, com 2,8kg e 49 cm. De todo modo, foi maior que o Augusto, que chegou com 100 gramas e 3 centímetros a menos, vocês lembram?! Ela é toda doce, tem cabelinho preto, e, à primeira vista, me pareceu parecida com o Duda, o pai. Também não engatou de primeira nos peitões da mamãe, assim como aconteceu com Gutão. A Dani está usando de técnicas que eu usava, como deixar a bichinha pelada, pra ver se ela reage. Vai reagir, tenho certeza. É um baita aprendizado pra quem estava acostumado ao bem-bom do barrigão. Estamos aguardando pra essa semana também a chegada do Enrico, filho do Ale e da Evelyn. Esse aí parece que não quer deixar a vida boa, não. Mas hoje é mudança de lua, se não me engano, e a gente tá torcendo pra receber notícias da chegada dele!!

Gutão fica todo animado quando fala dos “amigos”. Já decorou o nome de todos os da turma da escola: “Aninha, Gabiel, Buno, Gabiela, Kailani, Equile (Eric!), Clara”. São oito, com ele. E já estão super entrosados. Filhote está um tanto mais seguro. Ontem chegou na escola carregando a lancheirinha e foi em direção ao pátio assim que a tia ofereceu a mão. Dei tchau praticamente no portão de entrada. Fiquei tão orgulhosa de ver meu pequeno “indo”! Hoje já não foi, assim, tão de primeira. Gutão pediu preu ir junto até o carrossel. Eu me despedi e ele quis colo. Mas, aí, a tia Verônica lembrou que era dia de aula de música e ele foi pro colo dela na hora. Seguiram juntos pra procurar o violão do “Jack Johnson”. Gutão a-do-ra as músicas do surfista! Nós também adoramos e dançamos muito, os três, juntos. Gutão balança o corpinho e morre de dar risada. Ouvir música é sempre um momento de diversão garantida.

Hoje é quarta, dia 15. Dez dias pra festinha do segundo aninho do filhote. Praticamente tudo pronto. Os convites, feitos pela Malu, do Matheus, já foram impressos (ficaram lindos, em papel reciclado!). As lembrancinhas já estão devidamente arrumadas nas sacolas. Os doces e os salgados, encomendados. Os palhaços-recreadores, contratados, e os brinquedos, idem. Só falta agora descobrir como vamos fazer pra encher os balões com gás hélio (quero enfeitar o teto do salão, sabe?). A loja onde compramos tem o compressor, mas minha dúvida é: como é que vamos transportar 50 balões cheios num carro só??? Se alguém tiver uma dica, será bem-vinda. Já pensei até em ver se tem loja que aluga o compressor pra gente fazer tudo no salão de festas mesmo…E viva o Gutão, lindão!!!

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