Eu não sou Madre Tereza!
Gutão melhorou um pouco com o antibiótico. A febre passou e ele tem dormido relativamente bem. Digo relativamente porque deu de acordar, de novo, no meio da noite, chorando. E lá vamos nós, acarinhar, cantarolar, colocar a coberta, procurar a “petita” e fazer o bichinho aceitar que tem que voltar a deitar e dormir. Não tá fácil, não. Por causa dos remédios, do dodói ou por causa da “idade”, vai saber, Gutão anda terrivelmente manhoso. Fala choramingando e derrama grossas lágrimas por tudo e qualquer coisa. Só quer saber da “petita”. A gente já explicou que é só pra dormir (embora nesses dias de doença braba, a dita tenha sido liberada em outros horários), mas o danado pede a todo instante e ainda tem a “cara de pau” de dizer: “Qué naná”. Eu posso!
Filhote não tem comido direito na hora em que deveria. Tem aceitado, mais ou menos bem, frutas, iogurte (hoje já se foram 3!!) e o sagrado leitinho. O resto, olha e diz: “Não quelo”. E se lamenta, e chora, e fica de bochechas vermelhas até. E fica brabo e joga tudo no chão e diz que “qué quebrá, qué destruí”. E fica de castigo umas muitas vezes por dia, e pede desculpa, e diz o motivo, mas volta a fazer tudo igualzinho assim que levanta do pufe. Com a comida, tou insistindo um tanto, mas não tou fazendo grandes batalhas por isso, não. Na hora em que o apetite voltar, tenho certeza que ele volta a comer direito. Agora, de disciplina, não vou abrir mão. Em geral, tenho bastante paciência pra lidar com os ataques, tenho tranquilidade pra explicar o tá errado e o que é certo, tenho foco na tarefa de educar e entendimento pra lembrar que ele é criança, tá doente, tá irritado. Mas é que eu também não tou me sentindo 100%. Sei lá, tou meio fraca, com a barriga ainda doendo, essa dor maldita fazendo doer rosto e ouvidos, o humor oscilando, uma beleza. Faço uma força danada pra me manter serena e não descontar no meu bichinho essa minha agonia particular. Mas tá dose. Só com muita reza pra Santo Expedito.
Trabalhei ontem pra folgar hoje (e haja energia pra dar conta de uma equipe estressada). A babá folgou ontem e veio hoje, graças. Aliás, já começou nossa saga atrás de uma pessoa pra dormir. É que a Bá do Gutão vai ter nenê no final do ano e isso implica em mudanças significativas nos horários dela (a criança vai ter que ficar em uma creche, aqui perto de casa). Ela vai continuar com a gente (outra igual — responsável, alegre, disposta — tá difícil!!), mas, como eu e o Rô não temos flexibilidade de estar em casa até às 18h, temos que ter uma funcionária “reserva”, né? Vamos ver se dá jeito trazer alguém da própria família da Márcia pra fazer dobradinha com ela. E dá-lhe reza.
Quê mais? Tá um frio do cão hoje. E nosso apê tá praticamente uma Sibéria. Geladíssimo. Detesto essas mudanças repentinas de temperatura. Uma bomba pra quem tem rinite…Amanhã vou cortar e hidratar os cabelos (brigada pela sugestão, Mic!). Quero deixar crescer um pouco, mas, de tanto que prendo, os fios estão todos marcados, sabem? Pois é. Vamos ver se cuidando do que vai fora dá uma melhorada no que passa aqui dentro. Pra vocês, um bom final de semana!!






