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Nov 6, 2011
Juliana De Mari

Lindeza pra quarto infantil

Vamos mudar de casa em breve — 2012 vai começar, de fato, com novos ares. Um apê maior, com espaço pro desejado cachorrinho e pra tomar sol e café na varanda. Por enquanto, estamos em obras e o programa predileto do final de semana é passar lá pra ver se alguma coisa naquela bagunça de tintas, gesso, ferramentas, cimento e etc mudou. Tá avançando, graças a Deus.

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Nov 2, 2011
Juliana De Mari

Criança vai junto

Estou em fechamento da revista, então, precisei trabalhar hoje, feriado. Tirei a manhã pra descansar um pouco e almoçar com a galerinha de casa. Fomos em um lugarzinho simpático do bairro, um restaurante com cara de venda de antigamente, que serve uma comidinha quase caseira e muito gostosa. E tem prato “normal” pra criança: arroz com feijão e bife ou macarrão e filé mignon. Sentamos em uma mesa na parte da frente, embora a gente prefira a parte de trás, onde o atendimento é melhor e Vicolito pode fazer uma certa bagunça chutando as pedrinhas que revestem o chão. Mas estava cheio.

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Oct 31, 2011
Juliana De Mari

Um final de semana estressante todinho pra você

Pois bem, estamos naquela fase punk-rock-hard-core de criança testando limites o tempo todo. O estresse com Gutão vem da implicância minuto a minuto com o irmão. A cada hora é preciso rolar uns bons gritos, castigo e até tapas pra acalmar (olha que absurdo!!) a situação. Ele entra em looping quando Vicolito está por perto: só critica/grita/quer bater no mais novo, é realmente péssimo. Já a batalha com Vicente agora é ensinar que ele não pode resolver as coisas na base do “eu quero” o tempo todo. O fato de ser menor não justifica atazanar o irmão, não significa querer as coisas na base do choro, do tapa na cara dos outros ou do escândalo, daqueles de ficar vermelho e se jogar no chão. Pior: agora ele descobriu como forçar o vômito. É só dizer que vai ficar de castigo que, pronto, menino faz que vai vomitar. Hoje chegou a vomitar de fato.

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Oct 15, 2011
Juliana De Mari

A mãe que eu queria ser (só bem de vez em quando)

De vez em quando, bate um desejo de ser uma mãe diferente. Daquelas que gosta de cozinhar e encara qualquer receita, das basiquinhas às elaboradas, com sorriso no rosto e disposição infinita para a melequeira das panelas. Ou de ser mãe esportista. Que gosta de acordar cedo, que usa boné, legging e tênis de corrida pra ir ao parque se exercitar ao ar livre. Ou ainda daquelas mães que se realizam horrores arrumando roupinhas nas gavetas e cada bonequinho em seu devido lugar. Queria mesmo ter um pouco dessas características, de vez em quando.

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Oct 14, 2011
Juliana De Mari

O que os olhos sentem

Faz duas semanas que meu olho esquerdo começou a reclamar. Primeiro, uma leve tremidinha. Depois, uma sensação de cansaço desde a hora em que eu acordava, um peso, nuvem na vista. Não chega a ser um desfocado completo, mas é algo diferente, começando a borrar. E eu que sou só neura com essa coisa de visão, marquei oftalmo pra hoje. Uma vez um médico tinha me dito que aos 40 todos precisaríamos usar óculos. Pois bem: meu veredicto chegou dois anos antes. O lance é que o olho esquerdo, de fato, não está focando como deveria. O direito está ótimo, nem sinal de grau. Mas o outro, coitado, um grau de hipermetropia. E a oftalmo ficou espantada de eu nunca ter percebido que focava com um olho só! (até tinha percebido, mas, sei lá, nunca tinha levado isso a sério). Sai do consultório com receita pra fazer óculos. Pra quando precisar da vista longas horas lendo ou usando o computador — tipo, toda hora! Lembrei que meninos também precisam fazer os exames de vista. Gutão pela terceira vez, Vico estreará. Antes que o ano termine, quero chegar a dezembro como comecei: com a agenda médica, minha e da família, em dia. E lá vamos nós pra maratona pediatra-dentista-oftalmologista-ginecologista-ortopedista…Vamo combinar que essa parte é necessária, mas é chata que só? Mas saúde é o bem mais precioso que a gente pode ter, mesmo. E não dá pra ser negligente com o que os olhos e o coração da gente sentem.

Oct 5, 2011
Juliana De Mari

As noites são as noites

E, então, Vicolito voltou a dormir na caminha dele, depois de um longo tempo — entre aquela maldita tosse coqueluchóide e seu aniversário de 3 anos. Caçulinha tem passado noites quase inteiras na própria cama, em vez de pedir pra dormir na nossa. Aparece no nosso quarto agora, descabelado e com a chupeta caindo da boca, mas é pra pedir leite-grande-quentinho-sem-água ou pra dizer que fez xixi na fralda e quer trocar. Ou, como tem acontecido em várias madrugadas, filhote acorda, chorando, com dor na perna. Vixe, essa fase é dose — tem que fazer massagem, colocar bolsa de água quente, às vezes dar remedinho e tals. Porque dói — a gente esquece que dói, mas o choro da criança que reclama de dor na perna é real, é agudo. Episódios chorosos à parte, evoluímos, e isso é bom. Mas, putz, essa coisa de noite “picada”, ó, senhor, maltrata a gente. Tem dias em que acordo com a sensação de que meu corpo tá mais cansado do que quando eu fui deitar, sabe assim? Tá passando, eu sei. Jajá passa de vez e Viquinho vai dormir a noite inteirinha sem nem lembrar que papai e mamãe existem. Amém.

Sep 12, 2011
Juliana De Mari

Pausa pra recomeçar

Teve feriado na quarta passada. E a gente aproveitou pra dar uma pausa na correria dos últimos tempos e curtir a  família em Floripa. A ilha nos recebeu com chuva torrencial. E frio, de usar blusa de lã e deixar lareira acesa todos os dias. Foi bom pra relaxar, ouvindo barulhinho da água misturado à gritaria dos meninos. Como gritam, meu Deus!! E agora estão em uma fase, os dois, em que a melhor brincadeira do mundo é lutar. Viquinho, junto aos maiores, acha que pode e sai distribuindo chutes e empurrões. Acaba levando a pior, né? Chora dois segundos, fica vermelho e emburrado, mas volta correndo pra confusão assim que ouve os gritos de novo. Gutão, meu menino tão grandão, passou da fase de brincar sozinho com seus carrinhos e bonequinhos. Até brinca ainda, mas é cada vez mais raro. Agora, quer emoção. Luta na vida real, ou luta nos joguinhos eletrônicos. A sorte é que gosta de ler — já devorou todos os Diários do Banana, incrível. E anda tirando livro emprestado na biblioteca da escola, uma coisa maravilhosa de se ver. Floripa foi generosa e deu surf pro Rô, altas ondas e água tão gelada que os pés dele quase congelaram em uma das caídas no mar. Deu baleia encalhada no Pântano do Sul, deu um dia de sol e céu azul e churras como eu gosto, deu colinho do vovô Zeca e da vovó Lilica, deu carinho no Padang e na Nusa, os cachorros que Gutão mais ama na vida. Deu o doce mais doce do mundo, que eu me controlei e só comi uns quatro pedaços, hahaha. Deu tio Bru e Rachel, sempre queridos, e a Vanda e o amigão Luís Felipe, o menino grande idolatrado pelos meus meninos ainda pequenos. E, por fim, alguma coisa tinha que sair do roteiro: deu ciático reclamando!!! Não sei se foi o colchão, o travesseiro, Vicolito me chutando à noite…só sei que a dor era tanta ontem que chorei ao acordar e tive que tomar remédio, bomba que tem morfina na composição. Melhorou dali meia-hora e consegui viajar de volta pra Sampa em condições de sentar. Chegamos no final do dia em casa e parecia que era manhãzinha. Meninos foram brincar no vizinho, viram o restinho do jogo do Grêmio com o Rô, devidamente paramentados com suas camisetas do time do coração, e devoraram pizza antes de dormir. Deu tempo ainda de desarrumar parte das malas, que eu não gosto é de arrumar, sabe, mas colocar no lugar até curto. Deu pra fazer supermercado virtual, hábito prático que adquiri nos últimos anos e que facilita taaaanto a semana da gente. E hoje é segunda-feira, e  o dia acordou tão cinza em Sampa. Mas eu fiquei com o azul que Floripa nos deu no final de semana grudado nos olhos e isso fez toda diferença.

Aug 16, 2011
Juliana De Mari

Vai rolar a festa

Dia 16 de agosto chegou.

Vicolito faz três anos, eba!!!!. Já???!! Cadê o nenê que estava aqui? Se não fosse a chupeta e a fralda noturna, não haveria quase mais nenhum sinal desse período em casa. Viquinho cresceu tão rápido, mesmo. Diz que é sempre assim com os segundos: vão mais fácil. De careca louro sorridente passou a cabeludo louro sorridente. Pequeno cantor da casa, de fazer showzinho no banheiro, de olho fechado, rebolando o bumbum, e tudo o mais. Alegria geral. 

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Aug 9, 2011
Juliana De Mari

Abaixo a culpa!

Hoje pela manhã fui ao lançamento de um projeto voltado para mulheres da nova classe média brasileira — as mulheres da ascendente classe C. A anfitriã era a jornalista Ana Paula Padrão, dona da ideia batizada Tempo de Mulher, e uma das palestrantes foi a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza. A fala dela foi, como sempre, divertida e inspiradora. Ela falou sobre liderança, gestão, o jeito de fazer as coisas na empresa dela. Falou também de sonhos, mulheres, família e…culpa. Sim, aquela que fica rondando a cabeça de TODA mãe que eu conheço. Algumas mulheres administram melhor essa “sombra”, vamos chamar assim. Outras sofrem terrivelmente cada vez que precisam deixar o filho em casa e sair pra trabalhar ou pra namorar ou ou ou. Assim como a Luiza Helena, que disse ter recebido das mulheres da família dela o sábio conselho de ir atrás de realização profissional AO MESMO TEMPO em que cuidava de casa, marido e filhos, eu acredito que é possível conciliar tudo isso. Em alguns momentos, o trabalho vai exigir mais. Em outros, a família vai cobrar mais atenção. Em outros, a crise é com o espelho, o tempo, o guarda-roupa e etc etc. O certo é que haverá crise e alguma culpa pelo caminho, mas não deveria haver conflito extremo, não. Quando eu fazia terapia e Gutão era pequenininho, me lembro que conversei, ao final da licença-maternidade, sobre o fato de sentir um pouco de culpa ao sair e deixar ele em casa com a babá, numas de sentir culpa pela falta que achava que ele sentia de mim, sabe assim? Pois bem. A terapeuta me disse uma coisa que mudou meu jeito de lidar com essa ”ausência”: Gutão não podia sentir falta de algo que ele não conhecia. A mãe que ele conhece sai pra trabalhar, sorrindo e feliz, todos os dias.  

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Aug 2, 2011
Juliana De Mari

Do virtual para o real

E aí é assim: conheci a Rê Quintella por causa do Viva o Barrigão. Gutão era bebê de colo ainda, Theo idem. De tanto que “conversávamos” pelo blog e, depois, via email, tomei coragem pra ir conhecer essa amiga virtual em Piracaia, onde ela morava na época. Uma coisa meio louca, ir na casa de alguém que você nunca viu, levando seu filho e seu marido a tiracolo. Mas eu fui porque já sentia que a Rê era alguém em quem eu podia confiar. Meu coração poucas vezes se engana.

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