A palavra encurta as distâncias

Escrito por em Blog | 31/05/2007 – 8:12 pm

Quem está fora desse mundo de blogs, seja por não ter o próprio seja por não ter caído no gostinho de visitar o alheio, não consegue dimensionar o quanto essas relações virtuais acabam rendendo pra vida da gente. Esse preâmbulo é pra dizer que eu fiquei muito surpresa com tantos comentários me dando força naquele sábado tristinho. Obrigada, meninas. Senti o carinho, o interesse, a amizade, mesmo que à distância.
Hoje, finalzinho de mais uma semana intensa de trabalho, estou melhor. O astral voltou, a culpa está se diluindo (ontem me permiti ficar em casa pela manhã descansando, esperei Gutão voltar da escola, almoçamos juntos e eu fui trabalhar à tarde tão feliz!). Digeri mais um tantinho as mudanças –e as notícias tristes– dos últimos tempos. Semana passada, fiquei sabendo que meu tio mais velho precisava fazer uma cirurgia pra tirar um tumor na garganta. Fez e, graças a Deus, já vai pra casa hoje, mas perdeu as cordas vocais e está respirando por trasqueotomia. É triste, deve ser muito sofrido pra ele, pros meus primos, pro meu pai. Mas está vivo e disposto a ficar bem, e isso conta muito.
No mais, Gutão continua acordando na madrugada. E agora deu de aparecer no nosso quarto, pedindo pra dormir com a gente. Quando ouço aquela vozinha meiga, olho no relógio e vejo que já está pra amanhecer, eu deixo, vai. Filhote deve sentir muito a nossa falta durante o dia e acaba revelando isso à noite, no sono “agitado”. Não sei bem como lidar com isso, porque me rouba uma carga de energia considerável (eu sou um ser que também não dorme muito bem e que precisa de oito horas de sono pra funcionar bem, fazer o que!), só sei que temos que dar um jeito de dormir melhor. Ontem conversei bastante com o Rô e estamos pensando em consultar um médico antroposófico. Não que eu vá deixar de consultar a dra.Ketty, que tá conosco desde que Gutão nasceu e em quem eu confio demais. Mas eu gosto da filosofia antroposófica, do jeito de ver o “paciente” como um ser de corpo e alma — em construção. Gosto do conceito do desenvolvimento por ciclos, os chamados setênios. Enfim, acho que pode funcionar como um “fator equilibrador” pra família, sabe? Tratar as relações, tratar Gutão de uma maneira integral, não só o que ele traz por fora (que é muita alegria, muito movimento), mas o que ele leva por dentro…Se alguém tiver uma boa dica de pediatra antroposófico, agradeço.

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