Vai rolar a festa
Dia 16 de agosto chegou.
Vicolito faz três anos, eba!!!!. Já???!! Cadê o nenê que estava aqui? Se não fosse a chupeta e a fralda noturna, não haveria quase mais nenhum sinal desse período em casa. Viquinho cresceu tão rápido, mesmo. Diz que é sempre assim com os segundos: vão mais fácil. De careca louro sorridente passou a cabeludo louro sorridente. Pequeno cantor da casa, de fazer showzinho no banheiro, de olho fechado, rebolando o bumbum, e tudo o mais. Alegria geral.
Abaixo a culpa!
Hoje pela manhã fui ao lançamento de um projeto voltado para mulheres da nova classe média brasileira — as mulheres da ascendente classe C. A anfitriã era a jornalista Ana Paula Padrão, dona da ideia batizada Tempo de Mulher, e uma das palestrantes foi a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza. A fala dela foi, como sempre, divertida e inspiradora. Ela falou sobre liderança, gestão, o jeito de fazer as coisas na empresa dela. Falou também de sonhos, mulheres, família e…culpa. Sim, aquela que fica rondando a cabeça de TODA mãe que eu conheço. Algumas mulheres administram melhor essa “sombra”, vamos chamar assim. Outras sofrem terrivelmente cada vez que precisam deixar o filho em casa e sair pra trabalhar ou pra namorar ou ou ou. Assim como a Luiza Helena, que disse ter recebido das mulheres da família dela o sábio conselho de ir atrás de realização profissional AO MESMO TEMPO em que cuidava de casa, marido e filhos, eu acredito que é possível conciliar tudo isso. Em alguns momentos, o trabalho vai exigir mais. Em outros, a família vai cobrar mais atenção. Em outros, a crise é com o espelho, o tempo, o guarda-roupa e etc etc. O certo é que haverá crise e alguma culpa pelo caminho, mas não deveria haver conflito extremo, não. Quando eu fazia terapia e Gutão era pequenininho, me lembro que conversei, ao final da licença-maternidade, sobre o fato de sentir um pouco de culpa ao sair e deixar ele em casa com a babá, numas de sentir culpa pela falta que achava que ele sentia de mim, sabe assim? Pois bem. A terapeuta me disse uma coisa que mudou meu jeito de lidar com essa ”ausência”: Gutão não podia sentir falta de algo que ele não conhecia. A mãe que ele conhece sai pra trabalhar, sorrindo e feliz, todos os dias.
Do virtual para o real
E aí é assim: conheci a Rê Quintella por causa do Viva o Barrigão. Gutão era bebê de colo ainda, Theo idem. De tanto que “conversávamos” pelo blog e, depois, via email, tomei coragem pra ir conhecer essa amiga virtual em Piracaia, onde ela morava na época. Uma coisa meio louca, ir na casa de alguém que você nunca viu, levando seu filho e seu marido a tiracolo. Mas eu fui porque já sentia que a Rê era alguém em quem eu podia confiar. Meu coração poucas vezes se engana.









