Já falei disso por aqui e vou voltar ao assunto porque, pra mim, é parte fundamental da missão de ser pai e mãe e entra naquelas definições de “educação para a vida”, sabe assim? Pois bem. Ensinar sobre as relações, os sentimentos, as conexões entre as coisas e as pessoas, ensinar a conviver, ah, eu acho TÃO importante. Dedicar esforço para transmitir aos filhos a importância disso que não é a parte “racional” da vida. Não é ensinar um “como” fazer, não é ficar falando teoricamente sobre um monte de assuntos, que cada pessoa tem um ritmo no mundo, cada um tem um jeito que prefere pra abordar e acessar coisas/pessoas/sentimentos/acontecimentos. Mas é dar a possibilidade aos filhos de experimentarem isso que eu chamo de “valores” importantes para a família.
Continue Reading »
Estou em fechamento da revista, então, precisei trabalhar hoje, feriado. Tirei a manhã pra descansar um pouco e almoçar com a galerinha de casa. Fomos em um lugarzinho simpático do bairro, um restaurante com cara de venda de antigamente, que serve uma comidinha quase caseira e muito gostosa. E tem prato “normal” pra criança: arroz com feijão e bife ou macarrão e filé mignon. Sentamos em uma mesa na parte da frente, embora a gente prefira a parte de trás, onde o atendimento é melhor e Vicolito pode fazer uma certa bagunça chutando as pedrinhas que revestem o chão. Mas estava cheio.
Continue Reading »
De vez em quando, bate um desejo de ser uma mãe diferente. Daquelas que gosta de cozinhar e encara qualquer receita, das basiquinhas às elaboradas, com sorriso no rosto e disposição infinita para a melequeira das panelas. Ou de ser mãe esportista. Que gosta de acordar cedo, que usa boné, legging e tênis de corrida pra ir ao parque se exercitar ao ar livre. Ou ainda daquelas mães que se realizam horrores arrumando roupinhas nas gavetas e cada bonequinho em seu devido lugar. Queria mesmo ter um pouco dessas características, de vez em quando.
Continue Reading »
Teve feriado na quarta passada. E a gente aproveitou pra dar uma pausa na correria dos últimos tempos e curtir a família em Floripa. A ilha nos recebeu com chuva torrencial. E frio, de usar blusa de lã e deixar lareira acesa todos os dias. Foi bom pra relaxar, ouvindo barulhinho da água misturado à gritaria dos meninos. Como gritam, meu Deus!! E agora estão em uma fase, os dois, em que a melhor brincadeira do mundo é lutar. Viquinho, junto aos maiores, acha que pode e sai distribuindo chutes e empurrões. Acaba levando a pior, né? Chora dois segundos, fica vermelho e emburrado, mas volta correndo pra confusão assim que ouve os gritos de novo. Gutão, meu menino tão grandão, passou da fase de brincar sozinho com seus carrinhos e bonequinhos. Até brinca ainda, mas é cada vez mais raro. Agora, quer emoção. Luta na vida real, ou luta nos joguinhos eletrônicos. A sorte é que gosta de ler — já devorou todos os Diários do Banana, incrível. E anda tirando livro emprestado na biblioteca da escola, uma coisa maravilhosa de se ver. Floripa foi generosa e deu surf pro Rô, altas ondas e água tão gelada que os pés dele quase congelaram em uma das caídas no mar. Deu baleia encalhada no Pântano do Sul, deu um dia de sol e céu azul e churras como eu gosto, deu colinho do vovô Zeca e da vovó Lilica, deu carinho no Padang e na Nusa, os cachorros que Gutão mais ama na vida. Deu o doce mais doce do mundo, que eu me controlei e só comi uns quatro pedaços, hahaha. Deu tio Bru e Rachel, sempre queridos, e a Vanda e o amigão Luís Felipe, o menino grande idolatrado pelos meus meninos ainda pequenos. E, por fim, alguma coisa tinha que sair do roteiro: deu ciático reclamando!!! Não sei se foi o colchão, o travesseiro, Vicolito me chutando à noite…só sei que a dor era tanta ontem que chorei ao acordar e tive que tomar remédio, bomba que tem morfina na composição. Melhorou dali meia-hora e consegui viajar de volta pra Sampa em condições de sentar. Chegamos no final do dia em casa e parecia que era manhãzinha. Meninos foram brincar no vizinho, viram o restinho do jogo do Grêmio com o Rô, devidamente paramentados com suas camisetas do time do coração, e devoraram pizza antes de dormir. Deu tempo ainda de desarrumar parte das malas, que eu não gosto é de arrumar, sabe, mas colocar no lugar até curto. Deu pra fazer supermercado virtual, hábito prático que adquiri nos últimos anos e que facilita taaaanto a semana da gente. E hoje é segunda-feira, e o dia acordou tão cinza em Sampa. Mas eu fiquei com o azul que Floripa nos deu no final de semana grudado nos olhos e isso fez toda diferença.
Pois foi assim nossa viagem pra Recife no São João: rapidex. Ou melhor, rapidez, como diz Vicolito.
Continue Reading »
E tem post no forno sobre a primeira viagem internacional dos meninos. Na real, a primeira viagem a quatro pra um destino “desconhecido” deles, que estão acostumados a pegar avião pra visitar os avós nos extremos do país. Saldo super positivo!
Continue Reading »
Estou meio abismada com o tamanho dos meninos. Gutão cresceu muuuuito em um ano. Está comprido, meio magrelo, com uma cabeleira linda e um sorriso cheio de dentes novos. Vicolito acompanhou o irmão. Nem tanto na altura, mas na cabeleira loura vasta e nas estripulias — todas!
Continue Reading »
Está sendo assim nosso início de ano novo. Estamos em Floripa desde a virada. Os dias têm sido generosos. Até chove, mas o sol sempre aparece, seja no meio do dia — e aí dá praia, seja no final da tarde — quando meninos se esbaldam na piscina inflável que a vovó colocou no jardim. Gutão e Vico estão bronzeadinhos, assim “inhos” mesmo, que o protetor solar reina forte pra esses branquelos!!
Continue Reading »
Chegamos em Recife na quinta à noite, depois de um atraso de duas horas no voo e nenhuma confusão no check-in, que era o que eu mais temia. Ontem e hoje deu praia — céu azul, maré baixando, água quentinha. Meninos felizes, felizes: são mesmo bichinhos do mar. Viquinho já tomou dois caldos gigantes, mas não ficou nem aí com isso. Aliás, tá um figuraça agora que destravou a lingua e aprendeu a nos dar ordem e muitas negativas. Hoje mandou assim pra mim no carro, no caminho pra praia: “Não canta no meu ouvido, mamãe”. Hahaha.
Continue Reading »
Agorinha à noite, Vicente lutando com o vovô Zeca no chão da sala. Punhos cerrados, caras e bocas, ele derruba o avô no sofá e grita pra vovó: “Lilica, matei”. Depois, morre de dar risada. Diga aí se não é um adorável maloqueiro?