Da vida online
Vocês já devem ter percebido que no canto direito do blog há uma galeria de fotos alimentadas com os cliques que faço via Instagram. Pois bem. Essa rede social de fotografia virou um hobby muito estimulante desde o final do ano passado (pra começar a usar é só baixar o aplicativo, grátis, via AppStore). Eu que sempre gostei de fotografar, descobri no iPhone um aliado poderosíssimo. Posso fazer fotos na hora em que eu quero, registrando o que sinto e vejo, com a maior facilidade do mundo. Não preciso mais carregar máquina comigo, nem me preocupar em fazer edição da foto em casa. Agora, está tudo ao alcance do dedo! Obviamente, o que eu mais gosto de fotografar são os meus meninos e a rotina deles em casa. Gutão não gosta muito da ideia de posar, claro. Tenho que implorar quando vejo uma luz bonita banhando o rostinho dele. Na maior parte das vezes, faço foto roubada. E adoro fazer isso, capturar aquele momento de concentração do meu menino grande quando está lendo ou flagrar a gargalhada feliz depois de ganhar lambida do Rocky Guaraná! Ah, como é bom fotografar — com máquina amadora, profissional ou com iPhone! Viquinho, ah, esse, sim, gosta de fazer caras e bocas. Outro dia pedi uma cara de felicidade e ele franziu os olhinhos e abriu um sorrisão que manteve congelado por alguns bons segundos até eu dizer que a foto estava Ok, hahahaha. Adoro.
Fato é que por causa do Instagram e do prazer que a fotografia me dá acabei criando um projeto com duas amigas (que conheci no próprio Instragram!) e estamos promovendo encontros reais a partir da rede virtual. É o tal #Insta4fun, que dá título à galeria de fotos aqui do blog. Domingo passado rolou um Instawalk na Vila Madalena. Mais de sessenta pessoas reunidas pra fazer o que gostam: andar pelo bairro, fotografar, editar, conversar e conhecer gente nova e muito bacana. Tinha família com nenê de dois meses, tinha adolescente que o pai e a mãe foi levar, tinha médico, jornalista, publicitário, advogado, economista. Tinha gente de Portugal e da França. Tinha uma energia tão boa! Foi um encontro muito divertido: um bando de malucos andando pela rua empunhando iPhone, agachando pra tirar foto de calota de carro, subindo em muro pra capturar a cor daquela florzinha solitária, clicando a foto da foto da foto e por aí vai! Bom, os registros dessa caminhada de Instagramers vocês acompanharam aí no feed ao lado. Muita alegria no Beco do Batman, uma galeria de arte de rua colorida com um grafite mais legal que o outro. (Aliás, recomendo o passeio pra quem ainda não conhece).
Depois dessa experiência e de toda as pessoas incríveis que já conheci via internet, eu tenho cada vez mais certeza que meus filhos nasceram em um momento privilegiado, onde é possível ter acesso a coisas, lugares, pessoas e hobbies que não teríamos, ou que teríamos muito mais dificuldade pra conectar ou realizar, se não fosse a grande rede. Tudo é questão de saber usar, de encontrar um propósito, de buscar conexões que acrescentem, e, no caso dos pequenos, de receber educação para a vida online em casa. Os meninos têm exemplo do pai e da mãe.










Ah, que delícia, Ju! E você acabou de viciando nesse mundo do Instagram, deixei até minha Nikon de lado e só tenho fotografado com o iPhone… Viva a Internet e todas as coisas boas que ela me trouxe. E você está incluída na lista!
)
E o meu comentário vai ser totalmente desconexo, mas eu não pude deixar de perceber que estava te “ouvindo” lendo esse post. E depois o comentário da Mic. Engraçado isso da gente atribuir as vozes ao que lemos, né? E agora que eu conheço a tua fica mais fácil ainda.
Mas enfim, sim, a internet é tudo de bom! E o Instagram também! Agora, dona Ju, tem que compartilhar as dicas pra fazer essas fotos lindas que você faz!
Lendo seu post, sinti um insight sobre o meu olhar para a vida online da Melissa. Mel quer viver conectada, quer um celular, quer estar na rede, adoro os jogos do facebook ou conversar no MSN com parentes e amigas minhas e eu vivo policiando tudo, se deixar ela fica o dia inteiro por aqui e esquece da vida, ela pode usar a net apenas de sabado e domingo depois do almoço, ela briga comigo, diz que esta fora de tudo (meu deus ela tem apenas 6 anos!). E este assunto sempre fica me rondando, porque eu acho que ela é muito criança ainda, tem tanta coisa pra fazer, fico assim meio nostalgica, pensando na minha infancia. Eu cresci na rua, brincando muito e olho pra ela e tenho dó. Mas hoje, com seu texto, fiquei pensando que talvez eu tenha mesmo que sair desta posição estatitca e olhar o mundo sob o prisma da infancia de hoje e esse pensanmento “educar para a vida online” me chamou muito atenção. Vou refletir bastante sobre isso e talvez mudar meu olhar sobre a vida online da Mel.