Jul 22, 2007
Juliana De Mari

Férias corridas

Gutão tá de férias. Passou duas semanas indo pro “curso de férias” da escola durante as manhãs. Agora, nas duas últimas semanas do mês, achamos por bem deixá-lo em casa. Foi legal que minha mãe ficou aqui alguns dias (três semanas com volta pra Recife na terça via Cumbica, graças a Deus!) e pode curtir um bocado o meninão. Aliás, Gutão deu uma canseira boa na vovó Ju! Tinha dias que eu chegava em casa à noite e estavam os dois “treinando” futebol na sala. :)

Quinta passada, Gutão recebeu uma amiguinha de sua turma em casa, a Ana Beatriz. Foi ele que escolheu convidá-la. Nós tentamos ligar pra outra amiga, a Kailani, a predileta, mas ela tava viajando. Aí, Gutão pediu a “Aninha”, que veio com a mãe e passou a tarde encantada com os brinquedos do filhote. Sim, porque aqui tem carro e ferramenta pra tudo quanto é lado, né? E ela, a menininha, é dada a fantasias de princesa e bonecas, nunca tinha visto tanto carrinho de uma vez só! Mas uma coisa meu menino e aquela menina têm em comum: o gosto pelas histórias. Diz minha mãe que ela ficou impressionada com o tanto de livrinhos que Gutão tem. E que, juntos, eles olharam vários, que legal. Acho tão bacana essa coisa de receber os amigos do meu filho. Sei que ele é criança ainda, mas acho que é de pequeno que a gente fomenta essa “abertura”. É de pequeno que a gente mostra que a nossa casa é território de encontro e que as portas vão estar sempre abertas pros nossos amigos.

Fico é um pouco triste de não estar de férias junto com Gutão (vou tirar duas semanas em outubro pra ir com ele pra Recife: batizado e um aninho da Bruninha!). Queria curtir mais meu filhote…Ele tá crescendo tão rápido e, às vezes, me bate a sensação de que não estou vivendo tudo o que poderia com ele, sabe? Culpa moderna ou culpa clássica? Acho que toda mãe tem dessas, não tem jeito. Tudo bem, tudo bem. O Rô pediu um final de semana na praia de presente de aniversário e, em 15 dias, se o tempo ajudar, estaremos curtindo juntos o barulho do mar e aquela calma que só a beira da praia nos traz.

Essa semana também vou levar Gutão no trabalho pra passar uma manhã comigo. Ele gosta tanto de ver “os jornalistas”. Sexta passada, filhote foi no trabalho do Rô. Passou parte da manhã e da tarde por lá. Eles fizeram uma espécie de “team building” só com os filhos do pessoal da equipe, super idéia. Nem preciso dizer que Gutão saiu de casa excitadíssimo e amou estar lá, no trabalho do pai, cheio de amiguinhos, cheio de novidades, né? Filhote tem seus ataques de mau humor (quando diz que não quer ver ninguém, não quer falar com ninguém), mas é coisa de cinco minutos. Na maior parte do tempo, Gutão é um serzinho falante e sociável. E isso facilita um bocado a nossa vida de pais, viu? Porque “carregamos” filhote pra tudo quanto é lugar, e desde que ele era nenezinho, junto com a gente. Não tem essa de território proibido. Gutão sabe se comportar, curte nossos passeios, respeita nossos “combinados” e só começa mesmo a dar trabalho quando tá com sono — ou quando alguma criança vem mexer nas coisas dele sem permissão — ou seja, birras absolutamente normais para uma criança da idade dele! Eu vejo algumas amigas que não levam os filhos a restaurantes com medo da bagunça, não levam na casa dos amigos com medo da bagunça…Sei não, acho que aí quem tem mais problema que a criança são os pais. Dá trabalho educar, dar limite, ensinar, ensinar, ensinar…

Tenho pela frente mais uma semana bem corrida, de reuniões e decisões importantes. Mas tem Gutão em perspectiva. E tem essa alegria, essa risada que enche a casa quando vê o Dito, do DVD do Cocoricó (o novo, ótimo!), dizendo que o Feito tem cabeça de abóbora! hahahaaaa É essa imagem que levo comigo todos os dias: o sorrisão grandão do meu Gutão.

PS: Minha indignação em relação ao desastre de Congonhas continua. Cada vez que penso que era uma tragédia evitável, ai, me dá uma raiva desses políticos…Tá, todo mundo tem sua hora, mas aquela não parecia ser a hora daquelas 200 pessoas…Se houvesse recuo na pista, se houvesse o tal do grooving pra escoar água da chuva, se houvesse estrutura, o desastre, provavelmente, não teria acontecido…Bom, recomendo o site do IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor. Tem lá um abaixo-assinado, um boicote oficial ao aeroporto mais perigoso do Brasil. Eu e minha família não voamos mais pela TAM nem usamos mais Congonhas. É a nossa parte, é pequena, mas se todo mundo tomar uma atitude assim, o efeito dominó acontece.

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