Um dia depois do outro

Escrito por em Blog | 22/10/2006 – 8:33 pm

Estamos melhorando. Sim, no plural. Dessa vez, realmente, não foi só Gutão quem sentiu. Eu ainda estou com os nervos à flor da pele. Se olhar mais feio, eu choro, sabe assim? Ai, ai. Bom, o que importa é que, segundo avaliação da otorrino, filhote superou bem a fase aguda da otite. Agora, o ouvido continua vermelhinho, mas não há mais pus. O que precisamos fazer é aquele exame, a tal audiometria, pra ver se a audiação está mais comprometida ou se está estacionada no ponto do exame anterior, um padrão que estamos seguindo para regular o tratamento. Filhote voltou a dormir melhor. Continua com uma tosse chata e o nariz meio entupido, mas isso, em São Paulo, pode ser considerado “default”!

Duro mesmo está sendo lidar com a “carência” antes de dormir. Eu tenho que cantar musiquinha, dar a mãozinha e deitar junto, no travesseiro, ao lado da cabecinha loura dele, até ele relaxar, fechar os olhos, empinar o bumbum e aceitar Morfeu. Sem falar que Gutão tá em crise com o Rô. Durante o dia, a parceria é uma beleza. Eles dançam e cantam juntos, jogam bola, vão na pracinha, fazem a maior bagunça em casa. Já à noite…bem, à noite, Gutão tem expulsado o pai do quarto, literalmente. Ai do Rô se insiste em sentar na cama, em roubar um beijo e tal e coisa. Gutão vira fera, dá “esporro”, chora. Eu tento não intervir, no sentido de não monopolizar os cuidados e as atenções do menino. Tento também reforçar a presença paterna, dizendo que somos três, somos uma família, que o papai ama tanto o Gutão quanto a mamãe, mas nem sempre dá resultado. Espero que seja uma fase, que passe logo e que não cause muitas angústias nem para o filho nem para o pai!!!

Quê mais? Gutão tá se confirmando um menino muito sociável. Ontem, foi visitar a vovó Maria, uma vovozinha aqui do prédio, que tem o maior chamengo com ele. A filha dela, que também mora no edifício, encontrou Gutão e o Rô no elevador, fez o convite e lá se foi meu “bagualito” explorar a casa dos avós “postiços”. Eu achei o máximo. Primeiro por ele ter tido a vontade de conhecer uma casa diferente. Segundo por ter tido a chance de conviver com a idéia de “avô e avó” (de um lado e de outro, há a distância geográfica que impede esse contato diário), de receber aplauso pras suas gracinhas, de aprender a conviver e respeitar os mais velhos, enfim.
É que ontem passei o dia no curso (estou fazendo uma espécie de mini-MBA) e meus dois amores passaram o dia fazendo coisas legais. Além da visita à casa da vovó Maria, foram na pracinha e no teatro e, depois que me buscaram na escola, fomos encontrar os dindos, a Nina e o Miguel na pizzaria. Vocês precisavam ver que lindos esses dois na mesa, comportados, comendo pizza, brincando com seus carrinhos, conversando — sem nos dar o menor trabalho. A pizzaria é linda, cheia de artesanato. Usa luz de velas e, claro, Gutão e Miguel ficaram encantados. Na hora de vir embora, cantamos parabéns pros 10 anos de casamento dos dindos (Parabéns, Dani!!!) e os dois se fartaram de soprar as velinhas! E Gutão me pergunta: “Mamãe, cadê o pedaço da velinha que tava aqui?”. É que no castiçal dele havia duas velas. À medida que uma queimou, se extingiu, e só ficou uma, grandona, de pé. É muito atento, esse meu filhote. Ficou indignado com os buracos da mesa, uma mesa antiga, de demolição, sabe? E me pergunta “quem foi que fez esse buraco?”. Putz, e como é que a gente dá conta de tanta explicação? :-)

Ah, faltava contar a grande novidade aqui: nasceu a Bruna, minha sobrinha querida, uma meninona pernambucana, com 48 cm e mais de três quilos. Tem cabelo preto, um bocão à la Angelina Jolie (não custa projetar, né?), uma fofa. Recebi poucas fotos até agora, tou super ansiosa pra ver a mocinha direito e pra pegar no colo essa “alegria”. Parabéns, Lu!! Seja bem-vinda, Bruninha! Nós amamos muito vocês e estamos muito, muito felizes em ver nossa família crescer!!!!!

Gutão já sabe que a Bruninha nasceu. Quer ver a priminha a todo custo e nós estamos considerando a hipótese de passar o próximo feriado por lá. Vamos fazer as contas e torcer pra caber no orçamento!!! É um evento único, especial, merece esse “investimento”!!

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