Da vida online
Vocês já devem ter percebido que no canto direito do blog há uma galeria de fotos alimentadas com os cliques que faço via Instagram. Pois bem. Essa rede social de fotografia virou um hobby muito estimulante desde o final do ano passado (pra começar a usar é só baixar o aplicativo, grátis, via AppStore). Eu que sempre gostei de fotografar, descobri no iPhone um aliado poderosíssimo. Posso fazer fotos na hora em que eu quero, registrando o que sinto e vejo, com a maior facilidade do mundo. Não preciso mais carregar máquina comigo, nem me preocupar em fazer edição da foto em casa. Agora, está tudo ao alcance do dedo! Obviamente, o que eu mais gosto de fotografar são os meus meninos e a rotina deles em casa. Gutão não gosta muito da ideia de posar, claro. Tenho que implorar quando vejo uma luz bonita banhando o rostinho dele. Na maior parte das vezes, faço foto roubada. E adoro fazer isso, capturar aquele momento de concentração do meu menino grande quando está lendo ou flagrar a gargalhada feliz depois de ganhar lambida do Rocky Guaraná! Ah, como é bom fotografar — com máquina amadora, profissional ou com iPhone! Viquinho, ah, esse, sim, gosta de fazer caras e bocas. Outro dia pedi uma cara de felicidade e ele franziu os olhinhos e abriu um sorrisão que manteve congelado por alguns bons segundos até eu dizer que a foto estava Ok, hahahaha. Adoro.
A vida social do Rocky Guaraná
Rocky Guaraná estreou ontem, domingo de Carnaval, suas atividades sociais. Foi a um delicioso churrasco, que terminou tarde da noite em pizzada!, na casa da Dani e do Duda, padrinhos do Gutão e amigos queridos. Cachorrinho se comportou muito bem. Foi na caixinha de transporte, carregado no ombro, feito bolsa, sabe? Levei potes de água e comida, tapetinho higiênico, brinquedinhos e toda a disposição pra ficar cuidando dele. Mas nem precisei. Rocky se entrosou bem com a criançada (apesar de ter prendido a perninha entre os vãos de um banco, por obra de uma amiguinha mais afoita, e dado um pequeno escândalo de latidos, coitado. Fiquei com o coração na boca, medrosa que sou de filho ou cão quebrarem qualquer coisa…). Não deu trabalho algum em relação a xixi e coco. Eu tinha receio dele usar o deck pra essa finalidade. Mas ele simplesmente fez suas necessidades na grama. Ah, que bom seria ter grama em casa! Acho que foi algo instintivo, usar a “terra” como sanitário. O único perrengue na primeira saída com o bichinho foi que ele, claro, roubou pedacinhos de carne que caíram embaixo da churrasqueira e nós não percebemos. E aí vomitou tudo depois. Fora isso, Rocky brincou, andou no colo da galera, comeu e dormiu muito. Inclusive dentro da caixa de transporte, quando achei que seria melhor pra ele ficar “a salvo” do colo das crianças. Não latiu, não pulou, não estressou. A saída com ele foi boa pra constatar que, de fato, ele é um cachorro calmo, dócil e de fácil convivência, na nossa casa ou fora dela.
Do amor às letras
O que não falta lá em casa é livro. Temos muitos, de todos os estilos. Livros grandes, pequenos, de fotos, grafites, os clássicos, os mais vendidos do momento, os de trabalho, aqueles de decoração, mais de um da minha adorada Clarice Lispector e por aí vai. Na mudança, aliás, tivemos que fazer uma limpeza sob risco de ter que conviver com livros guardados nos armários que não foram feitos para eles! Chegamos a uma pilha com uns 50 títulos que doamos para a favela de Paraisópolis (há um ponto de doação na Leroy Merlin do Morumbi).
Tudo novo
Ano novo, casa nova, nova rotina, e…mais um integrante pra família! Não, gente, não estou grávida. O quinto elemento é um lindo cachorrinho, chamado Rocky Guaraná! Filhotinho da raça Cavalier (para quem quiser saber mais, olha aqui ó http://www.liliescavaliers.com). Fomos buscá-lo quinta-feira passada, depois de dois meses de uma longa espera para as crianças. Gutão recebeu o amiguinho com sorriso de orelha a orelha! Amor à primeira lambida, sabe assim? Vicolito estava dormindo, mas, a nossa felicidade era tanta, que acabou acordando o menino, que veio participar da recpeção ao filhote quase à meia-noite. A primeira noite em casa foi de reconhecimento, como deveria ser. Rocky dormiu na lavanderia, local onde também colocamos o tapetinho higiênico e os potinhos de comida e água. Chorou um tantinho e tivemos que dar carinho pra acalmar o bichinho durante a madrugada. Realmente, me senti revivendo aquela coisa de deita-levanta das madrugadas com bebê em casa!!!
Aprendendo a aprender
Já falei disso por aqui e vou voltar ao assunto porque, pra mim, é parte fundamental da missão de ser pai e mãe e entra naquelas definições de “educação para a vida”, sabe assim? Pois bem. Ensinar sobre as relações, os sentimentos, as conexões entre as coisas e as pessoas, ensinar a conviver, ah, eu acho TÃO importante. Dedicar esforço para transmitir aos filhos a importância disso que não é a parte “racional” da vida. Não é ensinar um “como” fazer, não é ficar falando teoricamente sobre um monte de assuntos, que cada pessoa tem um ritmo no mundo, cada um tem um jeito que prefere pra abordar e acessar coisas/pessoas/sentimentos/acontecimentos. Mas é dar a possibilidade aos filhos de experimentarem isso que eu chamo de “valores” importantes para a família.
O terceiro integrante
Não, não estou grávida (embora não tenha abandonado de vez essa ideia…).
Sim, nós teremos mais um “menino” em casa a partir de janeiro: compramos um cachorrinho!!!!
A mãe que eu queria ser (só bem de vez em quando)
De vez em quando, bate um desejo de ser uma mãe diferente. Daquelas que gosta de cozinhar e encara qualquer receita, das basiquinhas às elaboradas, com sorriso no rosto e disposição infinita para a melequeira das panelas. Ou de ser mãe esportista. Que gosta de acordar cedo, que usa boné, legging e tênis de corrida pra ir ao parque se exercitar ao ar livre. Ou ainda daquelas mães que se realizam horrores arrumando roupinhas nas gavetas e cada bonequinho em seu devido lugar. Queria mesmo ter um pouco dessas características, de vez em quando.
Pausa pra recomeçar
Teve feriado na quarta passada. E a gente aproveitou pra dar uma pausa na correria dos últimos tempos e curtir a família em Floripa. A ilha nos recebeu com chuva torrencial. E frio, de usar blusa de lã e deixar lareira acesa todos os dias. Foi bom pra relaxar, ouvindo barulhinho da água misturado à gritaria dos meninos. Como gritam, meu Deus!! E agora estão em uma fase, os dois, em que a melhor brincadeira do mundo é lutar. Viquinho, junto aos maiores, acha que pode e sai distribuindo chutes e empurrões. Acaba levando a pior, né? Chora dois segundos, fica vermelho e emburrado, mas volta correndo pra confusão assim que ouve os gritos de novo. Gutão, meu menino tão grandão, passou da fase de brincar sozinho com seus carrinhos e bonequinhos. Até brinca ainda, mas é cada vez mais raro. Agora, quer emoção. Luta na vida real, ou luta nos joguinhos eletrônicos. A sorte é que gosta de ler — já devorou todos os Diários do Banana, incrível. E anda tirando livro emprestado na biblioteca da escola, uma coisa maravilhosa de se ver. Floripa foi generosa e deu surf pro Rô, altas ondas e água tão gelada que os pés dele quase congelaram em uma das caídas no mar. Deu baleia encalhada no Pântano do Sul, deu um dia de sol e céu azul e churras como eu gosto, deu colinho do vovô Zeca e da vovó Lilica, deu carinho no Padang e na Nusa, os cachorros que Gutão mais ama na vida. Deu o doce mais doce do mundo, que eu me controlei e só comi uns quatro pedaços, hahaha. Deu tio Bru e Rachel, sempre queridos, e a Vanda e o amigão Luís Felipe, o menino grande idolatrado pelos meus meninos ainda pequenos. E, por fim, alguma coisa tinha que sair do roteiro: deu ciático reclamando!!! Não sei se foi o colchão, o travesseiro, Vicolito me chutando à noite…só sei que a dor era tanta ontem que chorei ao acordar e tive que tomar remédio, bomba que tem morfina na composição. Melhorou dali meia-hora e consegui viajar de volta pra Sampa em condições de sentar. Chegamos no final do dia em casa e parecia que era manhãzinha. Meninos foram brincar no vizinho, viram o restinho do jogo do Grêmio com o Rô, devidamente paramentados com suas camisetas do time do coração, e devoraram pizza antes de dormir. Deu tempo ainda de desarrumar parte das malas, que eu não gosto é de arrumar, sabe, mas colocar no lugar até curto. Deu pra fazer supermercado virtual, hábito prático que adquiri nos últimos anos e que facilita taaaanto a semana da gente. E hoje é segunda-feira, e o dia acordou tão cinza em Sampa. Mas eu fiquei com o azul que Floripa nos deu no final de semana grudado nos olhos e isso fez toda diferença.
Vai rolar a festa
Dia 16 de agosto chegou.
Vicolito faz três anos, eba!!!!. Já???!! Cadê o nenê que estava aqui? Se não fosse a chupeta e a fralda noturna, não haveria quase mais nenhum sinal desse período em casa. Viquinho cresceu tão rápido, mesmo. Diz que é sempre assim com os segundos: vão mais fácil. De careca louro sorridente passou a cabeludo louro sorridente. Pequeno cantor da casa, de fazer showzinho no banheiro, de olho fechado, rebolando o bumbum, e tudo o mais. Alegria geral.
Do virtual para o real
E aí é assim: conheci a Rê Quintella por causa do Viva o Barrigão. Gutão era bebê de colo ainda, Theo idem. De tanto que “conversávamos” pelo blog e, depois, via email, tomei coragem pra ir conhecer essa amiga virtual em Piracaia, onde ela morava na época. Uma coisa meio louca, ir na casa de alguém que você nunca viu, levando seu filho e seu marido a tiracolo. Mas eu fui porque já sentia que a Rê era alguém em quem eu podia confiar. Meu coração poucas vezes se engana.









