Sábado foi triste. Gutão muito mal da sinusite. Passou o dia no sofá, prostradinho, vendo TV quase a força. Além do nariz super entupido e da tosse encatarrada, se queixava de dor nos olhos, que estavam muito vermelhos. Pra completar, brincando de rolar, caiu do sofá, com a cara no chão. Fez um barulho horrível. Achei que tinha batido as costas. Sai correndo do quarto do Vico, com ele pendurado no peito, apavorada. Minha sogra já tinha acudido Gutão, que perdeu o fôlego e quase não conseguia chorar. Um gigante galo roxo surgiu imediatamente na testa dele. Dá-lhe arnica e muito carinho pra acalmar meu bichinho. À noite, veio a pior parte: Gutão não conseguia respirar direito. Não chegou a perder o ar, mas, quando deitava, de tanto catarro, não conseguia dormir porque ficava “pingando” na garganta dele. E foi aquele estresse: acorda o menino pra dar o remédio que tem gosto de “eca”. Ele chora, berra, mas abre a boca. E deita de novo. E, a cada vinte minutos mais ou menos, chora de novo, sentado na cama – porque tem dor no rostinho, tadinho. E eu pego o inalador e vamos pra sala fazer inalação. E o “ventinho” incomoda os olhos dele. E ele fica nervoso, e chora. E eu tenho que dar mamá pro Vico e já não sei quem acudir primeiro. Quero, eu, chorar. E o Rô fica com Gutão, agora, sim, tendo dimensão do quanto filhote tá doentinho. E resolve que vai de novo no hospital quando o domingo chegar.
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1) Gutão continua com uma tosse horrível. Dormi no quarto dele de ontem pra hoje. Dormi, não, fechei os olhos só. O Rô viajou e achei melhor ficar por perto do meu filhote durante a noite pra avaliar o estrago que a sinusite tá causando e se o remédio tem feito algum efeito. Gutão roncou, tossiu, falou, se mexeu, em uma sequência inacreditável. Parecia que tinha formiga na cama, tadinho. O bom é que dizia “Mãe?” e eu tava ali, do ladinho, era só esticar a mão pra fazer um carinhozinho nele.
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Estamos assim: Gutão com diagnóstico de sinusite e Viquinho SEM cólicas há dois dias. O Rô levou filhote no plantão do São Camilo ontem à noite, uma alternativa perto de casa pra fugir do trânsito até o Sabará. A médica fez raio-X e viu que o bichinho tá cheio de catarro nos seios da face. Tadinho. Eu e o Rô, que já tivemos até que operar sinusite, sabemos o quanto dói. A droga é que estamos às voltas com antibiótico outra vez. Vão ser dez dias e depois vou bater à porta de um homeopata, indicação da mãe de uma amiguinha da escola dele. Aliás, vou levar a família inteira na consulta. Quem sabe a gente encontra um caminho pra tratar de todos ao mesmo tempo?
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Pois é, se o domingo foi uma tranquilidade, a segunda foi um tormento. Viquinho passou o dia incomodado. Muitos gases, muitos puns. Barulho de gente grande, impressionante. Fez dois cocos super-megas, duas vezes a menos do que costuma borrar as fraldas em 24 horas. Tenho a impressão que ficou agoniado por isso também. Coco e arroto presos = muitos gases. Mamou intranquilo o dia todo. Fiz massagem, fiz carinho, fiz “bicicleta” em cima do trocador pra ver se os ventinhos o deixavam em paz. Não adiantou.
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3h50 — Vico chora. Acordo o Rô que, antes que eu apareça no quartinho dele, vai na frente, trocar a fralda do menino. Chego lá completamente zumbi, peitos super cheios. Doendo até. São mais de cinco horas desde a última mamada. Cinco horas, eu disse, que delícia! Será que filhote vai inaugurar as noites longas a partir de agora? Torço que sim. Voltemos aos peitos. O Rô me entrega o nenê com fralda limpa. Vico mama pouco mais de dez minutos em cada peito. Tanto leite que ele termina de boca aberta, fiozinho branco escorrendo nos cantinhos, super saciado. Fico com ele no colo mais um bom tempo, já que o arroto não vem e eu não gosto mesmo de colocá-lo no bercinho sem ter certeza de que o leite “desceu”.
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