Feriadão
Gutão teve baile de carnaval na escola hoje. Como não tive tempo de providenciar uma fantasia, ele foi vestido de “surfista”. Roupinha de passear na praia e colares havaianos no pescoço! Também quis usar um óculos azul, que ganhou no aniversário do Theo, e uma estrelinha pisca-pisca que ora pendurava ora queria tirar a todo custo. Chegou na escola meio cabrero, como foi nessa semana inteira, mas atendeu o chamado das “tias” pra se juntar às crianças no tanque de areia azul. Ai, os pequeninhos estavam tão lindos de fantasia: tinha pequena sereia, branca de neve, batman, homem-aranha…Até as professoras entraram na folia.
A do Augusto, tia Carla, estava vestida de “princesa”, com um baita vestidão de cetim cor-de-rosa e…tênis nos pés! Só assim pra dar conta de correr de cá pra lá atrás dos seus baixinhos!!! E como ela corre, meu Deus! É admirável o trabalho dessas professoras, viu? A toda hora, um figurinha se rebela e “foge” do grupo. Ou chora porque quer a mamãe e só se contenta se a tia o pega no colo. Ou insiste em lavar a mão, depois que todo mundo já está sentadinho na salinha do lanche. Haja paciência e fôlego!
Gutão tá reagindo melhor à ida pra escola. Quando estou por perto (esses dias eu fiquei mais disponível…chegava com ele, brincava um pouquinho, ia pro esconderijo dos pais e aparecia pra dar tchau por volta das 9h30, horário do lanche deles), ele esboça beicinho. Mas, quando vou dar tchau e digo que estou indo trabalhar, a tia me contou que ele fica numa boa. Não chama mais, não chora mais. Brinca e aguarda a hora da Bá aparecer pra levá-lo pra casa.
Eu entendo que ele reage assim, positivamente, porque foi acostumado assim. Nunca saímos de casa “fugindo” dele. Nunca deixamos de dizer que estamos indo aqui ou ali. Nunca deixei de sair para trabalhar sem antes pedir um beijo, dar um abraço e dizer que amo muito o meu Gutão. E ele nunca chorou nesses momentos, acreditem. Ao contrário. Em geral, ele corre, grita e empurra a porta na minha cara, morrendo de rir!!!! Melhor assim.
Na real, acho que tenho ficado tão (ou mais) sensível e carente do que ele…Sei lá, eu também estou me adaptando à escola, a essa novidade de deixar meu filho “ir”. E tem que ser assim, eu sei, mas isso não exclui o sentimento de perda de ambas as partes. Eu queria estar mais lá, com ele, em casa, sabe? Acho que é o dilema da mãe moderna, não tem jeito. Tento não encanar demais com isso, tento fazer meu possível quando é possível, tento não deixar essa “ausência” ser mais importante do que todas as presenças, tento não deixar que nossa relação seja contaminada pela culpa…Eu quero ser e estar leve com meu Gutão. Algumas vezes, o cansaço, a irritação, o mau humor, meu lado “sombra”, vão pesar, mas, aí, faz parte. Sou humana, não pretendo e nem quero ser “a mãe perfeita”. Enfim, papo pra uma boa sessão de análise na retomada em março!!!
Chegou o carnaval. Minha pernambucanidade sempre fala alto nesses eventos festivos…Queria, de verdade, estar em Olinda, pintando a cara, pulando no Eu Acho é Pouco (aliás, Rapha, Gutão recebeu a camiseta. Amamos, é linda, linda!!!), com as pernas doendo de tanto dançar e subir ladeira! Tem nada, não. Quem sabe, ano que vem, a gente consegue apresentar o carnaval mais democrático, alegre, vibrante do Brasil pro nosso filhote amado?! Esse ano vamos curtir a vovó Lilica e o vovô Zeca, o tio Bru e a Raquel, a Nusa e o Padang, fazer churrasco, dar risada, dançar e cantar em outras paragens.
PS: em breve, conto notícias do aniver do Gutão. Tou “pelejando” pra dar conta de organizar tudo sozinha!!! Mas vai ser muuuuito legal! O convite, aliás, eu já tenho. A querida Malu, do Matheus, fez. Ficou demais. Beijos, divirtam-se!






