Fertilidade
Só pra atualizar: minhas queridas Rachel, mãe da Lara, e Andrea, mãe da Celina, estão grávidas!!!, Sintam-se virtualmente abraçadas e felicitadas!!! Desconheço outro estado de graça tão intenso quanto à gravidez.
Aliás, li um texto muito bonito hoje cedo. Sobre encantamento. É do Fabrício Carpinejar, poeta gaúcho, colunista da Superinteressante e autor do blog www.carpinejar.blogger.com.br. Pra falar do arrebatamento que nos acomete no início do relacionamento amoroso, ele usa a imagem do que acontece quando recém tivemos filhos. Sabe aquela coisa de contar, orgulhosamente, os dias, as horas e os minutos de vida da criaturinha?
Leiam aí um trecho. Que sirva pra reflexão.
“Com o início de namoro ou com filho pequeno, contamos os meses. Comemora-se a convivência a prestações. Não deixamos de nos surpreender e festejar a permanência de alguém novo em nossa vida. É complicado localizar quando esfriamos o encantamento. Por preguiça no raciocínio matemático ou por acatar o senso comum, desistimos de aniversariar o amor diariamente.
Até os dois anos da criança, conta-se a idade dela desse jeito. Quando ela junta os dedos, a data se dilata para a distância dos anos e nunca mais os números quebrados, longos e definitivos. Eu fico emocionado ao ouvir uma mãe e um pai, neste período, a soletrar a idade inacabada do filho. O cuidado em ser preciso, exato, a preocupação ligeira em mostrar o quanto o nascimento não é esquecido, nem por 24 horas. Posso descobrir o mês do aniversário e, com sorte, o signo da criança. Nenhum dia parece em vão, nenhum dia é descartado…”









