Toureando irmãos – de novo
Pois, então, os meninos andam se pegando. Gutão bate no pequeno por nada. Pra provocar. Pra descontar a raiva, o ciúme. Vico reage. Vai pra cima do mais velho como se tivesse o tamanho dele. Dá cabeçada, quer morder, puxa a cabeleira do outro. Inevitavelmente, apanha mais. E chora, chora, chora. Um choro indignado. E eu entro na parada pra pedir a Gutão que não bata à toa. E falo, pela milésima vez, que um tapa do Vico nunca vai ser tão forte quanto o dele — pelo menos enquanto a diferença de idade se manifestar na altura de ambos. Mas não adianta. Gutão tem prazer em bater no Vico, é isso. E o pequeno tem convicção que pode bater de volta. E eu tenho certeza que não tenho serenidade pra lidar com essas brigas…Porque essa coisa de briga física me altera mesmo. Nunca gostei de brigar fisicamente — até porque, lá em casa, quem batia era minha irmã, três anos mais nova!!! Eu nunca tive muita coragem de revidar. Tinha pena, ou não conseguia expressar a raiva dando porrada, sei lá. Bom, fato é que ver Gutão batendo no Vico me dá nos nervos. E aí, algumas vezes, eu acabo batendo nele…Palmada, não. Quando rola é beliscão “limite”, aquele pra fazer parar, sabe? Mas aí Gutão chora lágrimas grossas e muito sentidas, diz que eu amo mais o pequeno e tal e coisa, e eu acabo naquela situação “fiz-o-que-achava-que-devia-mas-sinto-tanta-culpa”. Complicada essa fase, viu? De “gerenciar” demanda de dois brigões. Sim, porque agora Vico, inclusive, fala pequenas frases e sabe se impor direitinho quando não é atendido: joga tudo o que estiver ao alcance dele no chão — ou na cabeça da gente! Difícil de ensinar o que é certo. De não sucumbir ao que é errado. De lidar com a culpa e dormir em paz. Mas educar é isso, e o lado bom de ter filhos é muito maior que a trabalheira momentânea.
(Concluo que estou precisando, urgentemente, de férias. Férias clássicas: sem hora pra acordar, com direito à sonequinha à tarde, sol, mar, comida boa, família por perto. Não parece, mas dezembro tá logo ali. Que bom)










Jú;
Não costumo comentar aqui, mas hoje achei que deveria falar algo…
Eu também sinto exatamente o que vc sente quando o meu mais velho implica com a minha mais nova ( ele não chega a bater…).Isso é normal. Temos uma tendência a achar que os menores sejam sempre mais vulneráveis…e talvez sejam mesmo.Só acho que ao invés de você tentar impor limite com uma questão física( mesmo que sejam beliscões)você poderia inicialmente tentar conversar e caso não surtisse efeito colocar de castigo.
Te digo isso porque meus pais sempre optaram por nos impor alguma agressão física para estancar minhas brigas com meu irmão, e isso nunca adiantou, só nos faziam ficar com mais raiva tanto deles, como mutuamente; e hoje opto pela conversa e por eventuais castigos com meus filhos e tem funcionado. Nunca bati. E acho que eles são bem mais amiguinhos do que eu era do meu irmão quando criança. Pode ser coincidência, mas não custa tentar. Pense a respeito. E me desculpe por me intrometer dessa forma na forma como você conduz a educação dos seus filhos. Sei que cada um sabe onde aperta o calo, mas talvez seja uma estratégia que funcione. Beijos.
Ju, Algo que tento com o Vini é conversar depois com os ânimos mais calmos. Fiz por aqui algumas regras da casa (com frases curtas e figurinhas), com tudo o que é preciso. Se quiser te passo o arquivo. Algo que sempre falo para ele que é preciso brincar em paz e feliz com os amigos (pois é filho único), então as brigas rolam fora de casa. Pode ser uma alternativa. Tem uma técnica que uso sempre e talvez te ajude com os pequenos. Quando eles estiverem dormindo converse com eles. Na seguinte ordem:
1- Diga a cada um deles o quanto são amados, queridos e importantes para você
2- Peça perdão (Perdoe-me se eu o magoei, mesmo sem saber que o estava fazendo)
3- Honre e elogie as virtudes que cada um tem (aquelas que você realmente reconhece em cada um) . VOCÊ É… ”qualidade” , por exemplo: muito observador
4- Diga-lhes as qualidades que você acredita que seja importante que eles desenvolvam . Assim: Você pode… (VOCÊ PODE… ter mais paciência com o seu irmão .)
Com as crianças até 07 anos você pode verbalizar, após esta idade você pode ””dizer-lhes”’ o que é preciso apenas pelo pensamento/sentimento.
A ideia é usar apenas frases afirmativas e com sentido positivo. (Eliminando o uso do não).
Uso por aqui naquilo que tenho alguma dificuldade de corrigir e tem funcionado bem. Espero que te ajude.
Beijo
Luciana – luz.feitoza@gmail.com
Oi, Ju. Não é fácil, mesmo. O Sandinho e a Bia tb se desentendem bastante. E, assim como era com vc, o Sandinho não revida “às porradas” da Bia. Mas, muitas vezes, quer o mesmo tratamento q a Bia tem, acha q tem 3 anos… E confunde isso com ser menos amado. É bem estressante.
Isso vai passar e o mais importante vai ficar, o amor.
Beijos!!!!
Oi Ju…é não é fácil educar… Arthur é uma santa paciência tem horas que acho que ele vai pegar a Isadora pelo pescoço…mas no final ele grita mãeeeeee!
Nada fácil…na verdade ando colocando de castigo a pequena. Faço sentar no banquinho por um tempo e pedir desculpas e dizer que não faz mais aquilo que fez…que geralmente é tirar algo que o irmão está brincando.
Mas essa leonina não é das mais fáceis!
Mas, educar é assim…aos poucos aprendemos…tenho certeza que vc é uma mãe maravilhosa e vai saber fazer pelo melhor para Gutão e Vico.
Beijos Lu.
Ju qdo te vejo falando dessa convivência fico pensando como será c/ o Tiago. Ele tá c/ 3 anos e pretendo engravidar no próximo ano, então a diferença será relativamente grande.
Só muita paciência mesmo!!!!
Bjs.
Meninas, obrigada pelos comentários e pelas sugestões de como lidar melhor com a situação. De fato, não é fácil e, de fato, eu não sou o poço de serenidade que gostaria pra lidar com as brigas sem me alterar. Mas vamos em frente que educar é um processo contínuo! Bjos, Ju
Tenho dois meninos tbem eu eu ignoro, minha moto eh – se nao tem sangue nao quero saber e se virem… eu nem vou ver o que esta acontecendo e depois de 5 minutos estao se amando novamente! Vi que com isso o meu mais velho esta aprendendo a resolver os conflitos sozinho e eu so escuto rsrsrs Mais tarde eu sempre elogio a atitude dele. bjos
ai meu deus, imagino. imagino aquele cotoco de gente tao brabo e imagino o gutao sentimental dizendo que vc gosta mais do vico. E se eu com uma me sinto na situaçao fiz-o-que-achava-que-devia-mas-sinto-tanta-culpa, imagina com dois? é não se cobrar tanto, talvez, pra aliviar. e pra eles é melhor que não sejamos perfeitas.
* quer dizer que tu nao me batia por pena era? sei sei. hihihhi mas sobrevivemos neh?
beijo saudade