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Chegou meu aniversário. Mais um ano completo, mais um ciclo de aprendizado, tantas coisas boas na vida. Obrigada, meu Deus.
Chegou meu aniversário. Mais um ano completo, mais um ciclo de aprendizado, tantas coisas boas na vida. Obrigada, meu Deus.
O Rô teve uma noite difícil, com febre, tosse, mal estar geral. Gutão teve tudo isso também, menos febre. E eu tive pequenos momentos de sono sobressaltado. Acordei hoje no pó da rabiola de tão cansada. E irritada, sem paciência alguma. Ah, não sou de ferro…Gutão parece que sabe quando tou chegando no limite porque a birra dele fica potencializada. É um tal de “não quero, não vou, não é assim” pra qualquer coisa. Quando acontecem esses ataques, eu tenho pergutado se o bichinho da chatice o mordeu. Ele, logicamente, responde, puto da vida, dizendo que “não”! Hoje perguntei se ele era o menino do contra. Ficou tão brabo, meu filhote! Acho que nem entende direito o que eu quero dizer, mas como sabe protestar!
A madrugada foi movimentada por aqui. A febre baixou, é verdade, mas a congestão e a tosse ficaram e Gutão, tadinho, não conseguiu dormir uma hora seguida sem se incomodar com esses sintomas tão chatos. Eu, então, melhor nem comentar. Só sei que foi um tal de inalação, remédio, chororô, irritação, massagem pra acalmar, tudo ao mesmo tempo agora. Quando acordou (melhor dizer, quando resolveu sair da cama, porque ele não dormiu praticamente), filhote tava sem febre, ufa. Mas tava com os olhos um tantinho inchados, como se tivesse passado a noite chorando, sabe? Tomou seu leitinho e comeu uma maçã e deitou no Futon do quarto da TV pra ver desenho. Aí, começou a reclamar que não conseguia ficar com os olhos abertos. Tremi na base pensando em conjuntivite, mas não é, não. Tou achando que esse quadro pode ser, na verdade, outra ite: sinusite…Bom, diante da reclamação, eu sugeri que ele ficasse com os olhos fechados e só ouvisse os desenhos e, pra minha supresa, Gutão aceitou — e acabou caindo no sono, tadinho. Dormiu das nove às onze. Sorte é que a babá veio me dar uma força pela manhã e essas duas horinhas foram o exato tempo d’eu tomar um banho e descer pra fazer a mão (pequenos prazeres salvam mães à beira de um ataque de nervos…). E Gutão não foi pro arraial…
Foi mais uma noite insone. Gutão deitou com febrão e permaneceu assim boa parte da madrugada. Eu deitei do ladinho dele e não preguei o olho até dar meia-noite pr’eu dar os remédios. Pra lá das duas da manhã, a febre começou a ceder. Ufa. Não dormi nada, vigiando a temperatura e a respiração dele, nem preciso dizer, né? Tou aqui com o pescoço duro e os braços doloridos, acho que parte é essa tensão de ter filho doente e parte é o fato do moleque se ocupar de praticamente toda queen size na hora de dormir! Como se mexe e como resmunga, pelarmode!
Pois bem, a madrugada foi daquelas ontem. Gutão não dormiu meia hora seguida. Teve febre altíssima (39.8), chegou perto de delirar, eu acho. Ou eu tava com tanto medo dele passar mal que vi coisas…Só sei que teve um momento que olhei pra ele e ele tava lá, de olhos esbugalhados, bochechas em chamas, tentando falar sem conseguir. Ai, que agonia, que agonia…Não preguei o olho, logicamente. Tirei a temperatura dele de hora em hora e fiquei pasma da Novalgina não ter funcionado. Aliás, a febre subiu, e não desceu, depois que ele tomou o remédio no hospital, vai entender. Só sei que a danada só começou a baixar por volta das seis da matina. Antes disso, filhote tomou três copos de água (eu só conseguia pensar que era importante ele não desidratar), chorou muito, resmungou muito, tremeu muito e não dormiu nada. Tirou um breve cochilo das seis às oito. Mas levantou disposto e sem febrão, graças. Eu tentei descansar mais uma meia hora, enquanto ele foi ver desenho com a babá, mas acabei levantando pra ficar pertinho dele.