Apr 26, 2007
Juliana De Mari

Carinho

Ontem, quase onze da noite, na hora de colocar filhote pra dormir. Primeiro, cumprimos todo ritualzinho: põe pijama e fralda, pega a Pig, reza pro anjinho da guarda, conversa um tantinho, até que deitamos juntinhos. Ele sempre pede pr’eu deitar um pouquinho ao lado dele. Esses dias tem acontecido de pedir pr’eu deitar em um minuto e, no minuto seguinte, dizer: “Pode ir pra sua cama, mamãe. Dorme bem, mamãe querida”. Foi assim ontem.

Mas…cinco minutos depois, Gutão saltou da cama e começou a andar pela casa me chamando. Eu fui ver o que era, ele subiu no meu colo e disse: “Eu preciso dormir na sua cama hoje, mamãe”. Voltamos pra cama dele, eu engatei a explicar que ele tem a caminha dele e nós temos a nossa, que a cama dele é gostosa, que nós três na mesma cama fica desconfortável e blablablá. Até que filhote vira pra mim e diz: “Quero dormir na sua cama, mamãe, porque você precisa da minha companhia hoje”. Ai, achei tão lindo!!! Eu tava mesmo precisando de carinho, de sentir meu filhotinho ao meu lado, sabe? Mas não achei que era o caso de “revelar” essa carência — muito menos na hora de dormir. Aí, vem essa “proposta” irrecusável. Ouvir dele, saber que ele, na verdade, estava falando era da saudade dele, é gostoso, viu?

Bom, tivemos que negociar com o Rô essa noite a três, coisa que tendemos a evitar pra não gerar o hábito. O Rô tentou argumentar, dizendo assim: “Gutão, que tal se você adormecer na cama do papai e da mamãe e depois voltar pra sua caminha no meu colo?”. E Gutão revidou: “Não, papai. Eu quero fazer companhia pra mamãe a noite inteira”. hahahahahaaa
Filhote entendeu que era uma exceção e que ele tinha que dormir na caminha dele hoje. Eu não encano muito com essas exceções, não. Porque Gutão é um menino legal, obediente, compreensivo, que testa nossos limites, mas respeita nossa “fala”, sabe? Só posso dizer que, apesar de espremida num cantinho, eu dormi feliz.

Meu filho, eu te amo. Muito. Tanto. Do tamanho do muuuuuuuuuuuuuundo.

Comente