Aug 1, 2010
Juliana De Mari

Várias

Acabou que sumi do blog. Tava digerindo o sapão que engoli com a babá! :)

Não rolou a tal conversa ainda. Mas rolará. Estou esperando a ocasião certa, pra não falar demais, e impensadamente, e acabar melando de vez a relação. Fato é que, por precisar de alguém de confiança, a gente se submete a certas folgas. É uma coisa muito chata, mas necessária…E eu tou agradecendo aos céus o fim das férias. Vai ser bom Gutão voltar a ter rotina e coisas interessantes pra fazer além de TV e cara de quem morreu e não sabe da babá que dorme por perto!!

Bom, mas deixa eu falar mais dos meninos.

Gutão tá lindo e cabeludo, com os dois dentes da frente (em cima) molinhos. E tá enorme. Já bate quase no meu peito. Enorme e mui magrelo. E esse lance de comer está cada dia mais complicado. E irritante. Menino parece que não sente fome, sério. Voltei a dar vitamina pra ver se abre o apetite da criatura. Porque é assim dentro ou fora de casa, com pratos que ele gosta e conhece ou com novidades no cardápio. É um saco, vou te falar. Irrita e desgasta a gente. Tem rolado a tentativa de “se não comer, vai ficar com fome até a próxima ocasião”. Mas Gutão chora horrores, faz um drama absurdo, tenta negociar — embora coma parecendo que está engolindo coco, um saaaaco! Resumindo, irrita e não come direito. Vou levar o caso novamente pra pediatra. Talvez seja hora de investigar outras coisas, sei lá. Só sei que Gutão anda numa fase bonita, mas delicada. Uma pré-pré adolescência, tipo assim. E hoje, antes de dormir, aconteceu alguma coisa e ele disse: “Eu sou um babaca”. Eu retruquei: “Você é lindo, meu filho”. E ele: “Lindo não quer dizer que eu sou esperto”. Toma, mãe babaca!!! :)

Já Vicolito cresce um pequeno furacão alegre, demonstrando todo seu potencial “leonino”. Aprendeu a dizer não. Diz e grita. E vai pra cima de quem o desafia. E bate no irmão, dá pra acreditar? Apanha também, claro. E chora de ficar vermelho, revoltado. Não entendeu que é pequeno, quer fazer tudo o que o grande faz. Dá altos paus, mas é lindo de ver essa relação e o tanto que meus filhos são diferentes e adoráveis com suas particularidades. 

E Viquinho não tenta mais dizer o nome dele. Até uns dias, ensaiava um “Vidende”. Agora, se a gente pergunta, ele simplesmente assume: “É neném”. Acrescentou palavrinhas ao seu mini dicionário. Prestes a completar dois anos, diz: menina, água, carro, pão, caiu, porta, babá, “pepeu” (a chupeta), vovó, vovô, papai, mamãe, Barney, Woody e Lilo (sim, os personagens), “eu quelo”, Buna (a prima e a amiga, linda, do irmão) e Augusssto (a coisa mais fofa do mundo, puxando o “s”). E continua adorando música, essa criaturinha. É impressionante. Ontem dei um violãozinho novo pra ele e o menino deu um show à noite, cantando, se balançando, tocando, tudo isso com uma cueca do Gutão enfiada na cabeça!!!! Vou ter roqueiro em casa, será? Baladeiro, com certeza. E haja coração!

(E ontem nasceu Antonio, irmão da Lara e da Estela, da minha amiga Rachel. Corajosa mãe de três. Mãe e filho passam bem. E eu preciso confessar: ainda penso nisso…)

6 Comentários

  • Posso te contar? A coisa da alimentação é exatamente igual aqui em casa com a Manu. Sem tirar nem por. Quando disposta, invento na cozinha, faço algo que com certeza vai agradar, mas qual nada. Parece que estou oferecendo a coisa mais nojenta do mundo. Já fiz check up, tudo normal, já dei vitamina – o resultado é momentâneo – e a pediatra totalmente contra, por conta do histórico de sobrepeso na família do pai. Enfim, amiga… Sei que não serve de consolo, mas saiba que estamos no mesmo barco.
    Beijos pra vocês. Uma ótima semana e paciência pra nós :o )

  • Ju querida, venha nos ver e, de fato, se animar. A brincadeira é beeeem emocionante (e só tem dois dias!). Um beijo.

  • Ju

    Quando eu era criança (agora tenho 29) e também não comia nada. Era um chororô só, briga com a mãe, com a vó e muuuito estresse. Quando eu comia um danoninho, minha já ficava feliz para você entender o tamanho do problema. Meu pediatra recomendou que ela me deixasse em paz, que eu não morreria de fome e comeria o que fosse suficiente para mim. E assim foi. Claro que ela morria de preocupação. Mas deixou para ver se pelo menos o estresse acabava. E aos poucos eu fui comendo o que eu queria. Bebia muito suco de laranja, que era o que eu realmente gostava, e só.
    Eu, que me lembro bem do tanto que eu chorava e ficava brava com as pessoas insistindo pra eu comer, sei bem que o seu filho também deve se sentir mal com isso. Até hoje fico sem comer por muito tempo. Mas todo mundo aprendeu a conviver e eu nunca morri de fome!

    Beijos, se quiser conversar mais, me manda email.

  • Puxa Ju…parece que você está falando da minha vida…haha…acho que a semelhança se deve a idade parecida de nossos filhos! Arthur está na mesma fase, não come quase nada, mas já foi pior. E está nessa fase de pré pré adolescência…tudo parece complicado para ele, repete as palavras eu não consigo… e eu sempre tentando falar o contrário…consegue é só fazer um esforço! Na escola desatento, não gosta muito de estudar…já vi esse filme!
    Isa, meu dodói…minha florzinha de estufa, também adora música, canta, dança, falante …próprio dos leoninos!
    Mas, a última parte eu não compartilho…três não é pra mim!Rsss
    Beijão Ju… e qdo der, boa conversa com a babá!

  • Ju, Prá pensar… Ele come na escola? Se não, talvez valha a pena investigar estratégias usadas na escola para ele comer ou com alguma psicóloga. (Aqui em casa o bicho pegou com os NÃOS e verifiquei na escola o que era feito e passei a adotar a mesma postura em casa, funcionou bem. ) Vamos combinar que estressar só deixa a gente sem energia e descabelada, né? Abraços, Luciana

  • Ainda sobre o stress, percebo que vou ficando impaciente, a fervura levantando e quando sobe de vez é um desastre! Não gosto, pois prá mim mais causa estrago do que resolve, então lanço mão dos recursos que eu tenho para tentar resolver a situação de outras maneiras… É um exercício ser mãe, né? (de criatividade, flexibilidade, paciência, autoridade….) Muita luz e tudo be bom contigo e os seus meninos. tb penso em outro…. muito.

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