O dia deles
Gutão e o Rô comemoraram o dia dos pais ontem, sabadão de sol em Sampa. Junto com a turminha da escola, fizeram um passeio ciclístico no parque Villa-Lobos. Filhote levou sua bicicleta amarela (a “moto”, na versão dele) e o Rô alugou uma bike por lá. Seguiram com a criançada e seus respectivos pais por toda a volta do parque. E Gutão pedalando sem parar. Diz o Rô que o menino “puxou” a corrida, sempre à frente, sempre acelerado. Enquanto eles se divertiam a dois, eu aproveitei pra procurar um presente pro Rô. Foi uma lembrancinha –utilíssima!– este ano: uma caneca pra tomar café. Acompanhada de um cartãozinho “escrito” pelo Gutão (que escreveu, na língua dele: “a corrida foi demais, papai”). Também aproveitei pra passar na liquidação da Santa Paciência (rua Girassol, Vila Madalena) e renovar as camisetas do Gutão. Saí de lá com várias, lindas, descoladas, tamanho 4 e por 60% do preço original! Minha manhã terminou no salão: pé e mão pra me sentir cuidando minimamente desse corpinho.
Os “meninos” da casa chegaram exautos. O Rô descansou 20 minutinhos depois do almoço e filhote foi se aninhar do lado dele pra soneca da casa. Antes disso, eu avisei que o papai e a mamãe iam sair à tarde e que a Bá ia ficar com ele. Que a gente tava precisando desse tempinho a dois pra namorar um pouquinho. Gutão ficou todo espantado: “namorar? eu não quero que vocês namorem”. Essa é boa! Eu expliquei que o papai e a mamãe se amam e gostam de conversar, passear, e que isso é namorar. Filhote pediu pra eu não ir, mas, de tão cansado do passeio de bike, não conseguiu insistir. Tava roncando lá na nossa cama, quando eu e o Rô saímos pro cinema. Pra combinar com o clima “dia dos pais”, assistimos ao argentino “As Leis de Família”. Um belo filme, que fala da relação pais e filhos e do quanto a comunicação pode acontecer “sem palavras”. Depois do cinema, uma voltinha nas Pernambucanas pra renovar o enxoval da babá que vai dormir em casa. Sim, consegui!!! A moça começa dia 20, graças a Deus. Eu e o Rô estamos parecendo criança: fazendo mil e um planos pra quando a dita chegar. Ah, isso eu aprendi e faço questão de repassar adiante: quem pode, deve, sim, ter babá dormindo em casa desde a primeira noite do filho em casa.
Hoje, domingão geladinho, filhote e o Rô começaram o dia jogando bola na quadrinha verde, o mini-mini-campo de futebol aqui do prédio. Eu fiquei na cama até um pouco mais tarde, dor de cabeça lancinante, que só quem tem enxaqueca consegue avaliar…Fomos almoçar num restaurante italiano, escolhido pelo Rô. Tava lotado, obviamente, mas a hostess, muito atenciosa, nos pegou na saída e ofereceu uma mesa na área de espera (se sensibilizou com a cara de fome e sono do Gutão, eu acho!). Foi ótimo porque o sol surgiu e nós ficamos ali, a três, saboreando nosso dia juntos. Gutão devorou o pão italiano e não quis comer nenhuma garfada de sua massa à bolonhesa. Eu pedi uma massa com linguiça, mas acabei comendo o prato do Rô (hahahaaa): massa feita de cacau com molho branco e presunto cru, uma delícia. A boa veio na hora da sobremesa. Eu pedi um tiramissú e o Rô um tipo de sorvete italiano de chocolate. Gutão cresceu os olhos, claaaaro. E o Rô deu uma ralhada básica, perguntando se ele só tinha fome pra comer doce. Ao que ele respondeu: “Eu não tava com fome, mas tou com vontade de comer doce”. Figuraça, esse menino!
À tarde, dormimos juntos. O Rô acordou primeiro pra ver o jogo do Grêmio. Filhote levantou em seguida. E eu saí por último pra me deparar com uma cena ótima. Gutão, esparramado no Futon, um pote de pipoca do lado, vendo um filme de “criança maiorzinha”, nas palavras dele. Aquele filme dos espiões mirins, filhos do Antonio Banderas, sabe?
Filhote segue fazendo e dizendo cada uma que nos deixa surpresos e nos rouba muito sorrisos. Deu de usar “Que nada, mamãe” quando quer dizer que estou errada em alguma coisa. Também diz assim, pra mostrar alguma coisa; “Olha lá, onde tá, na direção do meu dedo”. E agora há pouco, na hora do banho, filhote enrolando pra sair do chuveiro, eu, pedindo pela milionésima vez pra ele sair pra se enxugar, ele manda, todo bicudo: “Eu odeio quando você fala essas coisas” (hahahaaaaaaaaa!).
E semana passada, depois da visita da Nina e do Miguel, eu comento que a Nina tava tentando botar a sandália dele no pé, mas não conseguiu porque o pé dela é metade do dele. E ele: “Então, meu pé é inteiro?”. Adoooorei! E, dia desses, o Rô até anotou, o pai pergunta: “Tá chateado com o que, Gutão?”. E Gutão responde: “Tô chateado com meu cérebro”. O que será que isso quer dizer?
Só sei que esse filhote é muito amado e que o pai desse filhote é mais amado ainda. Rô, feliz dia dos pais! Tu é o melhor pai que o Gutão poderia ter no mundo e eu vou ficar muito feliz se o(a) nosso(a) próximo(a) vier com tua marca registrada outra vez: esse sorriso escancarado, essa alegria de viver. Te amo, mi amor!









