Fomos e voltamos de Floripa em paz. Aeroportos um tantinho confusos, especialmente na volta do feriado (e a constatação de que vai ser uma empreitada difícil viajar com o Vico no final do ano, aos quatro meses de sua vidinha fora do barrigão…). Pegamos dias de sol e céu azul, o chamado “veranico”. Deu praia, e Gutão curtiu um monte. Eu não pisei na areia. Primeiro porque tou muito branca e a gravidez dá muitas manchas. Então, preferi poupar minha pele. Segundo porque, enquanto Gutão se divertia com o pai, eu aproveitava pra colocar o sono em dia. Tá difícil demais dormir durante a madrugada. Levanto umas cinco vezes pra fazer xixi, o sono é entrecortado, tá difícil arranjar posição…enfim. A melhor hora do sono é quando a manhã vem chegando, que aí parece que a bexiga dá trégua. Ou seja, quando posso, estico até umas nove, dez horas pra repor as horas que não consigo descansar durante a madrugada.
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Sábado fomos visitar a Martinha, viúva do meu amigo. Levamos presente pra Julia, a bocuda que tá na barriga dela, e levamos a alegria do Gutão pra animar um tantinho a casa em que falta um…Gutão, pra variar, animou mesmo o lugar. Queria porque queria brincar com os cachorros, dois boxers, que, na hora em que chegamos, estavam se preparando pra dormir. Tinham passado a tarde brincando com o sobrinho da Martinha, estavam visivelmente exaustos, coitados! Gutão não se fez de rogado: catou um apito na sala e ficou enchendo a paciência dos bichos. Que gostaram de ganhar carinho nos primeiros dez minutos, mas, depois, estavam lá com aquela cara de “me salva”, hahahaa.
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Eita que hoje eu tou me arrastando. Não dormi bem (novidade) e resolvi acordar mais cedo pra levar Gutão na escola e fazer a mão. Deu certo a minha corrida matinal e conseguimos chegar com “apenas” 45 minutos de atraso. Filhote foi todo feliz, tagarelando um monte no carro.
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Sábado foi a festinha do dia das Mães na escola. Tão lindo. Cheguei em cima da hora da apresentação e, como o espaço é pequeno, só tinha cadeira vazia mais pra trás. Não consegui ficar na primeira fila, pra fazer aquelas fotos babonas que eu gosto tanto. Mas tudo bem. Fiquei de pé, filhote me viu, sorriu, ficou feliz, isso que importa. E Gutão é tão dedicado nessas apresentações. Faz a coreografia e canta direitinho. Me emociona tanto.
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E eu gripei. E Gutão, acho, gripou também. Fiquei maus no final de semana e baqueei mesmo na segunda. Só vim trabalhar à tarde esses dias. Até porque, culpa do nariz entupido e da tosse e de Gutão chamando a madrugada inteira, não tenho mesmo dormido nada quando era pra dormir. Nem é culpa do Vico, tadinho. Esse me dá chutinhos como quem diz “não desanima, não, mamãe, que eu tou chegando”. O jeito tem sido dormir aquela horinha a mais pela manhã e encarar o trabalho a partir das 14h. (Pois é, eu saio na madrugada na última semana do mês, mas há essa flexibilidade possível quando não estamos em fechamento).
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Gutão anda testando TODOS os nossos limites. Não é de fazer bagunça, destruir a casa, bater, xingar, nada disso. É de firmar o “não”, de ser “o do contra”, de não colaborar, de brincar com a nossa paciência deliberadamente, sabendo que o castigo tá ali, no quarto ao lado, sabe assim?
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