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Sep 12, 2011
Juliana De Mari

Pausa pra recomeçar

Teve feriado na quarta passada. E a gente aproveitou pra dar uma pausa na correria dos últimos tempos e curtir a  família em Floripa. A ilha nos recebeu com chuva torrencial. E frio, de usar blusa de lã e deixar lareira acesa todos os dias. Foi bom pra relaxar, ouvindo barulhinho da água misturado à gritaria dos meninos. Como gritam, meu Deus!! E agora estão em uma fase, os dois, em que a melhor brincadeira do mundo é lutar. Viquinho, junto aos maiores, acha que pode e sai distribuindo chutes e empurrões. Acaba levando a pior, né? Chora dois segundos, fica vermelho e emburrado, mas volta correndo pra confusão assim que ouve os gritos de novo. Gutão, meu menino tão grandão, passou da fase de brincar sozinho com seus carrinhos e bonequinhos. Até brinca ainda, mas é cada vez mais raro. Agora, quer emoção. Luta na vida real, ou luta nos joguinhos eletrônicos. A sorte é que gosta de ler — já devorou todos os Diários do Banana, incrível. E anda tirando livro emprestado na biblioteca da escola, uma coisa maravilhosa de se ver. Floripa foi generosa e deu surf pro Rô, altas ondas e água tão gelada que os pés dele quase congelaram em uma das caídas no mar. Deu baleia encalhada no Pântano do Sul, deu um dia de sol e céu azul e churras como eu gosto, deu colinho do vovô Zeca e da vovó Lilica, deu carinho no Padang e na Nusa, os cachorros que Gutão mais ama na vida. Deu o doce mais doce do mundo, que eu me controlei e só comi uns quatro pedaços, hahaha. Deu tio Bru e Rachel, sempre queridos, e a Vanda e o amigão Luís Felipe, o menino grande idolatrado pelos meus meninos ainda pequenos. E, por fim, alguma coisa tinha que sair do roteiro: deu ciático reclamando!!! Não sei se foi o colchão, o travesseiro, Vicolito me chutando à noite…só sei que a dor era tanta ontem que chorei ao acordar e tive que tomar remédio, bomba que tem morfina na composição. Melhorou dali meia-hora e consegui viajar de volta pra Sampa em condições de sentar. Chegamos no final do dia em casa e parecia que era manhãzinha. Meninos foram brincar no vizinho, viram o restinho do jogo do Grêmio com o Rô, devidamente paramentados com suas camisetas do time do coração, e devoraram pizza antes de dormir. Deu tempo ainda de desarrumar parte das malas, que eu não gosto é de arrumar, sabe, mas colocar no lugar até curto. Deu pra fazer supermercado virtual, hábito prático que adquiri nos últimos anos e que facilita taaaanto a semana da gente. E hoje é segunda-feira, e  o dia acordou tão cinza em Sampa. Mas eu fiquei com o azul que Floripa nos deu no final de semana grudado nos olhos e isso fez toda diferença.

Sep 2, 2011
Juliana De Mari

Quando entrar setembro…

Passou agosto, enfim, meu  Deus!

Mês de alegria imensaaaaa pelo terceiro aniversário do meu Vicolito. Mas mês também de tanto desgosto…por coisas que eu sinto muitíssimo e outras que eu nem sei direito dizer o que são. Mês de aperto no peito, de 30 dias de ausência da tia Ana, de hospital e corre-corre na vida do tio Julinho, de sentir tanto pela minha mãe e pela angústia dela. Mês de aceitar os limites e o tempo das coisas — que não deu pra entregar o TCC do MBA na prorrogação e eu não tive condições nem de tentar me esforçar pra isso. Então, vamos lá, encarar aulas de monografia a partir de outubro e cumprir o calendário bonitinho pra concluir o trabalho no meio do ano que vem. Mês de indignação diante da mediocridade alheia, da falta de visão e de educação, e dessa falta de gentileza generalizada, que as pessoas andam embrutecendo e perdendo a chance de fazer o dia de alguém feliz com um bom dia pra acompanhar um sorriso. Agosto foi mês de vislumbrar futuros possíveis, de ter coragem para conversas importantes e de guardar o mantra, que ouvi de uma mulher incrível, pra repetir baixinho toda vez que o coração apertar e duvidar de tudo e de tantos: “aceitação, alegria e entusiasmo”. Assim, nessa ordem. Mês de ter que dar um tempo no RPG, de perder sucessivas aulas de inglês, de aceitar as horas de sono que meu corpo e minha cabeça me pediram sem me sentir culpada por isso, de me perdoar por comer mais doce do que eu deveria…mês de reconciliação com as minhas inúmeras fraquezas, sabe assim? Mês de duvidar, pra depois reconhecer, os meus talentos. Difícil isso. Tão difícil isso. Mês de viver a sombra.

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Aug 16, 2011
Juliana De Mari

Vai rolar a festa

Dia 16 de agosto chegou.

Vicolito faz três anos, eba!!!!. Já???!! Cadê o nenê que estava aqui? Se não fosse a chupeta e a fralda noturna, não haveria quase mais nenhum sinal desse período em casa. Viquinho cresceu tão rápido, mesmo. Diz que é sempre assim com os segundos: vão mais fácil. De careca louro sorridente passou a cabeludo louro sorridente. Pequeno cantor da casa, de fazer showzinho no banheiro, de olho fechado, rebolando o bumbum, e tudo o mais. Alegria geral. 

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Aug 9, 2011
Juliana De Mari

Abaixo a culpa!

Hoje pela manhã fui ao lançamento de um projeto voltado para mulheres da nova classe média brasileira — as mulheres da ascendente classe C. A anfitriã era a jornalista Ana Paula Padrão, dona da ideia batizada Tempo de Mulher, e uma das palestrantes foi a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza. A fala dela foi, como sempre, divertida e inspiradora. Ela falou sobre liderança, gestão, o jeito de fazer as coisas na empresa dela. Falou também de sonhos, mulheres, família e…culpa. Sim, aquela que fica rondando a cabeça de TODA mãe que eu conheço. Algumas mulheres administram melhor essa “sombra”, vamos chamar assim. Outras sofrem terrivelmente cada vez que precisam deixar o filho em casa e sair pra trabalhar ou pra namorar ou ou ou. Assim como a Luiza Helena, que disse ter recebido das mulheres da família dela o sábio conselho de ir atrás de realização profissional AO MESMO TEMPO em que cuidava de casa, marido e filhos, eu acredito que é possível conciliar tudo isso. Em alguns momentos, o trabalho vai exigir mais. Em outros, a família vai cobrar mais atenção. Em outros, a crise é com o espelho, o tempo, o guarda-roupa e etc etc. O certo é que haverá crise e alguma culpa pelo caminho, mas não deveria haver conflito extremo, não. Quando eu fazia terapia e Gutão era pequenininho, me lembro que conversei, ao final da licença-maternidade, sobre o fato de sentir um pouco de culpa ao sair e deixar ele em casa com a babá, numas de sentir culpa pela falta que achava que ele sentia de mim, sabe assim? Pois bem. A terapeuta me disse uma coisa que mudou meu jeito de lidar com essa ”ausência”: Gutão não podia sentir falta de algo que ele não conhecia. A mãe que ele conhece sai pra trabalhar, sorrindo e feliz, todos os dias.  

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Aug 2, 2011
Juliana De Mari

Do virtual para o real

E aí é assim: conheci a Rê Quintella por causa do Viva o Barrigão. Gutão era bebê de colo ainda, Theo idem. De tanto que “conversávamos” pelo blog e, depois, via email, tomei coragem pra ir conhecer essa amiga virtual em Piracaia, onde ela morava na época. Uma coisa meio louca, ir na casa de alguém que você nunca viu, levando seu filho e seu marido a tiracolo. Mas eu fui porque já sentia que a Rê era alguém em quem eu podia confiar. Meu coração poucas vezes se engana.

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Jul 15, 2011
Juliana De Mari

Irmandade

Pois Gutão anda super agressivo com Vicolito. Super. O pequeno não pode existir — cantar, gritar, dar risada, correr pela casa — que o outro reclama, grita, vai pra cima dando chute, empurrando, agredindo mesmo. Tá feia a coisa, e eu, confesso, não sei como agir direito nas horas em que o pau está comendo. Vico também provoca, às vezes. E dá margem pro outro usar isso como argumento pra todas as outras agressões, sabe como é que é?

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Jul 12, 2011
Juliana De Mari

Do papel dos pais

Sempre sonhei em ser mãe. Quando era pequena, fazia listas com nomes de filhos futuros. Imaginava que, aos 28, o ápice da maturidade na minha visão de menina, já seria mãe de três (Gutão nasceu quando eu tinha 31; Vicolito, aos 35. E agora, aos 38, ando sentindo, de novo, a vontade de aumentar  a família). Adoro criança. Adoro a inocência infantil. Adoro mãozinha, pezinho, o jeitinho de falar, de descobrir tudo. Gosto de brincar, de cuidar e de educar. Já tive vontade de ser professora infantil por profissão. Sabe que quando eu era adolescente, ganhava dinheiro dando aula de português e inglês para crianças na faixa dos seis, sete anos? Pois é, pois é. O combinado com a turminha era meia hora no videogame por uma hora de concentração no reforço escolar, hahahaha.

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Jun 27, 2011
Juliana De Mari

Rapidez (como diz Vicolito)

Pois foi assim nossa viagem pra Recife no São João: rapidex. Ou melhor, rapidez, como diz Vicolito.

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Jun 14, 2011
Juliana De Mari

O tempo corre

Então, é isso: vontade de atualizar o blog não me falta. Falta tempo mesmo. Falta energia. Deve ser o inferno astral, esse período de reflexão pré aniversário que costuma sugar as forças da gente.

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Apr 25, 2011
Juliana De Mari

Correndo, correndo

Putz, que abril acelerou demais. Muuuuito trabalho, muitas demandas ao mesmo tempo. E o TCC do MBA na cabeça. Salve, salve, Santo Expedito! Passou o dia dele, o mesmo do aniversário de oito anos de casamento. Saímos pra jantar em um lugar incrível e foi bom pra lembrar que, antes de ser quatro, é preciso cuidar de ser dois.

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