Correndo, vivendo, rezando

Escrito por Ju em Blog | April 24, 2007 – 5:24 pm

Estou numa correria doida. Ainda me adaptando ao novo cargo, às novas demandas que vieram com a promoção. Acelerando também pra dar conta da agenda de novas iniciativas da revista. Quinta, sexta e sábado da semana passada, por exemplo, fiquei em Campos, em um evento que promovemos com executivos de RH. Foi bacanérrimo, mas, hoje, ainda estou de “ressaca”.

Gutão foi uma preocupação a menos, graças a Deus. Filhote ficou com meus sogros queridos, que gentilmente vieram de Porto Alegre pra cuidar do netinho no sabadão. Estamos sem babá dormindo em casa…A faxineira quebra o galho quando é realmente urgente, mas não dá pra pedir pra ficar no final de semana, né? Gutão se comportou muito bem, tanto com a Isaura na noite de sexta (quando o Rô viajou pra me encontrar) quanto no sábado com os avós. Eles ficaram orgulhosos do netinho. Tudo bem que usaram da tática do “não contrariar” (hahaahaaa), mas nos disseram que a convivência foi mais do que harmoniosa. Eu fico bem feliz de saber que Gutão sabe se virar sem a gente, sério. Sofro um bocadinho pra largar meu “pintinho”, mas fico realmente orgulhosa de vê-lo tão bem com os avós, com as pessoas que cuidam dele, com os amiguinhos. Gutão é um serzinho sociável desde o berço. É alegre, encantador, conversador, mui esperto. Gosta de movimento, é curioso, curte a presença alheia. Acho isso realmente muito importante. De minha parte, procuro mesmo passar pra ele a importância de curtir e respeitar os outros. Filhote fala obrigado, por favor, dá licença, dá beijo e abraço nas pessoas com quem tem intimidade, troca palavras com os vizinhos que encontra no elevador, enfim, socializa.

Acho que a escola super ajuda nesse processo, até porque eles seguem mesmo a linha pedagógica da “socialização” do psicólogo Carl Rogers. Falando nisso, Gutão foi ontem almoçar na casa de uma amiguinha de escola, a Gabi, irmã da Isabela, que também estuda na escola e de quem Gutão é fã. A mãe das meninas convidou, deu carona depois da escola e nós aceitamos. Filhote foi com a babá, comeu um pratão (até cenoura e beterraba aceitou, hahaaha), brincou até às quatro da tarde e voltou pra casa tão exausto que capotou às sete e meia da noite, inacreditável!!!!

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Eu acho fantástico ver meu filho crescendo. Tá grande de verdade, meu moleque. E, se eu já agradecia a Deus todos os dias por essa alegria, agora, depois da “passagem” do Vini e de imaginar a dor da ausência que a Rê sente todos os dias, eu agradeço ainda mais, eu me esforço ainda mais pra ser a melhor mãe que eu puder ser…Talvez a Rê nem dimensione o quanto é importante pra gente, não é mesmo? Mas eu tenho certeza que ela tocou a todas as mães –e pais também– que acompanham a história dela. Não há como não se colocar no lugar dela, não há como não chorar a dor dela, não há como não pensar o que a gente faria se a vida nos pegasse uma dessas…E não há como não tentar fazer as coisas de um jeito diferente, minimamente que seja.

Eu, particularmente, estou vivendo um “ano” de busca espiritual intensa. Tenho rezado muito, tenho refletido muito sobre o impacto da minha presença na Terra e sobre como –e se– posso tornar a vida de outras pessoas um tantinho mais bacana. É uma missão com a qual me comprometo, inclusive, no comando da revista com minha equipe e com os nossos leitores (tem coisa mais delicada do que nossa relação com o trabalho?). Mas estou sentindo falta de fazer mais um pouco…Não sei ainda o que, nem como, muito menos quando, mas certamente vou ampliar essa minha “troca” com o mundo de um jeito ou de outro. Estou com muita vontade de ajudar uma creche perto de casa. Não do jeito tradicional, doando coisas ou dinheiro. Isso já fazemos de tempos em tempos. Pensei em criar um jornalzinho pras mães carentes, com orientações sobre como cuidar dos bebês, planejamento familiar e por aí vai. Está germinando na cabeça. Se alguém quiser ajudar, me mande um email (julidemari@yahoo.com.br). Quando a idéia tomar forma, eu mando pra vocês a primeira edição. Quem sabe vocês também distribuem o jornalzinho perto de casa?

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