Baqueando?
Gutão tem dormido melhor, graças a Deus. Continua deitando tarde, perto das dez, mesmo com toda atividade diurna — natação, inclusive. Mas raramente tem acordado durante a madrugada, coisa que era praxe até uns meses atrás.
Gutão tem dormido melhor, graças a Deus. Continua deitando tarde, perto das dez, mesmo com toda atividade diurna — natação, inclusive. Mas raramente tem acordado durante a madrugada, coisa que era praxe até uns meses atrás.
O Rô acordou com conjuntivite hoje. Foi no médico e descobriu que é do tipo bacteriana, não viral, graças a Deus. Tem que tomar cuidado pra não usar a mesma toalha, essas coisas básicas de higiene, mas não há risco de nos contaminar. Ufa.
E a primeira roda de capoeira da escolinha do Gutão foi um sarro. O negócio é que marcaram pras três da tarde e fez um calorão e a roda era no meio do pátio e a criançada (todo mundo de branco como mandava o protocolo!) estava entre excitada e envergonhada e os pais se espremendo e suando pra pegar o melhor lugar e registrar todos os movimentos dos respectivos rebentos.
Meu ariano tem pés de vento. Vive correndo. Desde pequeninho, bebezinho mesmo, gosta de movimento. Lembrança remota é a dele sentado no bebê-conforto à espera da papinha com os pezinhos, sempre, balançando (essa é uma daquelas imagens que a família vai guardar pra sempre, sabe como é que é?). E sempre foi assim no cadeirão do almoço, na cadeirinha do carro: pezinhos “voando”. E Gutão não consegue falar “parado”. Ele se balança pra frente, pra trás, pros lados. Corre, dança, “voa”, mas não é estabanado (basta eu e o Rô nessa casa a derrubar as coisas sem querer!). Tem uma boa noção do espaço que ocupa – tira “finos” impressionantes das coisas na casa e morre de dar risada do “risco”.
Quarta-feira, 21 de novembro, dez da noite.
“Mamãe, eu tou com saudade de eu mesmo”.