Gente que chega
Tem gente nova chegando: 2008 trouxe renovação na casa de muitas amigas de blog. Por esses dias, chegou a Alice, da Ana Calabresi, a irmãzinha da Laura. Chegou também o Matheus, da Andrea, mãe da fofíssima Celina. Parabéns, meninas!!!! Em breve, chegará a Larissa, a florzinha que a primavera traz pra querida Rê, do Vini e do Biel. E chegarão a Nina, da Fabi, mãe da Mel, e o “Guigão”, da Marcia, minha conterrânea, amiga recente nesse cantinho. Esqueci de alguém? Aliás, tem mais “buchuda” escondida por aí? Se passa aqui e fica quietinha, conta, vai! Compartilha dessa alegria! Me deixa saber quem vem lá, povoar o mundo com esperança. Fico feliz assim, à distância, sem ver, sem conhecer, só de saber que tem criança nova, alma do bem, estreando.
Atualizando
Fui no hospital ontem à noite. No São Camilo, mais próximo de casa. Me mandaram pro atendimento no sexto andar, da ginecologia e obstetrícia, onde são atendidos os casos de mães que estão amamentando até o quarto mês do bebê. A médica que me atendeu, uma baiana (eita sotaquinho gostoso!) muito simpática, me perguntou o que eu tava sentindo e eu não tive dúvida: “Problema de junta, sabe? Junta tudo e joga no lixo”. Ah, tem que rir, né? Ainda mais que minha principal reclamação era insólita. Eu com aquela cara inchada de tanto chorar…de frio!!!! Sim, de frio. A febre me deu uns calafrios que nunca tinha sentido igual antes. Horrível. Minhas mãos ficaram roxas, os dedos gelados. Não tinha roupa que desse conta. Ela me examinou e constatou o que eu já imaginava: pus na garganta, com reflexo pros ouvidos. Processo infeccioso que também aumenta a dor de cabeça da sinusite. Ou seja, entrei no antibiótico e no antiflamatório, não teve jeito. Como foi uma gineco que me orientou, fiquei mais tranquila em relação à amamentação. Deus me livre prejudicar meu neném, que já tá todo entupidinho, tadinho. Parece um porquinho gordinho. E não reclama, só geme, tosse, dá uma resmungadinha. É um santinho, esse meu filho. Bem diferente dessa que vos escreve, que, dessa vez, surtou com a dor e se pôs a chorar loucamente assim que o corpo começou a chacoalhar de frio. E olha que eu sou resistente pra dor, mas, sei lá, junte aí cansaço, poucas horas de sono e preocupação com a saúde de dois filhos e dá nisso. O que interessa é que os remédios já fizeram efeito e hoje eu acordei bem mais disposta. Até saí de casa um pouquinho pra comprar guloseimas pra Gutão levar no saquinho do Dia das Bruxas que vai rolar amanhã na escola. Essa semana inteirinha tem coisa diferente por lá em homenagem às crianças. Já teve dia de baile à fantasia, dia do esporte, dia do brinquedo. Amanhã tem das Bruxas e, na sexta, dia de praia. Galerinha vai levar toalha e todo aparato pra simular um dia à beira mar. Criança que vive em Sampa é assim mesmo. ”Simula” a vida na areia, que coisa…Pior: simula a vida na areia completamente agasalhada! Entrou nova frente fria e a temperatura caiu mais um pouquinho. Voltando a falar de mim, o bom é que, mesmo o tempo tendo piorado, eu não senti o frio absurdo dos últimos dias. Amém.
Maré baixa
E a coisa, em vez de melhorar, piorou. Agora, tou eu bem baqueada, com conjuntivite no olho esquerdo e um resfriado chato, ou gripe, ou virose, ou algo do gênero. Passei o dia com o corpo todo dolorido, garganta arranhando, e uma sensação de febre “interna” que me deu altos calafrios. Praticamente não fiquei com os meninos hoje. Só na hora do mamá do Vico mesmo. Que, por sua vez, também resfriou. Tá com um ronquinho horroroso, tadinho. Essa madrugada, quase três da manhã, estreou na inalação (meu Deus, que cidade é essa que leva um bebezinho de menos de dois meses a fazer inalação pra conseguir dormir direito? Amor e ódio eternos a Sampa e a esse clima bizarro). Tomei a iniciativa do “ventinho” porque me pareceu a única coisa possível de se fazer por um bebê nessas condições, além de ter colocado meu filhotinho pra dormir no carrinho — mais inclinado que o berço, o que ajuda na respiração. Por recomendação da pediatra, pra quem liguei logo o dia clareou, vamos com inalação de soro fisiológico quatro vezes ao dia e gotinhas de Tylenol, caso ele se mostre quentinho ou inquieto na hora de dormir. Ainda bem que quinta-feira tem consulta pros dois, Vico e Gutão, esse, sim, o único que melhorou um pouco aqui em casa. Até a vovó Lilica, que retornou a Porto Alegre no sábado à tarde, deixou Sampa com uma gripe bem chata — e que nos rendeu algumas boas risadas. Pra minimizar o risco de contaminação, ela comprou máscaras, iguais aquelas usadas em hospital, e estávamos as duas no melhor estilo “plantão médico”. No meu caso, um agravante: nos dias de conjuntivite mais punk, eu dei mamá usado máscara, Rayban e luvas. Coitado do meu Vicola que olhava aquilo e franzia a testa! Falando nele, tá cada vez mais gostoso. Mas isso eu prometo contar assim que meu olho parar de incomodar tanto. Volto já.
Chuva e lágrimas nos olhos
O dia ontem começou tão bonito. Deu até pra Gutão, que retomou as aulas, voltar da escola a pé, na companhia da vovó Lilica, do jeitinho que ele mais gosta. Ele explicou pra vó, há alguns dias, que não gostava de voltar de táxi, não. Preferia vir andando. O motivo? “Eu gosto de sentir o chão, vovó”. Coisa mais linda, né?









