Mãe (babona) é uma só
Sábado foi dia de festinha das mães na escola do Gutão. Como o espaço para as apresentações não era dos maiores, só as mamães e seus respectivos filhotes foram convidados. As homenagens aconteceram em turnos a partir das 9h da manhã. O tema era “Qual a cor do amor?”. Eu e Gutão chegamos às 11h, em cima do horário marcado. A platéia já estava lotada: um mulherio animado e orgulhoso, munido de máquina fotográfica e filmadora. Gutão foi com as tias para os “camarins” sem reclamar. E veio o primeiro grupo. Meninas com roupinha de bailarina, meninos de uniforme completo. E dançaram e cantaram. E deram risada e nos fizeram rir muito. Uma menininha se assutou com tantos olhares em cima dela. Saiu chorando nos braços da professora. E uma outra, da mesma idade, coisa de três aninhos, demonstrou exatamente o contrário: o maior prazer em ser observada. Ela dançava, e rodava, e sorria, e mandava beijo pra mamãe dela, uma graça.
A turminha do Gutão foi a segunda a se apresentar. Entraram todos de mãozinhas dadas, tão bonitinhos. A tia da “música” simulava a coreografia, as professoras ajudavam e eles cantavam e faziam todos os gestos, direitinho. Ai, nem preciso dizer que transbordei de tanta emoção, né? Que alegria, que orgulho, que imensa felicidade. Meu pequeno todo concentrado em seguir o “show”, cantando a tal da música do foguete, aquela que ele ficou uma semana tentando me ensinar! Foram duas músicas pra cada turma. Gutão não se intimidou diante dos olhares e dos gritinhos das mamães. Fez a parte dele com muita exatidão. Quando a música terminou, chegou a bater palminha, orgulhoso da própria performance!
No final do espetáculo, todas as crianças, as menores e as maiorzinhas, entraram juntas e fizeram uma linda homenagem pras mamães. Gutão segurava um “pompom” verde e, enquanto se esforçava pra seguir a música, me procurava no auditório. Quando me avistava e eu mandava beijo, ele sorria, todo faceiro. E eu me enchia de mais felicidade. Se eu chorei? Ah, claro. Muito emocionante ver meu filhote ali se expressando. Muito bonito ver que a escola também está ensinando o valor do afeto. E eu não chorei só nas horas em que ele estava em cena, não. Achei tão lindo ver os maiorzinhos, mais preocupados com o “roteiro” do show, sabe? Lembrei do meu tempo de escola, do prazer e da ansiedade que eu sentia ao me preparar pra essas festinhas…
Depois dos shows, hora do chá e dos presentes. Uma mesa linda, cheia de guloseimas gostosas, nos aguardava no pátio. Foi ali o reencontro com nossos filhotes. Cada criança deu um cartãozinho em formato de coração e uma pulseirinha pra sua mamãe. Gutão me deu um beijinho e soltou um “te amo, mamãe”. O detalhe da “jóia” é um pequeno pingente que leva um retratinho dentro. Coisa mais engraçada: pentearam o cabelo deles e Gutão, cabeludo que estava, ficou parecendo o Bozo!!!! ![]()
O Rô veio nos buscar, brincamos mais um pouquinho no escorregador e recebemos os elogios da tia Carla (ela disse que fica impressionada com o desenvolvimento oral do Augusto, que ele fala muito e muito perfeitamente e que, quando chega na escola, ela sempre diz pra turma: chegou meu intelectual!!!!). Gutão nos acompanhou no almoço, feliz que só ele. Depois, papai e filhote foram cortar as madeixas. Gutão ficou sentadinho no meu colo, “lendo” um gibi do Chico Bento, nem aí pras tesouradas. Ganhou um corte novo, nem tão curto, mas perdeu alguns cachinhos. Ficou ainda mais lindo e com uma baita cara de moleque.
Terceiro dia das mães com filhote ao meu lado e eu tive a mesma sensação: a de que ele é o maior presente que a vida poderia ter me dado.
Te amo, Gutão, lindão! Sou a mãe mais feliz do mundoooooooooooo!






