Já falei disso por aqui e vou voltar ao assunto porque, pra mim, é parte fundamental da missão de ser pai e mãe e entra naquelas definições de “educação para a vida”, sabe assim? Pois bem. Ensinar sobre as relações, os sentimentos, as conexões entre as coisas e as pessoas, ensinar a conviver, ah, eu acho TÃO importante. Dedicar esforço para transmitir aos filhos a importância disso que não é a parte “racional” da vida. Não é ensinar um “como” fazer, não é ficar falando teoricamente sobre um monte de assuntos, que cada pessoa tem um ritmo no mundo, cada um tem um jeito que prefere pra abordar e acessar coisas/pessoas/sentimentos/acontecimentos. Mas é dar a possibilidade aos filhos de experimentarem isso que eu chamo de “valores” importantes para a família.
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Vamos mudar de casa em breve — 2012 vai começar, de fato, com novos ares. Um apê maior, com espaço pro desejado cachorrinho e pra tomar sol e café na varanda. Por enquanto, estamos em obras e o programa predileto do final de semana é passar lá pra ver se alguma coisa naquela bagunça de tintas, gesso, ferramentas, cimento e etc mudou. Tá avançando, graças a Deus.
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Sempre sonhei em ser mãe. Quando era pequena, fazia listas com nomes de filhos futuros. Imaginava que, aos 28, o ápice da maturidade na minha visão de menina, já seria mãe de três (Gutão nasceu quando eu tinha 31; Vicolito, aos 35. E agora, aos 38, ando sentindo, de novo, a vontade de aumentar a família). Adoro criança. Adoro a inocência infantil. Adoro mãozinha, pezinho, o jeitinho de falar, de descobrir tudo. Gosto de brincar, de cuidar e de educar. Já tive vontade de ser professora infantil por profissão. Sabe que quando eu era adolescente, ganhava dinheiro dando aula de português e inglês para crianças na faixa dos seis, sete anos? Pois é, pois é. O combinado com a turminha era meia hora no videogame por uma hora de concentração no reforço escolar, hahahaha.
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E o primeiro ciclo de vida, tua primeira infância, meu filho, termina amanhã. Você faz sete anos. Sete, Gutão. Número de sorte, dizem. Sorte tive eu, meu Príncipe, em viver essa alegria tão profunda que é ser tua mãe. Começa agora uma nova fase, que delícia. Você continua cabeludo, branquelinho, sociável e sensível. Mas já perdeu vários dentes de leite, dorme sem cueca, pega o telefone e liga sozinho para os amigos. Mais: combina programas com eles. O da vez é a “festa do pijama”, que, sim, nós vamos fazer semana que vem. Mas, não, nós não vamos convidar dez meninos pra dormir em casa, meu filho! Aqui, cabem mais três, além de você e do seu irmão. E eu nem quero imaginar o que vai ser essa reunião de testosterona! Eu gosto, Gutão. Dessa confusão saudável, da tua alegria nesses momentos, da tua liderança discreta. Eu amo, meu filho, ver você feliz. Eu amo, meu Pirato (lembra disso? Nenê cabeludo abria um olho só!), ser tua mãe. Aprendo muito com as tuas tiradas filosóficas. Hoje, dia 26, antes de dormir, véspera do teu aniversário, você disse que queria criar uma máquina pra acelerar o tempo e virar logo adolescente. E terminou assim: “O hoje é o amanhã do ontem”. Confesso que levei alguns minutos pra processar essa verdade. É que você sente e processa longe, meu amor. Você sente tudo, eu sei e sinto. Você é assim: desde sempre, “ão”. Gutão.
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Acabou que sumi do blog. Tava digerindo o sapão que engoli com a babá!
Não rolou a tal conversa ainda. Mas rolará. Estou esperando a ocasião certa, pra não falar demais, e impensadamente, e acabar melando de vez a relação. Fato é que, por precisar de alguém de confiança, a gente se submete a certas folgas. É uma coisa muito chata, mas necessária…E eu tou agradecendo aos céus o fim das férias. Vai ser bom Gutão voltar a ter rotina e coisas interessantes pra fazer além de TV e cara de quem morreu e não sabe da babá que dorme por perto!!
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O sábado foi esquisito: ventou, choveu, ficou cinza, abafado. Daí, parou de ventar, saiu um solzinho tímido e nós fomos pra rua. Eu, Gutão, Vicolito e vovó Lilica. Filhote grande tomou sorvete de sobremesa na Stuzzi (gelateria italiana que eu super recomendo). Vico distribuiu simpatia e mordiscou o picolé amargo de doer, sabor limão siciliano, do irmão. Fez careta, mas pediu bis. E provou água de “bolinha”. E gostou. Figura. E depois do sorvetinho, fomos ao super, comprar frutas e verduras. E o resto da tarde foi em casa, com Gutão protestando que não tinha amigo pra brincar com ele e que isso, no final de semana, não é justo. Tsc, tsc.
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Já é novembro e, daqui pra frente, o ano vai em um piscar de olhos. Minha noção de tempo é apurada e é por isso que já estou fazendo as compras de Natal! Sim, de Natal. Não tou afins de sair na correria, como sempre se repete. Quero fazer diferente. Escolher com calma, pagar menos e levar mais, sabe como é que é? Já comprei uns cinco ou seis presentinhos (além da família, pacotão de Papai Noel aqui em casa inclui filhas da babá, as próprias, e os(as) nossos(as) amigos(as) mais chegados). O lance vai ser arranjar lugar pra guardar os pacotes até dezembro chegar…
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