E 2008 chegou ao fim.
Passou depressa, apesar dos momentos que pareciam não passar nunca. Doze meses de intensidade e de contrastes. Um ciclo de lágrimas, ora de felicidade, ora de uma doída tristeza. Comecei o ano comemorando vida nova no meu ventre. Encarei a morte antes de dar à luz. Perdi meu melhor amigo. Ganhei um filho e uma família, certamente, mais completa. Trabalhei oito meses que valeram pelo dobro. Ganhei fôlego e fé pra seguir acreditando na vida. Fiz 35, e fiquei mais velha. Não é só no corpo, a mudança. Talvez, passe até despercebida pra quem não tem o costume de enxergar a alma alheia. Por que quem vem mudando é meu espírito. Vejo mais rugas e, sim, me assusto. Percebo as marcas que o tempo deixa como meu aprendizado. Aprendi a dar valor ao que realmente importa. Tempo pra quem a gente ama. Sempre ele, senhor de tudo. E eu agradeço TUDO o que me acontece: obrigada meu Santo Expedito, obrigada meu bom Deus. Que meu Deus é amor. E cada um sabe a força daquilo em que acredita.
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Papai Noel já veio e já foi embora. Trouxe muitos presentes e minha família toda junto. Pela primeira vez, nós quatro mais eles seis - dois vovôs, duas vovós, dois titios. E mais a Buruca, a priminha, espertinha que só ela, pra colorir nossa noite. Vovó Lilica se paramentou, como todo ano, e fez questão de chegar lá da portaria do prédio, onde Gutão esperava o Papai Noel com seu melhor sorriso e uma camiseta de roqueiro que ganhou da Alê, minha amiga que mora na Noruega. Vovó, digo, Mamãe, ops, Papai Noel carregava um sacão de presentes e uma barriga improvisada com almofadas. Coitada, no calorão que fez, pingava de suor.
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Se eu pudesse pedir alguma coisa ao Papai Noel neste Natal seria: um balde de paciência. Sim, não vai resolver se for em gota. Tem que ser balde mesmo, muita paciência. Gutão continua muito amoroso com o irmãozinho. Tanto que me comove. Dá mil beijinhos, quer o Vico por perto sempre, cuida pra ver se o pequeno precisa de alguma coisa, um amor. Por outro lado, anda insuportavelmente chato pras coisas “corriqueiras” da vida dele de férias em casa. Leia-se: comer, tomar banho, escovar os dentes e etc. Agora mesmo acaba de dar um pequeno show porque queria interromper a inalação na metade (tá com muita tosse e nariz entupido, e inalação é a melhor prevenção). Diz que “dói os olhos”. Faça-me o favor, né? Fumacinha de água dói??? Não, claro, não.
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Tá chegando a hora: minha “galera” aterrissa amanhã à tarde. Diz a Lu que vai ser preciso dois carros pra transportar as bagagens, quero só ver! Acho bom Papai Noel usar um saco gigante pra carregar tanto presente (te prepara, vovó Lilica!!). Na quarta chegam os pais e o irmão do Rô. E na noite de Natal seremos TODOS. Que alegria!
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Viquinho provou outro líquido além do leitinho hoje. Suquinho de laranja lima, bem docinho. Foi perto da hora do almoço, antes da terceira mamada do dia. Meu careco encarou o copinho, mas, como era de se esperar, não soube muito bem o que fazer com a língua e encharcou o babador (nesse fase, o reflexo deles é apenas de sucção — é preciso “treinar” a língua pra engolir de outra forma). Não posso dizer que ele gostou do suco, não. A primeira vez foi, se é que estou apta a traduzir o que ele sentiu, “estranha”. Filhotinho fez um bocado de careta na hora de engolir o suquinho. E como não conseguiu manejar direito o copinho encostado nos lábios, resolvi passar pra pipeta dosadora de remédio, igual tenho feito com o leitinho “sobremesa”. Fiz um kit copinho + pipeta pra leite e outro pra suco. Não pretendo me render à mamadeira por enquanto (nada contra, gente, mas é que acho a vida mais fácil sem elas). Vicolito deve ter tomado uns 30 de 60 ml que preparei. Bem pouquinho, mas já valeu. A estréia aconteceu, a largada pra outros sabores foi dada e, daqui por diante, ele vai saborear um pouquinho mais a cada dia, tenho certeza.
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