Quase lá
Nem acredito, mas meu último dia de trabalho do ano foi ontem. Ufa. Que ano corrido e cansativo. No final, o saldo é positivo, ainda bem! Aliás, nem contei por aqui que estreei um blog no site da revista (sou jornalista, pra quem ainda não sabe!). Dessa vez, pra tratar de assuntos de carreira e refletir um pouco como ser e fazer melhor dentro e fora do trabalho. Quem tiver a curiosidade de conhecer, deixe o email nos comentários que eu devolvo o endereço do site.
Estou oficialmente de férias coletivas até o dia 08 de janeiro. Sábado seguimos pra Floripa. Depois, no outro, pra Recife. E vamos rezando pros aeroportos voltarem à mínima normalidade. Acabo de ler no UOL que Congonhas tinha 60 vôos atrasados hoje, que meda! Gutão tá de férias desde a sexta passada. Passou a semana entre jogar futebol na quadra improvisada do prédio, brincar com o filho do porteiro, o Natan, um menino de oito anos que virou ídolo do meu filhote, e dar chiliques em casa. Tá difícil essa fase. Por um lado é bonito de ver a conquista da autonomia e a busca pela auto-afirmação, descobrindo os limites, fazendo valer suas vontades e tal. Mas, por outro, pelamordedeus, tem horas que não aguento tanto choramingo e tanto “não quero isso”. Quando sinto que vou perder a paciência, lembro que o apelidamos de “bichinho do não”, digo isso pra ele e tento rir da situação.
Fora que a ladainha das noites mal dormidas continua. Já nem sei mais do que se trata. Acho que, agora, o motivo é o nariz entupido e uma tosse chata que insiste em atrapalhar o sono da “casa”. Ontem foi tão tenebroso que hoje acordei com uma enxaqueca daquelas. Delícia. Não consegui fazer nada do que tinha me programado pra fazer, tipo arrumar as malas, arrumar a casa, dar ordem nas coisas antes de 2007 chegar. Só fiz mesmo a mão e o pé que eu também sou filha de Deus e também preciso espairecer e me embonecar pra aguentar o tranco mais felizinha!!
Tá lá embaixo agora, o meu moleque. Foi dar “tchau pro sol”. Muito querido. Tá com a babá nova, que tem me causado mais problemas do que eu poderia imaginar. O caso é que o namorado também veio da Paraíba e os dois estão cheios de planos de casar, ter filhos e etc (eu já tentei orientar e dizer que fazer planos do gênero agora, recém-chegados a paulicéia, no auge dos 20 anos, é loucura, mas, sabe como é que é…na teoria, a vida é tão fácil…). Fato é que eu não tenho condições de ficar com mais uma pessoa em casa que não pode dormir no trabalho — ou que fica agoniada pra ir embora cada vez que o telefone toca. Mas deixa essa questão pra 2007.
Com serenidade, tudo há de se ajeitar.
Essa época do ano sempre me dá aquele misto de alegria e tristeza. Não sei de onde vem essa melancolia. Deve ser coisa de quem tem os astros todos em água. Sou a própria “torneirinha”: é só ver alguém desejando Feliz Natal e trocando um abraço caloroso que já me dá vontade de chorar. Mas eu choro na boa; chorar me faz bem; eu não sofro, não. É só que os outros acham meio estranho, vêm me consolar. Acho que ficam incomodados com tanta “sensibilidade”, sei lá. Tou escrevendo isso aqui e já tá me dando vontade de chorar de novo. Acho que tou é com saudade de casa, dos meus pais, da minha irmã, com saudade da sobrinha que eu nem conheço ainda (Bruninha, a tia chorona tá chegando!!). Esse ano não foi mole, não. Muita correria, muita coisa boa, muitos desafios, muita realização. Ano que vem, se Deus quiser, vai ser melhor ainda. E um pouco mais calmo pra que eu possa “gerar” muita novidade, se é que me entendem!
Se der, ainda passo por aqui pras devidas atualizações em 2006.
Se não der, fica aqui o meu desejo de um Feliz Natal pra todos vocês que nos acompanham e um super 2007. Muita saúde e muita serenidade, que o resto vem de brinde!