Talvez seja a relação mais delicada que se inicia quando a gente resolve ter um filho — e quer continuar trabalhando, e tem um trabalho que é “flexível”, em que dá pra entrar mais tarde, mas que nem sempre permite estar em casa às seis da tarde, e não tem vó (no meu caso, vós) por perto pra dar aquela forcinha de buscar na escola ou olhar a criançada no final do dia. Tou falando da relação com a babá.
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Depois daquele ataque de “ó vida, ó céus”, o estresse parece ter dado uma trégua aqui em casa. Gutão está mais conformado com a multiplicidade de programas que as férias podem proporcionar e, seguindo nessa toada, tem até passado mais horas cuidando do seu pinguim (cujo nome é Indiana X2, hãhã). Cinema tem sido o programa predileto pra sair da rotina. Sexta da semana passada fomos eu, ele e o Rô assistir a Toy Story 3. Amamos. O filme é engraçado e comovente e tem duas “camadas” de história: uma para crianças, sobre a guerra entre os brinquedos legais e o ursinho malvado, e outra, para os adultos, que saem da sala escura totalmente nostálgicos, tenho certeza. Hoje fomos eu e Gutão na matinée. Cinema vazio da silva, delícia. Assistimos a Shreck Para Sempre. Beeeem divertido. Também fez pensar: sobre o tanto de vezes que a gente não agradece à vida que tem, sabe? Ter família, cuidar de filhos, trabalhar, estudar, namorar, pagar contas, afe, tudo isso cansa, eu bem sei. Mas há que tomar distanciamento e refletir, serenar, olhar de longe pra entender. Não é preciso perder, como o filme sugere, pra valorizar essas relações. Assim pratico, assim acredito, mesmo naqueles momentos em que a crise bate. E a danada, volta e meia, bate, viu?
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E Gutão entrou em férias. E o inferno astral dele, meses depois do aniversário!, está a toda carga. Meu filho é adolescente precoce, gente, sério! Não é possível as coisas que ele fala, as lamentações típicas de um menino de 15 anos revoltado com os pais!!!!
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Agorinha à noite, Gutão sentado à mesa, depois de meia hora enrolando pra comer um prato de macarrão, e Vico, no chão da cozinha, tentando pintar um desenho do Buzz e do Woody. Aí, nenê pega o lápis cor de rosa. E começa o estresse. Gutão, indignado, reclama que o irmão vai fazer ele pagar o segundo maior mico da vida. Aí, a gente pergunta qual foi o primeiro. E ele, aumentando o tom de voz, muito sério, manda essa:
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