Mamãe-leão
É fato conhecido que meus filhos acordam cedo. Cedíssimo, eu diria. Seis e meia da matina estão de pé, olhos bem abertos, querendo movimento. Pra uma mãe vespertina, que só começa a funcionar direito pelas onze da manhã, é praticamente um castigo, sério.
Carta para Gutão
E o primeiro ciclo de vida, tua primeira infância, meu filho, termina amanhã. Você faz sete anos. Sete, Gutão. Número de sorte, dizem. Sorte tive eu, meu Príncipe, em viver essa alegria tão profunda que é ser tua mãe. Começa agora uma nova fase, que delícia. Você continua cabeludo, branquelinho, sociável e sensível. Mas já perdeu vários dentes de leite, dorme sem cueca, pega o telefone e liga sozinho para os amigos. Mais: combina programas com eles. O da vez é a “festa do pijama”, que, sim, nós vamos fazer semana que vem. Mas, não, nós não vamos convidar dez meninos pra dormir em casa, meu filho! Aqui, cabem mais três, além de você e do seu irmão. E eu nem quero imaginar o que vai ser essa reunião de testosterona! Eu gosto, Gutão. Dessa confusão saudável, da tua alegria nesses momentos, da tua liderança discreta. Eu amo, meu filho, ver você feliz. Eu amo, meu Pirato (lembra disso? Nenê cabeludo abria um olho só!), ser tua mãe. Aprendo muito com as tuas tiradas filosóficas. Hoje, dia 26, antes de dormir, véspera do teu aniversário, você disse que queria criar uma máquina pra acelerar o tempo e virar logo adolescente. E terminou assim: “O hoje é o amanhã do ontem”. Confesso que levei alguns minutos pra processar essa verdade. É que você sente e processa longe, meu amor. Você sente tudo, eu sei e sinto. Você é assim: desde sempre, “ão”. Gutão.
Dos meninos
E Gutão baqueou também.
Febre alta, dor de cabeça, garganta inflamada. Me ligaram da escola na terça pra ir buscar ele mais cedo. Três dias longe das aulas. Mamãe em casa. Com conjuntivite, leve, mas em casa.
Olhos doentes, de novo
E não é que peguei conjuntivite, de novo?!!
Surto geral em Sampa, com mais de dois mil casos registrados no litoral e relato da oftalmo que me atendeu ontem de que tem visto mais de 300 pessoas por dia no hospital público onde dá plantão.
O ano começou
…e meu Vicolito começou a vida escolar. E teve semana de adaptação com direito à mamãe esperando na salinha ao lado. Caçula não chorou. Fez um certo bico, mais de timidez do que de medo, nos dois primeiros dias. Depois, já ia bonitinho com a professora brincar no parque, dar “banho” na tartaruga, pegar os dinossauros dentro do baú de brinquedos. Espiei pouco, pra não atrapalhar. Consegui roubar algumas fotinhos. Me emocionei muito. Mas, ao contrário da primeira vez com Gutão, não chorei, viu? Fiquei feliz de ver meu Vicente indo pro mundo tão tranquilamente. Duas semanas passaram e, agora, ele começou a fazer a adaptação na perua. Vai junto com Gutão e a babá, que se faz presente, mas senta longe dele. Nada de levar nenê no colo. Por enquanto, tá na boa. E hoje até arriscamos mandá-lo sozinho com o irmão mais velho, aos cuidados da perueira e da professora. Diz que foi tudo bem. Veremos quando a rotina se estabelecer de uma vez.
A bruxa que mora em mim — parte 100
Sério, tem dias em que me sinto assim. Mãe-bruxa. Horrivelmente bruxa.
É que tem dias em que não acordo legal, uma melancolia sem explicação, uma vontade de não fazer nada, uma dor de barriga que me acompanhou a madrugada inteira e drenou minhas forças, enfim — mãe tem direito a isso, hein?
Montão de coisas
E tem post no forno sobre a primeira viagem internacional dos meninos. Na real, a primeira viagem a quatro pra um destino “desconhecido” deles, que estão acostumados a pegar avião pra visitar os avós nos extremos do país. Saldo super positivo!
Vamos em frente
Estou meio abismada com o tamanho dos meninos. Gutão cresceu muuuuito em um ano. Está comprido, meio magrelo, com uma cabeleira linda e um sorriso cheio de dentes novos. Vicolito acompanhou o irmão. Nem tanto na altura, mas na cabeleira loura vasta e nas estripulias — todas!
O sol fugiu
Putz, depois de sol, praia, dias de folia descompromissada, veio Sampa. E a chuva. Desde que chegamos de Floripa, no sábado, não deu nenhum dia de clube ainda, embora eu tenha combinado com os meninos que iríamos aproveitar se houvesse brechinha de sol. Até saído aquele solzinho tímido, mas não segura a função “expectativa das crianças por um dia ensolarado”, sabe como?
Azul, azulzinho
Está sendo assim nosso início de ano novo. Estamos em Floripa desde a virada. Os dias têm sido generosos. Até chove, mas o sol sempre aparece, seja no meio do dia — e aí dá praia, seja no final da tarde — quando meninos se esbaldam na piscina inflável que a vovó colocou no jardim. Gutão e Vico estão bronzeadinhos, assim “inhos” mesmo, que o protetor solar reina forte pra esses branquelos!!









