Ontem, quase onze da noite, na hora de colocar filhote pra dormir. Primeiro, cumprimos todo ritualzinho: põe pijama e fralda, pega a Pig, reza pro anjinho da guarda, conversa um tantinho, até que deitamos juntinhos. Ele sempre pede pr’eu deitar um pouquinho ao lado dele. Esses dias tem acontecido de pedir pr’eu deitar em um minuto e, no minuto seguinte, dizer: “Pode ir pra sua cama, mamãe. Dorme bem, mamãe querida”. Foi assim ontem.
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Estou numa correria doida. Ainda me adaptando ao novo cargo, às novas demandas que vieram com a promoção. Acelerando também pra dar conta da agenda de novas iniciativas da revista. Quinta, sexta e sábado da semana passada, por exemplo, fiquei em Campos, em um evento que promovemos com executivos de RH. Foi bacanérrimo, mas, hoje, ainda estou de “ressaca”.
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Aos que acompanharam a história da Rê e do pequeno Vini nesse mês e meio, o meu abraço solidário nesse momento de tanta dor. Quando a Mic me ligou, sábado pela manhã pra contar do acontecido, desmoronei. Chorei a dor dessa mãe como se fosse minha…Gente, como dói só de pensar que pode acontecer na casa da gente, não é mesmo? Mas é preciso ter fé, é preciso acreditar que a vida não é em vão e que algo mais existe para justificar nossa existência. Eu, ao menos, faço força para acreditar. Não faz passar a dor, não diminui a ausência que a Rê e o Junior vão sentir, mas dá significado — e isso ajuda tanto…
A Rê foi uma das primeiras, se não a primeira, amiga virtual que fiz por aqui. Ainda tava grávida do Vini quando começou a frequentar o Barrigão. Sempre tão atenciosa, sempre nos mandou recadinhos lindos, sempre nos acompanhou. Chegou a mandar presentes de aniversário e de Natal pro Gutão algumas vezes. Tão presente e tão querida mesmo à distância. E eu sempre retribui essa amizade não a perdendo de vista, mesmo quando ela deixou de blogar por um tempinho. Lembro da minha alegria quando ela avisou que estava retomando o blog dela…
E é por isso que, agora, diante dessa fatalidade que é a ida do Vini pro céu (sim, ele é um anjo lindo e partiu ontem), eu sofro verdadeiramente, eu penso na Rê, nessa família sem um pedaço, e choro, choro muito…E rezo, rezo muito pra que Deus continue enchendo o coração deles de fé, de força, e de alegria pela mensagem maravilhosa que o ceú manda de volta na hora em que o Vini chega lá: a chegada do Gabriel. É o milagre da vida.
Rezem por eles, pessoal. Rezem para que fiquem em paz.
“Mamãe, foi você que me fez?”. Eu digo que sim.
“E o papai também?”. E eu repito que sim, fomos nós dois, foi o nosso amor.
E Gutão devolve: “O papai colocou minha perna? E você colocou o meu cabelo?”.
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Filhote é um tagarela muito engraçado. Fala coisas que nos desconcertam por motivos diversos. Uma hora é pela inteligência, outra pela sacação, outra ainda pelo bom humor. Gutão é um farrista, eu sempre disse isso aqui. Gosta das boas coisas da vida (movimento, praia, festa, música, dança…). Gosta de dar risada. Tem sorriso farto. Adoooooro!!!!
É crica e tem seus dias de fúria também, o meu pequeno. Detalhista, perfeccionista, daqueles que sabem onde colocou o quê e aí de quem mexer na dita ordem que ele dá. É colérico, fica nervoso mais rápido do que eu gostaria (o aprendizado aqui é pra dupla mãe e filho: é preciso ter paciência!!!!) e sabe provocar um tantinho a mais na hora em que os ânimos começam a se acirrar. Mas sabe também como dizer uma palavrinha pra nos chamar de volta à realidade: ele só tem três aninhos, ele é uma criança linda, ele é um serzinho em processo de aprendizado. Tem horas que vem com um “eu te amo, mamãe” bem depois da bronca. Em outras, olha pra gente, bicudo que só, e manda: “eu não gosto de você”.
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