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Oct 31, 2011
Juliana De Mari

Um final de semana estressante todinho pra você

Pois bem, estamos naquela fase punk-rock-hard-core de criança testando limites o tempo todo. O estresse com Gutão vem da implicância minuto a minuto com o irmão. A cada hora é preciso rolar uns bons gritos, castigo e até tapas pra acalmar (olha que absurdo!!) a situação. Ele entra em looping quando Vicolito está por perto: só critica/grita/quer bater no mais novo, é realmente péssimo. Já a batalha com Vicente agora é ensinar que ele não pode resolver as coisas na base do “eu quero” o tempo todo. O fato de ser menor não justifica atazanar o irmão, não significa querer as coisas na base do choro, do tapa na cara dos outros ou do escândalo, daqueles de ficar vermelho e se jogar no chão. Pior: agora ele descobriu como forçar o vômito. É só dizer que vai ficar de castigo que, pronto, menino faz que vai vomitar. Hoje chegou a vomitar de fato.

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Oct 15, 2011
Juliana De Mari

A mãe que eu queria ser (só bem de vez em quando)

De vez em quando, bate um desejo de ser uma mãe diferente. Daquelas que gosta de cozinhar e encara qualquer receita, das basiquinhas às elaboradas, com sorriso no rosto e disposição infinita para a melequeira das panelas. Ou de ser mãe esportista. Que gosta de acordar cedo, que usa boné, legging e tênis de corrida pra ir ao parque se exercitar ao ar livre. Ou ainda daquelas mães que se realizam horrores arrumando roupinhas nas gavetas e cada bonequinho em seu devido lugar. Queria mesmo ter um pouco dessas características, de vez em quando.

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Oct 14, 2011
Juliana De Mari

O que os olhos sentem

Faz duas semanas que meu olho esquerdo começou a reclamar. Primeiro, uma leve tremidinha. Depois, uma sensação de cansaço desde a hora em que eu acordava, um peso, nuvem na vista. Não chega a ser um desfocado completo, mas é algo diferente, começando a borrar. E eu que sou só neura com essa coisa de visão, marquei oftalmo pra hoje. Uma vez um médico tinha me dito que aos 40 todos precisaríamos usar óculos. Pois bem: meu veredicto chegou dois anos antes. O lance é que o olho esquerdo, de fato, não está focando como deveria. O direito está ótimo, nem sinal de grau. Mas o outro, coitado, um grau de hipermetropia. E a oftalmo ficou espantada de eu nunca ter percebido que focava com um olho só! (até tinha percebido, mas, sei lá, nunca tinha levado isso a sério). Sai do consultório com receita pra fazer óculos. Pra quando precisar da vista longas horas lendo ou usando o computador — tipo, toda hora! Lembrei que meninos também precisam fazer os exames de vista. Gutão pela terceira vez, Vico estreará. Antes que o ano termine, quero chegar a dezembro como comecei: com a agenda médica, minha e da família, em dia. E lá vamos nós pra maratona pediatra-dentista-oftalmologista-ginecologista-ortopedista…Vamo combinar que essa parte é necessária, mas é chata que só? Mas saúde é o bem mais precioso que a gente pode ter, mesmo. E não dá pra ser negligente com o que os olhos e o coração da gente sentem.

Oct 13, 2011
Juliana De Mari

Dia das crianças

E aí que, em comemoração ao Dia das Crianças, eu falei pra Gutão que ele podia escolher o lugar para almoçar. Qualquer lugar. E me surpreendi com a resposta. Ele, bem blasé, diz que queria almoçar em casa!!! Muito adolescente esse meu filho cabeludo de sete anos, viu? Como não estávamos afins de comer em casa ontem e como, infelizmente, eu não nasci com vocação nem vontade de cozinhar, renegociamos e, obviamente, ele escolheu o McDonalds, com um sorriso de um canto ao outro da boca. Lá fomos nós, encarar loja apinhada de gente e aquele cheiro de fritas no ar. Sabe que, cardápio duvidoso à parte, foi uma escolha divertida? Viquinho brincou taaaanto no brinquedão, correu sem parar, escorregou trocentas vezes, sempre pedindo “mais uma” antes de ir embora. E saímos do McDonalds direto pra uma cafeteria simpática, onde eu e o Rô tomamos um cafezinho e meninos ficaram felizes com um copinho de água com gás (sim, Vicente AMA água de bolinha!!). E do café fomos na loja de peixes, comprar novos habitantes pro aquário que fica no quarto do mais velho. Quatro novos peixinhos, tão bonitinhos. Eu não sei fazer nada além de dar comida e ficar olhando os peixes pra lá e pra cá. Me dá uma paz incrível fixar os olhos ali. Mas não sou boa de ver se a água está com PH correto, de limpar bombinha ou de arrumar plantas e pedrinhas do fundo. Ai, não. O trato em casa é que, quando o cachorro chegar (sim, ano que vem teremos um novo morador em casa) eu vou me responsabilizar pelo PetShop e outros cuidados (adoooro essa parte de escolher a cama, a coleira, a ração. Gosto até da parte de ensinar o bichinho a conviver sem fazer zona no apê). Vamos combinar: é muito mais legal e interativo cuidar de um cachorro do que limpar coco de peixe, né? Só sei que o bicho ainda nem chegou, mas já está fazendo um bem danado pra família. Ontem passamos um tempão em brainstorming, Viquinho palpitando junto, tentando escolher um nome pro dito cujo. Vai ser macho, isso já sabemos. A raça escolhida é a Cavallier, e os machos da raça são mais comportados que as fêmeas. Em breve, vamos encomendar o filhotinho, surpresa pros guris. Eu, que adoro contar historinhas pra eles sobre meus tempos com a Dolly, Coker dourada maluquinha que morava com a gente em Recife, e com o Romeu, Schnauzer que fez meus primeiros tempos em Sampa mais animados, estou me sentindo feito criança de novo. E isso é tão bom. Tivemos um dia feliz ontem.

Oct 5, 2011
Juliana De Mari

As noites são as noites

E, então, Vicolito voltou a dormir na caminha dele, depois de um longo tempo — entre aquela maldita tosse coqueluchóide e seu aniversário de 3 anos. Caçulinha tem passado noites quase inteiras na própria cama, em vez de pedir pra dormir na nossa. Aparece no nosso quarto agora, descabelado e com a chupeta caindo da boca, mas é pra pedir leite-grande-quentinho-sem-água ou pra dizer que fez xixi na fralda e quer trocar. Ou, como tem acontecido em várias madrugadas, filhote acorda, chorando, com dor na perna. Vixe, essa fase é dose — tem que fazer massagem, colocar bolsa de água quente, às vezes dar remedinho e tals. Porque dói — a gente esquece que dói, mas o choro da criança que reclama de dor na perna é real, é agudo. Episódios chorosos à parte, evoluímos, e isso é bom. Mas, putz, essa coisa de noite “picada”, ó, senhor, maltrata a gente. Tem dias em que acordo com a sensação de que meu corpo tá mais cansado do que quando eu fui deitar, sabe assim? Tá passando, eu sei. Jajá passa de vez e Viquinho vai dormir a noite inteirinha sem nem lembrar que papai e mamãe existem. Amém.