Jogo? Que jogo?
Se a segunda foi difícil, não queiram nem saber de como foi a terça. Gente, que sufoco!!! Depois de uma noite daquelas, com Gutão agoniadíssimo, todo congestionado, chorando a cada meia hora, levantei malzona. Na hora em que fui fazer o leitinho dele, achei que ia desmaiar na cozinha, que desespero!! Me deu um mal estar súbito, acho que a pressão caiu. Daí por diante, foi plantão das 7h às 15h no banheiro. Vômito e diarréia. E Gutão de olhos arregalados, tadinho, chorando do meu lado. Ai, que falta faz ter família (pai, mãe) por perto…Liguei pra mainha umas cinco vezes ao longo do dia, pra falar nada, pra dizer tudo, sabe assim? Pra pedir receita de soro caseiro, pra compartilhar minha agonia com Gutão assim tão agoniadinho…
Gutão chorou a manhã inteira e não desgrudou de mim. Tava todo vermelho, por causa da febre, com os olhos inchados, nariz entupido, reclamando de dor. E eu, verde, rezando pra ficar melhor pra conseguir levar meu bichinho no hospital. Foi isso que aconteceu, exatamente quando o primeiro tempo do jogo inaugural do Brasil na copa começou. Sai de casa às 16h10, com a cidade vazia, as ruas sem trânsito algum, pasmem. Aliás, eu acho essa devoção desmedida do brasileiro ao futebol uma coisa meio “pão e circo”. O país afundando e o povo fazendo festa em vez de fazer passeata pra reinvindicar seus direitos…Mas, enfim, que, ao menos, essa seleção traga o hexa.
Fomos ao Sabará (que estava praticamente vazio!) e o diagnóstico foi o que eu esperava: ouvidos, os dois, super vermelhos e garganta bem irritada. Vamos continuar com o Zinnat, o tal remédio que, de tão ruim, precisa ser ingerido com leite condensado, e mais alguns outros pra dar uma melhorada no estado geral do bichinho. Na volta pra casa, depois de tomar um antitérmico por lá mesmo, ele já chegou com o astral um pouco melhor. Antes de dormir, brincou de estacionamento com seus carrinhos, ensaiou tocar violão, mas não quis comer nada. Eu também não comi nada. Não consegui. Tudo que ingeria colocava pra fora em dois minutos…A médica que consultou filhote disse que, possivelmente, é virose. Está dando a torto e a direito. Depois da sinusite, isso. Que “ótemo”.
A babá dormiu em casa. Fiquei com medo de passar mal outra vez e não ter ninguém a quem recorrer. Gutão foi deitar cedo, já sem febre. Tive que acordá-lo à meia-noite pra dar remédio e trocar a blusa, ensopada de suor, do pijama. Um chororô, como vocês podem prever. Tadinho. E agora ele tá ficando meio ressabiado de tomar remédio por causa do gosto ruim do tal antibiótico. E como é ruim, putz. Eu provei pra saber o motivo do horror. Mas dormiu melhor, graças a Deus. Duas e pouco da manhã chorou e eu resolvi levá-lo pra nossa cama. Dormimos juntinhos e acordamos às 7h, com o astral mais ou menos renovado. E o Rô chegou em seguida. E a primeira coisa que Gutão disse foi: “Qué presente, papai”. Haahahahahaa
O Rô ficou indignado! Mas não fui eu quem ensinou isso, não, eu juro!
Hoje vim trabalhar, com dor no estômago, mas sem sinal da virose. Gutão tava sem febre e mais alegrinho. Não tá indo na escola, óbvio. O Rô chegou todo feliz e encheu a casa com essa energia. E lá vamos nós, rumo ao feriadão. Trabalho amanhã pra folgar na sexta. Ai, que eu não vejo a hora de ficar sem fazer nada, só curtindo meus dois amores e renovando minha energia.









