So it is…
Um monte de coisas pra contar, mas cadê tempo? Vamos por partes, pra facilitar.
Saímos de férias no domingo, rumo a Juquehy, litoral norte de SP. O Rô havia visto a previsão na internet e era de dias lindos e ensolarados. Chegando lá, só chuva. Tempo feio mesmo, friozinho até. Como segunda não melhorou, resolvemos checar a previsão (o hotel tinha um bacanérrimo seguro contra chuvas e a gente já estava pensando em solicitar!). Vai daí que o Rô descobre que estava consultando errado. Há duas localidades “São Sebastião” no Brasil e ele estava xeretando o tempo na que fica em Alagoas, não aqui no litoral paulista! ![]()
Sorte nossa que na terça-feira o sol começou a aparecer. Mas aí veio um susto. Um baita susto. O Rô foi surfar à tarde e sofreu um acidente no mar. Foi jogado contra as pedras, ficou todo arranhado, bateu as costas, o peito. Um perigo. Nem preciso dizer do que senti quando o vi chegando ao hotel, mancando, sangrando, ai, ai, ai. Mais uma vez, sorte nossa que ele não bateu a cabeça, não ficou inconsciente, não ficou preso no fundo, sei lá. Gutão ficou bem impressionado com o papai tão machucado e, desde então, diz que ele também se machucou nas pedras. Aliás, ontem disse que “aqui em casa só a mamãe não tá desmantelada”. Ótimo.
Bom, do acidente em diante as férias foram meio frustradas, pois o Rô não pode curtir o planejado, não pode surfar como gostaria, e nós não pudemos curtir a praia na companhia dele como gostaríamos também. O hotel era na beira da areia, literalmente. Eu e Gutão curtimos como deu os dias de sol, e o Rô chegou a nos acompanhar na praia –usando roupa e meias, mui engraçado. Gutão correu que só ele, fez castelinhos, catou conchinhas e viu os caranguejos. Também aproveitou um bocado a piscina de água quente, uma hidromassagem que acabou virando piscina de crianças!! Tá todo empolgado em aprender a nadar e eu dei umas boas lições pro bagualito de como bater as perninhas e os braços. Acho que logo, logo vai ser hora de liberar a natação pra esse menino! Quê mais? Gutão também fez um amigo, o Axel, um lourinho, sueco, que falava inglês e ensaiava as primeiras frases em português. Um figuraça que vinha na nossa mesa toda vez que eu tirava o saco de brinquedos da mochila. Os pequenos brincaram a valer e a língua, definitivamente, não foi uma barreira ao entendimento. Gutão tem se mostrado muito interessado no inglês. Percebe a diferença do som, eu acho. Ouve as músicas e pergunta o que estão dizendo. Quer saber o que dizemos um ao outro quando, por acaso, usamos um termo em inglês e por aí vai. Engraçado mesmo foi ver uma babá explicando para outra criança qual era o nome daquele amigo “estrangeiro”: “Ah, eu acho que é Maciel o nome dele”. hahahahahahaaa
Bom, sobrevivemos às férias! Gutão não teve nova crise de otite, mas está com cirurgia marcada para o dia 09. Consultamos a otorrino e a pediatra e é isso mesmo: é preciso fazer a drenagem dos dois ouvidos e, provavelmente, tirar a adenóide. O resultado dos exames mostraram que, além do muco que não drena naturalmente, filhote tá com uma perda auditiva importante. O gráfico de reação do tímpano deveria ser uma pirâmide, mas está “flat”, uma linha praticamente reta. Ou seja, o tímpano não está reagindo como deveria. E isso ainda não está comprometendo o aprendizado e o desenvolvimento, mas, a médio prazo, pode, sim, virar um problema. Sério mesmo, tou angustiada, mas só de pensar que filhote vai dormir melhor, respirar melhor, comer melhor, fico segura de que estamos fazendo o que é preciso ser feito.
No mais, Gutão fez o primeiro coco de sua vida no pinico essa semana. Por iniciativa própria, aliás. Viva! Tudo bem que foi uma vez só, mas tá valendo. O xixi tá mais regulado. Agora, ele passa horas sem fazer nas calças. Nem sempre avisa que precisa esvaziar a bexiga, é verdade, mas se a gente fica atento e o leva ao banheiro no tempo certo, vai tudo uma beleza. Semana passada, aliás, em visita aos dindos, Gutão fez xixi duas vezes na privada, com auxílio do redutor do Miguel, coisa que, em casa, ele não usa nem que a vaca tussa.