Baqueou
Depois de uma otite fora de época, há uns dois meses, Gutão baqueou na sexta passada. Começou reclamando de dor de cabeça e, daí, veio uma febrinha e aquela vontade de não comer nada (potencializada, que isso é um clássico do menino, né?). Na madrugada a febre aumentou e ele começou a reclamar muito de dor na garganta. De não conseguir engolir. Ele não dormiu direito e nem eu. Dei novalgina e pastilha de flogoral. E rezei pra passar.
As tiradas do Gutão
Gutão tem uma facilidade incrível em traduzir em palavras exatamente o que ele está pensando/achando/sentindo. Isso desde pequenininho. O mais legal é quando vem com uma de suas muitas tiradas. Olha só as últimas:
Quem dera ser um peixe…
Termino o domingo pós festinha animada de dois anos da fofíssima Julia, filha da amada Martinha e do meu sempre querido amigo Gusmão, com uma baita dor de cabeça. Enjoadíssima. Não sei se é da coluna (pescoço reclamou bastante no final de semana) ou do perfume (errado) que escolhi usar hoje. É um de mel da LOccitane, que, no início, eu gostava, mas agora, definitivamente, não combina mais comigo…Tem dessas coisas, né, gente? Perfume, roupa, acessórios que não “duram”. Até porque é isso: tudo muda o tempo todo, e nosso estilo também tem permissão pra mudar. Não sou dada a mudanças radicais no visu (na vida, algumas vezes, já foi necessário). Sou sutil nas novidades. Mas, espreitando os 40 (mais três aninhos e priu, já era!), cada vez mais, quero pra mim o que gosto e o que me faz bem. Por dentro e por fora também. O perfume vai ser doado, pronto.
Dois anos com Vicente
E Viquinho completa dois anos hoje, o dia mais frio do ano em Sampa. O sol saiu agora há pouco, no meio da tarde, e o céu, de repente, de cinza ficou azul. Pra lembrar direitinho a chegada do caçulinha louro que enche a casa de alegria. Foi um dia inteiro de trabalho de parto. Nenê não queria sair do quentinho da barriga da mamãe. Foi preciso andar muito, pular muito na bola de Pilates, curtir a banheira, empurrar, empurrar, empurrar — até nenê nascer faltando quatro minutos pro dia seguinte. Careca, rosado, olhinhos puxadinhos, boquinha bem desenhada. Lindo. E de três, viramos quatro.
Várias
Acabou que sumi do blog. Tava digerindo o sapão que engoli com a babá!
Não rolou a tal conversa ainda. Mas rolará. Estou esperando a ocasião certa, pra não falar demais, e impensadamente, e acabar melando de vez a relação. Fato é que, por precisar de alguém de confiança, a gente se submete a certas folgas. É uma coisa muito chata, mas necessária…E eu tou agradecendo aos céus o fim das férias. Vai ser bom Gutão voltar a ter rotina e coisas interessantes pra fazer além de TV e cara de quem morreu e não sabe da babá que dorme por perto!!
As férias, a Copa e o malabarismo
Depois daquele ataque de “ó vida, ó céus”, o estresse parece ter dado uma trégua aqui em casa. Gutão está mais conformado com a multiplicidade de programas que as férias podem proporcionar e, seguindo nessa toada, tem até passado mais horas cuidando do seu pinguim (cujo nome é Indiana X2, hãhã). Cinema tem sido o programa predileto pra sair da rotina. Sexta da semana passada fomos eu, ele e o Rô assistir a Toy Story 3. Amamos. O filme é engraçado e comovente e tem duas “camadas” de história: uma para crianças, sobre a guerra entre os brinquedos legais e o ursinho malvado, e outra, para os adultos, que saem da sala escura totalmente nostálgicos, tenho certeza. Hoje fomos eu e Gutão na matinée. Cinema vazio da silva, delícia. Assistimos a Shreck Para Sempre. Beeeem divertido. Também fez pensar: sobre o tanto de vezes que a gente não agradece à vida que tem, sabe? Ter família, cuidar de filhos, trabalhar, estudar, namorar, pagar contas, afe, tudo isso cansa, eu bem sei. Mas há que tomar distanciamento e refletir, serenar, olhar de longe pra entender. Não é preciso perder, como o filme sugere, pra valorizar essas relações. Assim pratico, assim acredito, mesmo naqueles momentos em que a crise bate. E a danada, volta e meia, bate, viu?
Ó vida dura
E Gutão entrou em férias. E o inferno astral dele, meses depois do aniversário!, está a toda carga. Meu filho é adolescente precoce, gente, sério! Não é possível as coisas que ele fala, as lamentações típicas de um menino de 15 anos revoltado com os pais!!!!
Os micos da vida
Agorinha à noite, Gutão sentado à mesa, depois de meia hora enrolando pra comer um prato de macarrão, e Vico, no chão da cozinha, tentando pintar um desenho do Buzz e do Woody. Aí, nenê pega o lápis cor de rosa. E começa o estresse. Gutão, indignado, reclama que o irmão vai fazer ele pagar o segundo maior mico da vida. Aí, a gente pergunta qual foi o primeiro. E ele, aumentando o tom de voz, muito sério, manda essa:
O feedback da escola
Ontem teve reunião de pais na escola do Gutão. É a segunda do ano, mas a primeira que participo. Na outra só o Rô foi (acho que eu estava em fechamento da revista ou no MBA, algum motivo importante complicou a agenda). Bom, chegamos lá com uma baita fome e um frio do cão. Acho que foi uma das noites mais frias em Sampa nos últimos dias. A reunião aconteceu na sala onde as crianças tem aula. Sentamos nas carteiras delas (depois de uma hora ali, minhas costas bombavam de dor…), em um grande círculo de pais. A gente ainda não se entrosou com o pessoal. Conhecemos bem uma mãe apenas. Por telefone, já falei com uma outra, que convidou Gutão pra brincar com a filha. E tem um pai que é fotógrafo e já trabalhou comigo. É o máximo de contato que estabelecemos até aqui. Então, pode-se dizer que é uma turma de adultos que também está se adaptando. Há metade que já se conhece e outra metade que está tateando nessa relação.
É preciso estar alerta
Ontem fui na escola do Gutão conversar com a coordenadora. Lembra que eu contei que ele estava tendo problema com dois amiguinhos de sala? Pois bem. A coisa vem se arrastando há algum tempo, mas, antes de intervir, achei por bem acompanhar de casa, conversar com Gutão, entender melhor tanto o comportamento dos que estão incomodando e a participação dele no conflito. Filhote é um cara beeem mais pra pacífico do que pra agressivo. Ele fica brabo com as pessoas, grita, dá uns tapas no Vico (que é menor que ele, atenção!), mas não tem o ímpeto de fazer maldade, sabe? Não é espoleta, nunca foi de aprontar, de provocar, de “causar”. É mais de seguir as regras, de obedecer, de fazer pequenas rebeldias relacionadas a não escovar os dentes na hora em que chamamos e essas coisas triviais. Eu acho que, nesse ponto, ele se parece muito comigo. Fui uma criança mais “certinha” também, digamos assim.









