O sol fugiu
Putz, depois de sol, praia, dias de folia descompromissada, veio Sampa. E a chuva. Desde que chegamos de Floripa, no sábado, não deu nenhum dia de clube ainda, embora eu tenha combinado com os meninos que iríamos aproveitar se houvesse brechinha de sol. Até saído aquele solzinho tímido, mas não segura a função “expectativa das crianças por um dia ensolarado”, sabe como?
Correndo
Então, é isso aí: dezembro chegou, 2011 tá logo ali, espiando a gente.
Tirei a semana passada de folga pra botar agenda médica em dia. Eu fui no ortopedista (liberada pro RPG e Pilates, oba) e no dermato (rosto e mãos, ok. Colo precisando de um bom trato). E os meninos já foram na última consulta do ano. Dessa vez, com uma médica nova, perto de casa. Dra. Ketty continua com a gente, mas só vou ter tempo de levá-los lá em janeiro, nas férias (o consultório é muito longe e realmente a agenda anda apertada ultimamente). Voltando à consulta, os dois foram bem avaliados. Peso legal, altura idem. Gutão, grandão. Vicolito cresceu seis centímetros de junho pra cá, chegando aos 89 centímetros. Igualmente bom. A médica nova é bem legal, bem atenta e atenciosa, bem “psicológica”, pra tentar traduzir o que sinto com ela. Gostei. Mandou desencanar da história do levantar noturno do Vicolito. Diz que é fase e que é normal que seja assim. Pra espantar a culpa e curtir, que jajá passa. (veja bem, ela só recomendou isso porque o menino tem o quarto dele, pede pra dormir na cama dele, dorme lá nas sonecas durante o dia e tals. É só na madrugada que, às vezes, ele levanta e quer deitar com a gente. Em muitos dias, ele chama e continua na caminha dele, só quer ganhar mais um carinho.
Toureando irmãos – de novo
Pois, então, os meninos andam se pegando. Gutão bate no pequeno por nada. Pra provocar. Pra descontar a raiva, o ciúme. Vico reage. Vai pra cima do mais velho como se tivesse o tamanho dele. Dá cabeçada, quer morder, puxa a cabeleira do outro. Inevitavelmente, apanha mais. E chora, chora, chora. Um choro indignado. E eu entro na parada pra pedir a Gutão que não bata à toa. E falo, pela milésima vez, que um tapa do Vico nunca vai ser tão forte quanto o dele — pelo menos enquanto a diferença de idade se manifestar na altura de ambos. Mas não adianta. Gutão tem prazer em bater no Vico, é isso. E o pequeno tem convicção que pode bater de volta. E eu tenho certeza que não tenho serenidade pra lidar com essas brigas…Porque essa coisa de briga física me altera mesmo. Nunca gostei de brigar fisicamente — até porque, lá em casa, quem batia era minha irmã, três anos mais nova!!! Eu nunca tive muita coragem de revidar. Tinha pena, ou não conseguia expressar a raiva dando porrada, sei lá. Bom, fato é que ver Gutão batendo no Vico me dá nos nervos. E aí, algumas vezes, eu acabo batendo nele…Palmada, não. Quando rola é beliscão “limite”, aquele pra fazer parar, sabe? Mas aí Gutão chora lágrimas grossas e muito sentidas, diz que eu amo mais o pequeno e tal e coisa, e eu acabo naquela situação “fiz-o-que-achava-que-devia-mas-sinto-tanta-culpa”. Complicada essa fase, viu? De “gerenciar” demanda de dois brigões. Sim, porque agora Vico, inclusive, fala pequenas frases e sabe se impor direitinho quando não é atendido: joga tudo o que estiver ao alcance dele no chão — ou na cabeça da gente! Difícil de ensinar o que é certo. De não sucumbir ao que é errado. De lidar com a culpa e dormir em paz. Mas educar é isso, e o lado bom de ter filhos é muito maior que a trabalheira momentânea.
Baqueou
Depois de uma otite fora de época, há uns dois meses, Gutão baqueou na sexta passada. Começou reclamando de dor de cabeça e, daí, veio uma febrinha e aquela vontade de não comer nada (potencializada, que isso é um clássico do menino, né?). Na madrugada a febre aumentou e ele começou a reclamar muito de dor na garganta. De não conseguir engolir. Ele não dormiu direito e nem eu. Dei novalgina e pastilha de flogoral. E rezei pra passar.
O retorno
Pois bem, Vicente está reaprendendo a dormir, sozinho, na caminha dele. Começamos esse retorno final de semana passado. Na primeira noite, filhote acordou, saiu da caminha e veio para o nosso quarto. Gentilmente, o levamos de volta. Claro que pra ele foi um horror, depois de meses dessa gostosa rotina de, no meio da madrugada, pular da própria cama pra dormir com mamãe ao lado. (Culpa zero da minha parte, viu? O hábito se deu por necessidade: ele veio pra nossa cama porque ficou seriamente doente e era necessário estar realmente ao lado pra monitorar a respiração dele, enfim).
Quem dera ser um peixe…
Termino o domingo pós festinha animada de dois anos da fofíssima Julia, filha da amada Martinha e do meu sempre querido amigo Gusmão, com uma baita dor de cabeça. Enjoadíssima. Não sei se é da coluna (pescoço reclamou bastante no final de semana) ou do perfume (errado) que escolhi usar hoje. É um de mel da LOccitane, que, no início, eu gostava, mas agora, definitivamente, não combina mais comigo…Tem dessas coisas, né, gente? Perfume, roupa, acessórios que não “duram”. Até porque é isso: tudo muda o tempo todo, e nosso estilo também tem permissão pra mudar. Não sou dada a mudanças radicais no visu (na vida, algumas vezes, já foi necessário). Sou sutil nas novidades. Mas, espreitando os 40 (mais três aninhos e priu, já era!), cada vez mais, quero pra mim o que gosto e o que me faz bem. Por dentro e por fora também. O perfume vai ser doado, pronto.
Saladão: coluna torta e as dicas de maquiagem da vez
Então é isso, minha gente: a coluna travou mesmo. Contratura fortíssima, lado esquerdo, pescoço e ombro. Estou fazendo fisioterapia e tomando remédio há uma semana. A dor diminuiu, mas a sensação de peso é terrível e vem junto com a impressão (possível) que o outro lado vai travar também, a qualquer momento.
De amor e de dor
Fui ao ortopedista. Estou com contratura do trapézio por causa de algum desgaste da cervical. Os torcicolos dos últimos tempos já eram prenúncio do que viria, mas eu não dei bola…Achei que era culpa da posição ao dormir, achei que era de dormir pouco…Tudo isso soma “peso” à coluna, claro. E tem a pressão no trabalho, a correria doida dos últimos dias. E a pressão em casa, essa coisa de ter que dar conta de quase tudo ao mesmo tempo…Enfim, pesou. Vem pesando há algum tempo e eu venho tentando driblar como posso. Agora, minha coluna sofre. O ombro pesa, o pescoço repuxa, tudo dói…
As férias, a Copa e o malabarismo
Depois daquele ataque de “ó vida, ó céus”, o estresse parece ter dado uma trégua aqui em casa. Gutão está mais conformado com a multiplicidade de programas que as férias podem proporcionar e, seguindo nessa toada, tem até passado mais horas cuidando do seu pinguim (cujo nome é Indiana X2, hãhã). Cinema tem sido o programa predileto pra sair da rotina. Sexta da semana passada fomos eu, ele e o Rô assistir a Toy Story 3. Amamos. O filme é engraçado e comovente e tem duas “camadas” de história: uma para crianças, sobre a guerra entre os brinquedos legais e o ursinho malvado, e outra, para os adultos, que saem da sala escura totalmente nostálgicos, tenho certeza. Hoje fomos eu e Gutão na matinée. Cinema vazio da silva, delícia. Assistimos a Shreck Para Sempre. Beeeem divertido. Também fez pensar: sobre o tanto de vezes que a gente não agradece à vida que tem, sabe? Ter família, cuidar de filhos, trabalhar, estudar, namorar, pagar contas, afe, tudo isso cansa, eu bem sei. Mas há que tomar distanciamento e refletir, serenar, olhar de longe pra entender. Não é preciso perder, como o filme sugere, pra valorizar essas relações. Assim pratico, assim acredito, mesmo naqueles momentos em que a crise bate. E a danada, volta e meia, bate, viu?
Ó vida dura
E Gutão entrou em férias. E o inferno astral dele, meses depois do aniversário!, está a toda carga. Meu filho é adolescente precoce, gente, sério! Não é possível as coisas que ele fala, as lamentações típicas de um menino de 15 anos revoltado com os pais!!!!









