A bruxa que mora em mim
Eu tenho uma bruxa que mora em mim. A bicha não costuma aparecer muito, mas, quando resolve dar o ar de sua feiosa graça, é melhor não estar por perto. Nem eu gosto de estar comigo quando me “transformo” nessa criatura. A bruxa vem quando eu perco a paciência. E eu, confesso, perco a paciência mais rápido do que gostaria quando o assunto é birra infantil. Ontem à noite foi dia de bruxa aqui em casa.
Gutão tem feito uma birra que tem me tirado do sério. A do “vou conseguir o que quero no grito”. Não suporto esses gritos. Primeiro porque acho feio criança que fala gritando. Segundo porque os gritos, invariavelmente, acordam quem está dormindo: leia-se acordam o Vico. Terceiro porque os gritos dele vão irritando meus ouvidos. São um chamado perfeito pra Bruxa que mora em mim. E ontem foi assim: menino faz combinado comigo, eu deixo ver mais dois desenhos antes de dormir, estamos em pleno acordo. Aí, na hora de desligar a TV, vem a (previsível) rebordosa: menino começa a choramingar, entoando o clássico “Ah, mãe” e desfiando um rosário de explicações sobre o por quê precisa ver o Scooby Doo do Cinemania. Eu sigo doce, porém firme, relembrando nosso combinado, explicando que ele mesmo tinha dito que estava com sono, que já são oito e meia da noite e que, durante a semana, esse é o horário pra ir pra cama e blablablá. Até conseguir desligar a TV, menino já amplificou o choro, que atingiu níveis máximos de barulheira. Continuo tentando manter a suavidade, enquanto vou encaminhando o pequeno rebelde ao banheiro pra escovar os dentes e dar início ao ritual de “boa noite”. Ele continua vermelho, cheio de lágrimas, chorando cada vez mais alto. Chorando, não, que isso não é choro: é um grito lamurioso. E eu vou perdendo a paciência. Mas continuo explicando pro menino que combinado é combinado, que ele já viu muito desenho à tarde, que dormir é importante pra crescer, que amanhã é dia de escola, enfim. Enquanto escovo os dentes do chorão, vou tentando conversar. Faço até a técnica do “vamos respirar fundo juntos”, pra ver se a dupla se acalma (sim, a essa altura, eu já estou vermelha também). Vamos pro quarto. E quando penso que a gritaria parou, menino lembra do Scooby Doo e liga a sirene de volta. E eu peço pra parar. E ele aumenta o volume da sirene. Não é mais choro nem grito, é sirene de obra, sabe assim? Ai, que nervoso que me dá isso!!! É nessa hora que a Bruxa aparece. E chama o menino de chato, diz que esse chororô é um saco e dá-lhe tapão no braço. E dá-lhe sentar o menino na cama à força. E menino pergunta: “Por que você me empurrou?”, como se a Bruxa tivesse mesmo empurrado o menino — quando o que fez foi colocar ele na marra pra sentar na cama. E menino chora, bate as pernas, se descabela porque vai perder o novo episódio, e grita, e esperneia, e me irrita taaaaaaaaaaaaaaaanto. Mas insisto no mantra: combinado é combinado. Durante a semana, não tem TV depois das oito. E, se ele continuar com esse lenga-lenga, vai ficar de castigo, sem TV a semana inteira (ai, que Cruela, pelamordedeus). Menino continua choramingando. Dou boa noite, ele dá beijo a contragosto, o pai vem contar uma historinha antes do dormir (fico puta com o pai também: pô, menino faz escândalo e ainda ganha prêmio de consolação??? mas tudo bem, o pai consegue acalmar o menino, isso importa).
E eu fico tão mal quando a Bruxa aparece e perco as estribeiras. Detesto brigar com Gutão, detesto. Fico arrasada…Depois que passa, choro tudo que ele chorou durante. Me sinto a pior das mães. Me sinto péssima por não conseguir ampliar meu limite de paciência. Me sinto péssima por reagir “fisicamente” ao descontrole dele. Ele tem quatro anos, eu tenho 35, caramba! Que culpa é essa, meu Deus? Que medo é esse de não ser mais amada? Que besteira é essa que a gente sente toda vez que precisa ser “gente” com os filhos? Não sou perfeita. Tenho minhas falhas, muitas falhas. Tenho vontade de dar uns tapas no meu filho, de vez em quando. E dou quando acho necessário (coisa que acontece muito raramente). E me martirizo depois, esse é o problema. Não acredito que tapa resolve. Sou pelo diálogo, pela solução “negociada”, mas tem horas que não sei o que fazer, não sei lidar com a gritaria, não aprendi a abstrair da “sirene”.
Um dia depois do outro, uma noite mal dormida no meio, uma vontade doida de dar um abraço no meu Gutão agora na volta da escola, muita reza pra eu mesma me absolver das doideiras da Bruxa que mora em mim. Amém.










Ju, sei bem como é isso. Ontem tivemos um momento bem complicado la em casa.Eu, dificilmente viro bruxa de dar tapa, pq tive muitas durante a minha infancia e tenho trauma, sabe como é? Agora, a bruxa de se manter firme eu sou e muito.
Ontem, ele deu um tapao na Gabriela e foi sentar para pensar. Deu lingua para o pai e ainda chamou de idiota, acredita? O pai virou um super bruxo.rs. Nessas horas, eu nao me meto, mas fico arrasada.
No final de semana, teve um ataque do tipo do Gutao, pq queria ver desenho, etc, etc e tb tenho essas rotinas na minha casa. 19:30 é hora de silencio e todo mundo na caminha. Nem sempre ele aceita e vira um fuzuê. E combinado, é combinado. E se ficar no escandalo e na gritaria, aí mesmo que nao vai conseguir nada.
Lembrei… foi no domingo de manha e não lembro exatamente o que aconteceu. Só sei que ele jogou brinquedos pelo chao e começou com a gritaria. Pronto. Virei bruxa. Coloquei para pensar e como ele nao parou, ficou de “castigo”, nao pode passear com o pai (ir ate a feira comprar frutas que ele adora). O pai ainda tentou argumentar comigo em off e expliquei q era muito facil. Ele faz besteira e no final ainda tem recompensas? Nem pensar. Ele precisa entender que sempre que fizer algo do tipo, ele vai perder outra que gosta muito. nao sei se fez efeito, mas sei que o resto do dia ele passou super bem e se comportou como Lord.
tenho pavor de criança que grita, que mete a mao nos pais (ou em qq outra pessoa), criança que tumultua, sabe como?? Socorro.
E ainda tem que pedir desculpas depois.
E essa sensação do depois, mesmo por ter brigado, eu sinto também. Fico mal, muito mal, choro, fico olhando ele dormir, cheiro, beijo e peço desculpas para o meu coração. Quer dizer, o nosso.
Como disse o meu marido ontem, educar não é facil, mas sabemos que é para o bem deles. Lá na frente, eles vao entender e agradecer.
Bjs
Ô, Lu, valeu pelo depoimento. Tem horas que é difícil mesmo e só chorando pra desanuviar a culpa…Bjos, Ju
Ju;
O que vc fez foi um ato de amor. É porque amamos nossos filhos que precisamos impor limites à eles, senão certamente um dia, a vida tratará de impor.
Eu também não suporto birra, pirraça….parece que nunca está bom né?
Nunca bati, mas tento manter os castigos que imponho,por mais severos que sejam. Eu tiro por mim, quando pequena, meus pais sempre bateram muito e me lembro claramente que preferia apanhar e no minuto seguinte poder fazer o que quisesse do que ficar um dia, ou dias limitada pelo castigo. Então, sou partidária dele, acho que castigo resolve, porque faz a criança pensar.
Não se culpe, porque amor, ao meu ver, está umbilicalmente ligado à dar limites. Criança com limites é criança feliz!
Beijos.
Jú, desculpa mas eu estou rindo…pois eu me ví lendo o post…olha a bruxa existe para todas nós!!!! Eu e o Pablo curtimos muito, mas quando ele começa…..está com mania de cuspir, eu disse que se ele cuspisse eu daria um tapinha na boca…se ele cospe dou um tapinha na boca, não um tapa…só sinalizo que não pode…pois já conversei, já expliquei e o menino continua a cuspir…ai que raiva…
Detesto criança que responde..nunca tive coragem de responder pra minha mãe, senão era um tapão na certa (não me lembro de ter levado, mas não sei o porque morria de medos dele!)…então quero que o Pablo me respeite, né???
Ju, eu não tenho filhos, mas me lembro de na infância de ficar de castigo e tomar umas chineladas de vez em quando rs
Sim, dava uma raiva da mamãe na hora, mas passava logo depois. Não acho que partir pra tapa e etc seja o melhor caminho, mas digo como filha, que eu merecia rss
E assim vai ser com meus filhos, pretendo partir pra isso em ultimo caso, mas sei que as vezes é quase impossível! E tenho muito que aprender ainda, acho que criar filho não tem receita de bolo, aprende-se na prática. Mas pelo que eu vejo, você é uma ótima mãe, adoro vir aqui e ler seus doces relatos sobre a maternidade =)
beijão
Ju
Essa bruxa mora em mim também. Eu odeio essa bruxa, mas ela aparece sempre que não consigo “ampliar o limite da minha paciência” (é plágio, mas adorei essa frase sua…). Eu fico mal, choro, perco tempo olhando meus filhos dormirem, peço desculpas, e fico me penitenciando por um longo tempo. Digo pra mim mesma que não vou mais permitir que a bruxa aparecça em mim e tals, mas é só começar um choro sem motivo, uma birra, uma falta de educação, uma mal criação para a bendita (ou maldita???) aparecer em mim. As vezes ela é tão mais forte do que eu que me faz dar uns “bons” tapinhas, que sei que não resolvem nada, me fazem arrepender demais, mas não consigo controlar e quando percebo a mão já bateu no bumbum deles, no braço … ai. Essa mesma bruxa que aparece quando não consigo controlar minha paciência, é muito benvinda quando uma outra bruxa aparece no meu marido. Eu não gostaria de sentir isso, mas eu simplesmente viro bruxa quando ele, o marido, diz que vai dar uns tapinhas nos filhotes. Eu não interfiro, fico de longe mas prontinha pra voar por cima dele se a bruxa ousar encostar na minha cria. Isso é ruim também, mas é assim que me sinto. Graças a Deus, apesar de uma fase muito birrenta que tenho passado com meus filhos (Job Junior 4a e Mel 2a), principalmente com a Mel, a bruxa tem aparecido com menos frequência … Bjs e boa sorte
Bom, não sei se vai te ajudar, mas aqui vai o depoimento de uma mulher de 30 anos, que apanhou muito na infância, surras e mais surras, e que pretende em breve engravidar, e que sabe com certeza que seus filhos também tomarão uns tapas, apesar de também saber que ficarei culpada como você. Ju, essas crianças de hoje em dia são muito mal-educadas, muito mimadas. Vejo pelos meus sobrinhos, pelas crianças em restaurantes, casa de amigos, etc. Essa história de tentar conversar, dialogar, inventaram para a nossa geração, aliás, foi a nossa geração que criou tudo isso. Aposto que você era como eu, que só pelo olhar de seus pais sabia se tinha feito arte e que teria consequências, que tinha medo, que tinha respeito. E nós fomos criados assim, tendo limite em tudo (mesmo sem apanhar). As crianças de hoje tem muito mais espaço do que nós tinhamos, eles tem espaço para decidir até o que vai vestir. Minha sobrinha teima com uma roupa e se não é aquela, por mais que esteja suja ou não sirva, é um escandâlo como este do Gutão. O fato é que estamos dando espaço demais a eles, e é por isso que a infância acaba cada vez mais cedo, os problemas adultos chegam antes e numa intensidade maior. Tantos mimados, drogados, prostituídos (no sentido meninas de 14 anos que sabem mais de sexo do que nós), etc… Eu não sou a favor de bater, sou a favor de pulso. Mas infelizmente na vida a gente só aprende os limites apanhando, seja fisicamente ou psicologicamente. Quanta coisa você aprendeu depois que tomou um tapa da vida certo? Bom me perdi aqui no raciocínio, mas meu ponto é que você não deveria se culpar, sei que é difícil, mas quando isso acontecer pense no futuro, pense em Gutão no vestibular, no primeiro emprego, quando o chefe chato vai gritar e não seguir as regras e ele simplesmente terá que aceitar aquilo e se adaptar, pense que será mais fácil para ele enfrentar as adversidades do que uma criança a qual sempre teve quase tudo que quis, que os pais fazem a vontade da criança para evitar a culpa ou ficarem livres daquele choro chato. É tão fácil ir em um restaurante com seu filho e quando ele começa a chorar fazendo manha, você continua a comer como se nada tivesse acontecendo, simplesmente porque já está de saco cheio daquilo, ao invés de deixar bem claro que aquele comportamento não é aceitável. Sei que muitos podem dizer que penso assim porque não tenho filhos, mas convivo muito (muito mesmo) com crianças entre 3 e 5 anos, e acho que a falta de uma bronca com tom sério e falando forte, ou até um tapinha de vez em quando, não faz mal e sim faz bem, muito bem. Antes que seu filho chore por sua causa, dentro de casa ainda criança, do que ele chore pelo mundo quando crescido, onde você não pode protegê-lo ou amá-lo.
Não sei se vale o elogio, mas acho você uma mãe espetacular. O tanto que se preocupa, se dedica e ama esses meninos, é algo que consigo sentir muito forte aqui no blog, isso porque te acompanho somente desde seus 4 meses de gravidez do Vico. Não se culpe, você é uma excelente mãe, com muita paciência, mutia dedicação, se preocupa com todos os detalhes, percebe-se que você é mãe muito mais que mulher ou profissional. Então sem culpa, você está fazendo mais do que bem a sua parte. Gosto muito de você viu? Moro na Pompéia, todo santo dia quando passo na Heitor Penteado, lá em cima, desço aquelas ruelas e pego a Natingui, fico pensando: “onde será que mora dona Ju de Mari”… se vejo uma pracinha logo penso: “será que é aqui que ela brinca com Gutão?” … pois é, não sou nenhuma maluca não, só admiro pessoas felizes, como você e a Mic. Um grande beijo e fica calma! Cynthia
Bruxa Vc????
Não é bruxa não.
É só uma mãe tentando acertar e perdendo a paciência como todo ser humano normal.
Por aqui tbem rola estresse, principalmente na hora de dormir, na hora de comer, na hora de tomar banho, de escovar os dentes, de guardar os brinquedos, trocar de roupa, ir pra escola, desligar a televisão…. ufa!!! Cansa neh??
Mas , bem baixinho no seu ouvido, eu não troco essa vida por nada desse mundo. Sem meu pequeno minha vida não teria nenhum sentido.
Então, vamos em frente que atrás vem gente.
bjim
Juju querida, eu sei que não era prá achar graça…
Mas estou aqui dando risada. Será que toda criança é igual, ou só Celina e Gutão? E que toda mãe vira a tal da bruxa, isso eu tenho certeza. Olha, tapa eu não costumo dar, acho que o último dei quando Celina tinha uns 2 aninhos. Mas eu dou cada berro com ela, que fiquei até preocupada do Matheus crescer achando que a maneira de conseguir as coisas é no berro. CULPA!
Well, dia 31 está aí! Que seja um feliz dia das bruxas, para as mamães-bruxas, que não são malvadas, são apenas humanas.
Bjs.
E o que posso dizer diante de um post que parece que fui eu quem escreveu? E ainda estes comentários maravilhosos, nos mostrando que não estamos sós nesta dupla personalidade. Mas o pior de tudo, é a culpa. Se bateu, culpa; se não bateu, culpa pela “falta de limites”; se é superprotetora, culpa; se não é, culpa pelo “desleixo”; se o marido interefere, é porque interferiu errado; se não interfere, é porque é omisso; e por aí vamos, mulheres, mães, esposas, nesta vida que faz de nós eternas culpadas pelo que fizemos e pelo que deixamos de fazer.
Mas com a certeza (absoluta) que esta culpa só é nossa porque NÓS TEMOS FORÇA para carregá-la. Sinceramente, os homens não a aguentariam.
Muitos beijos solidários e identificados,
Ale
Ju, nem preciso dizer que tô contigo, né? Eu passei praticamente um mês inteiro bruxa. Nem eu tava me agüentando! Só gritando com o menino, dando tapas que deixavam a marca vermelha, apertando, jogando na cama pra ficar sentando… Até Juju entrou na dança. Foi um período complicado, eu cheia de problemas, eles sem dormir. Totalmente justificável, apesar de não ser aceitável. Pelo menos pra mim. Tava me sentindo o pior dos seres humanos. Depois que passava, eu só tinha vontade de abraçar. E ele fala “pede desculpas, você fez coisa feia”. E tem toda a razão. Só que ele não faz a menor idéia de quanta!
Fica firme aí. Todo mundo tem seus dias.
bjs
Oi Jú, sempre leio o seu blog, mas sou muito tímida e acho que nunca comentei por aqui. Lendo este post, não tinha como ficar quieta, porque esta bruxa também mora em mim e sai nos momentos de chiliques do pequeno. Meu filho está com 2 anos e 10 meses, na terrível fase que todo mundo comenta, então a paciência vai indo embora à medida que o volume da sirene aumenta… daí a bruxa acaba gritando também, dando um tapa, colocando pra sentar/dormir á força… Quando as coisas se acalmam bate a culpa e a vontade de ter um pouquinho mais de paciência na próxima vez…
Adoro a forma como você escreve das suas relações com seus meninos e tenho certeza que o Gutão acaba esquecendo rapidinho da Bruxa quando encontra uma mamãe Princesa/Fada/Anja esperando ele em casa pra um abraço e um cafuné gostoso.
Muita coisa que você escreve serve de inspiração pra mim como mãe.
Beijos
Ai, Ju, relaxa.
Essa bruxa existe em mim também e aparece nas mesmas situações descritas por você e pelas outras meninas.
E vai embora me deixando desolada, fazendo com que eu me sinta a pior mãe do mundo.
Por que a gente sempre se acha a pior se, na verdade, é bem o contrário?
Eu poderia citar vários exemplos de “witch moments”, mas ia acabar repetindo as mesmas histórias já escritas aqui, mas com personagens diferentes.
Estamos juntas. Bola pra frente
beijos
Oi Ju, adoroooo seus posts, são verdadeiros e fala com tanta clareza que é possível enxergar as cenas…Acho que bruxa todas somos, eu aqui gravida de 28 semanas, já me imagino bruxa para poder educar minha pequena…é muito dificil conseguir paciencia num momento de birra, e creio eu seja pela educação que tivemos…eu não podia nem pensar em gritar ou fazer escandalo para meus pais, e agora essas crianças fazem escandalo em qualquer lugar e por qualquer coisa…O amor é muitoooo grande, mas q é dificil administrar essas birras isso é…
Bjs e boa sorte sempre…
Ju, eu concordo com a Cyntia: hj em dia está muito mais difícil impor limites aos filhos. mainha e domava só com o olhar, meus primos pequenos… afff!!!
Haja grito, senão não resolve!
Levei poucas palmadas, mas levei e acho q foram importantes naquele momento. Mainha era tão manteiga, q nem esperava eu dormir , já chorava na mesma hora… kkkkkkk
Tadinha!
Mas é assim que a gente aprende a ter limites, e a respeitar pai e mãe. Não dá para ser flexível e paciente sempre, né? E tb acho q nào dá para querer ampliar o limite da paciência, acho q o lance é tentar que ele nào encolha, porque se vc for aumentando, aumentando… onde vai parar o limite, né?
Meu filho ainda está na barriga, ams pelo q vejo todos dizendo, o q importa para eles é a constância, é o não ser não, e o sim ser sim, então acho que se ele tentou ultrapassar os limites previamente fixados (e não havia caso fortuito ou força maior q justificasasse isso), tem q se colocar no devido lugar e ver q não dá para fazer isso.
Relaxa q mãe é tudo igual, mesmo! Culpas mil, sempre, por mais que se tente nào ter.
Beijos!
Oi Ju, tenho um filho de 3anos e 10 meses e estou grávida de 37 semanas. Meu filhote mais velho ama ver telivisão, e vou te dizer quase sempre é um suplício desligá-la e eu viro bruxa tb. Não sou de bater, mas quando a sirene fica muito alta, não tem jeito. Eu tb me culpo, culpo o pai por ser omisso, enfim somos mulheres e como a ale fiorine disse acima: “esta culpa só é nossa porque NÓS TEMOS FORÇA para carregá-la. Sinceramente, os homens não a aguentariam.”
É isso! bjs e força!
Ih, acho q toda mãe tem uma Bruxa. A minha tb aparece de vez em qdo e, ultimamente, tem aparecido tanto. Ai, meu Deus! E depois vem toda essa culpa tb, Ju. Todos esses medos de não ser amada, de o Sandinho achar q eu sou uma mãe velha e chata. Mas não é fácil ser várias em um só corpo cansado.
Se isso te consola, vc não é a única a “hospedar” a Bruxa. E, pensando racionalmente, nossos filhos nunca deixarão de nos amar por estas brigas. Qtas vezes nossas mães nos deram bronca, nos puseram de castigo e até nos deram uns tapas? Nem por isso amamos menos. Nosso amor por eles é maior, Ju. Fique tranquila.
Eu tb não gosto qdo o Sanderson “consola” o Sandinho (isso acontece muito raramente). Combimamos mesmo antes do Sandinho nascer q qdo um desse uma bronca, o outro ficaria quieto, q conversaríamos sempre depois, longe do filho. Mas nesses momentos, é respirar fundo e lembrar q somos uma “equipe” e não adversários, correto? rsrsrs
Qto à bendita tv, vc, novamente, não é a única a ter problemas. O Sandinho hj com 6 anos já entende perfeitamente e desliga qdo pedimos. Mas qdo eu tinha o problema de “ah, mas eu quero ver tal desenho q vai passar agora”, eu prometia gravar pra ele assistir depois (são tantos DVD aqui em casa, aff!). E assim, hj, se ele sabe q vai passar algum desenho num horário q ele não poderá assistir, ele já pede pra gravar e não temos mais problema com isso (claro q rudo tem limite).
Ju, educar é muito difícil. Principalmente qdo somos mães tão preocupadas em forma grandes homens..rsrs.
Beijão. Desculpe por eu ter “falado” tanto.
Juuuu!
Se acalma, com certeza no mundo todo, em todo universo, toda mulher que é mãe, com certeza tem os seus dias de Bruxa, e “euzinha” aqui te faço companhia…rs!
Mas é lógico, que jamais premeditamos agir assim,com certeza ficamos muito mal depois,mas essas crianças tem hora que nos tiram do sério, tem horas que infelizmente é necessário, realmente educar é difícil mas é necessário, tarefa nada fácil, principalmente nestes momentos, mas se não se mantermos firmes com eles agora que ainda são pequenos, como será amanhã???? Porque se deixar, são eles que querem partir pra cima da gente não é mesmo?
Te dou total apoio pela firmeza em que se manteve, claro que corta o coração, mas é necessário, no futuro quem vai agredecer é Gutão!!!
Força querida, e procure se “martirizar” menos, (será que isso é possível para nós pobres mães mortais rs) , saiba que é para o próprio bem dele, afinal não somos de ferro não, com certeza eu no teu lugar, infelizmente pelas atitudes que o “bichinho” rs, estava tendo, como você nos relatou, a minha Bruxa também apareceria em dois tempos!
Respire fundo, isto também é uma fase, e logo passará, beijão enorme, que Deus os abençoe hoje e sempreee!!!
P.S: ELIANINHA
Te deixei um recadinho no post anterior, AS IMAGENS!
Dá uma olhadinha e depois me responda ok?
Beijão!!!!
Vixe, também tenho uma bruxa que mora em mim. E rezo a cada dia, pedindo muita serenidade, pois uns tapas, aqui rolam, não é sempre claro, mas não vou mentir!!!
Estou com você Juju, combinado é combinado, eles precisam aprender, uma vez que na escola também funciona assim, verificando tudo o que foi combinado.
Super beijos …
Uaaauuuu!….rs
Agora que vi e li o comentário da Cyntia, lá de cima, e concordo plenamente com ela, também sou dessa geração, que só no olhar, obedecia prontamente minha mãe e meu pai, e quando não se comportava como devia, levava uns tapas também , e nem por isso, amo menos meus pais hoje em dia, muito pelo contrário, os amo profundamente, e os agradeço por terem me educado e terem me dado limites, que hoje usufruo na vida adulta, e procuro praticar com minhas filhas!
Beijão novamente Ju, e como disse a Cyntia Relaxa!!!
Anonymous 1, por favor me envie um e-mail: mariaortizdamiao@superg.com.br
Beijos …
Elianinha!
Vou ter que sair agora da Net, mas com certeza vou te enviar o e-mail amanhã ok???
Um beijão!!!!
Oi Ju:
Que verdade!Todas as mamaes, temos essa bruxinha mesmo… e sabe de uma coisa? ela é bem necessaria para o bem dos nossos filhotes. Te conto que o meu Fabricio de 7 anos, com características autistas, muitas vezes me tira do sério… nao é fácil nao…
Ele é muito esperto e sabe perfeitamente quando está desobedecendo, mas mesmo assim tenta passar o límite…Aí nao tem jeito, tem que entrar ou seja no castigo ou numa chinelada quente no bumbum…
As vezes , assim como todas as maes que deram o seu comentario, eu sinto remordimento… me cobro se estou agindo certo, se estou interpretando corretamente o comportamento do meu filho…
Mas como diz o ditado…”coraçao de mae nunca se engana”,e mais ainda o nosso coraçao que sente tanto amor por nossos filhotes…Assim que quando vemos que a disciplina é necessaria, devemos utilizá-la,para o bem deles,pois creio que será muito lindo, que mais adiante, os nossos filhos sejam seres humanos que saibam respeitar e que sejam considerados com os demás…
Muito obrigada, Ju…realmente o seu blog tem sido uma companhia muito amável para mim…
Algum dia espero que voce me mande um alozinho…ficarei muito feliz…
Um abrazo com cariño,
Celia ( mamae da Fabricio e Ana Giulia)
Concordo com todos os comentários acima. Tb não acho que tudo se resolve no tapa, mas, não somos traumatizados por ter levado umas palmadas e/ou chineladas na infância, muito pelo contrário. Na verdade essa culpa que carregamos é conseqüência da vida moderna, onde mal temos tempo para ver nossos filhos e na nossa cabeça o pouco tempo é para curtir. Mas criança é criança e tem que ter limites, respeito. Tem que haver diálogo, explicar o certo e o errado, dar uma ou duas chances, se passar disso, sou a favor do tapa sim. Meu filho está com 01 ano e 07 meses e já tem seus momentos de birra, do “é meu” e tem horas que não dá, leva tapinha na bunda sim, não me culpo por isso. Reiterando todos os comentários, vc é uma ótima mãe, conduz muito bem a educação do Gutão, nada de bruxa. Bjs.
Essa Bruxa de vez em quando aparece aqui em casa também ! O pior que eu achei que conforme Sofia (minha filha de 9 anos !) fosse crescendo a bruxa fosse sumindo de dentro de mim. Que engano ! Ontem e hoje a bruxa aqui quase surtou ! É mentira, resposta mal educada, não estudar, não acordar… tanta coisa que me irrita. A pior delas é a mentira, nossa como essa me irrita !
Nessas horas me sinto a pior das mães , me culpo por ela ser assim mas ai me lembro de quando era criança e vejo que na verdade não temos culpa alguma. Assim como vocÊ ainda não achei um meio de lidar melhor com esses momentos. Digo que a conversa com Sofia até hoje não surtiu efeito. Já proibi nintendo, som e tv. A unica coisa que ainda não fiz foi bater. Muita paciência para nós, mães dessa geração tecnologia.
Lembrei de uma coisa, minha ex-chefa teve esse problema de tv com o filho, de chegar a hora de dormir e ele não querer desligar a tv. Ela fez o seguinte, quando foi desligar a tv, depois de dias tentando fazer ele entender que era hora de dormir, disse ao filho dela que estava chegando a hora de dormir e que quando acabasse o desenho x ela iria desligar a tv e ele iria para cama. Caso ele chorasse ou fizesse birra, no dia seguinte ele assistiria um desenho a menos e teria que se deitar uma hora antes. Lógico que o menino nem ligou, foi testar o limite dela. Aí ela desligou a tv, ele chorou, esperneou, e ela avisou: “amanhã desligo a tv antes do desenho x começar para você aprender”. No dia seguinte lá veio ela, uma hora antes desligar a tv, ele chorou denovo, pois bem, perdeu o direito de assistir mais um desenho no dia seguinte, e arregalou o olhão, do tipo: “será que ela vai cumprir mesmo”. No dia seguinte, 2 desenhos a menos, e na hora de desligar a tv duas horas antes, ele começou a fazer careta querendo fingir aquele choro falso, neste momento ela disse: “quer perder mais um desenho?”, e ele foi para seu quarto dormir, chorando (ainda) mas bem baixinho, querendo que ela ouvisse mas que não parecesse birra para não perder mais um desenho…. e não é que no dia seguinte só foi uma carinha triste, e ele foi se acostumando. Passada uma semana, ela devolveu um desenho, explicando que como ele havia se comportado e aceitado as regras da casa, que ele poderia assistir mais um desenho, mas que sempre que ele chorasse sem motivo, por simples vontade de desrespeitar as regras, ela tiraria o desenho denovo. E na outra semana devolveu o último desenho, e disse que o menino ligou o automático, que acabava o desenho das 20:30, ele desligava a tv sozinho e já ia para o banheiro gritar por ela para escovar os dentes e dormir….
Não sei se vai funcionar para vocês, mas não custa tentar….. talvez tirar a tv somente por um dia não doa tanto quanto a hipótese de nunca mais assistir um desenho em especial, talvez seu favorito.
Beijos e boa sorte….. se der certo já coloco no meu caderninho “para quando for mamãe”
Bem, pela lista enoooooorme de comentários dá pra ver que só muda mesmo o endereço. Todo mundo tem uma bruxa dentro de si e também crianças birrentas em casa. Mesmo assim, o exercício de tentar manter a calma é super importante! (E, Deus, como é difícil!). Não pra deixar tudo passar, mas pra conseguir ser firme sem se descompensar junto. Mas tem vezes que não tem jeito….
Beijos e saudades,
mais ju, isso é o que toda mãe tem que ser: humana!
pois eu sou bem fria nessas horas e dou bolo na mão. Para cada ano de idade um bolo. Gabriel tem dois e 4 meses e ontem levou – pela primeira vez – dois bolos em cada mão. ele bateu na minha maria, que tem sete…já pensou…faz tempo q ela não leva bolo na mão, mas dia desses levou…foram seis em cada mão e cada vez ela leva menos. tenho uma cadeira amarela que é do castigo e ela é bem mais utilizada…aprendi em um livro fininho chamado “Como lidar com a teimosia do seu filho”. barato e bom…funcionou muito comigo…
Outro ponto: nesse caso de Eloa acredito q faltou muita gente com coragem para dizer “Não”. Por isso, acredito q só uma mãe comprometida e amorosa diz não.
parabéns, vc foi uma chefe maravilhosa e tá sendo uma mãe idem.
saudades, Rosa
Você é uma pincesa com seus filhos,fica triste não.
Haja paciência para tolerar gritos.
Eu, quando crescer, quero ser igual a você.(rs)
Adoro seus posts, e te acho uma mão nota 10.
Delicada,sabe viver intensamente a maternidade.
Beijos
Ô Ju, sou mais uma a engrossar o coro…Tô achando mesmo que é o gênio ariano falando muito alto…Gutão tem as mesmas atitudes da Luiza, impressionante. Hoje eu tava tentando trabalhar e me vem a babá das meninas dizer que Luiza não queria tomar banho. Fui lá, pedi pra ela ser boazinha. 5 minutos depois a babá volta e diz que ela não queria deixar a coitada lavá-la. Fui lá e ela começou a jogar água em mim, gritar tão alto, assim do nada…Ah, tomou uns tapas na bunda, aí ficou mais brava ainda, disse q ia ligar pro pai pra dizer que eu era má, que tinha batido nela….eu fiquei tão descontrolada tb, dei mais tapas na bunda e ela, tadinha, se arrependeu, soltou uns ‘te amo tanto’, ‘só amo vc’. Aí vem a imensa culpa tb…mas tenho deixado de lado isso, afinal, faz parte né? Vamos ver qto tempo pra ter o novo banzé….beijos e boa sorte com a hora de desligar a TV.
É… nós mães não somos perfeitas. Também sofro qd perco a paciência. E confesso que não queria perdê-la nunca. Mas isso é pura utopia. Aliás, “nãos” são de extrema importância para a criação dos nossos filhos e, inclusive, para o equilíbrio emocional deles. Continue firme e amando sempre!
Suzy
Ju, sei que já passou, mas não fica assim não se isso voltar a acontecer, e provavelmente vai.
Laura tem seus dias de escândalo também. Nunca bati, mas ela também me tira do sério às vezes.
A minha mãe não era bruxa, era onça! hahahaha…
eu sempre acreditiei que sou bruxa
]pra ser vc tem que \creditar em si mesma acredite