Estou em fechamento da revista, então, precisei trabalhar hoje, feriado. Tirei a manhã pra descansar um pouco e almoçar com a galerinha de casa. Fomos em um lugarzinho simpático do bairro, um restaurante com cara de venda de antigamente, que serve uma comidinha quase caseira e muito gostosa. E tem prato “normal” pra criança: arroz com feijão e bife ou macarrão e filé mignon. Sentamos em uma mesa na parte da frente, embora a gente prefira a parte de trás, onde o atendimento é melhor e Vicolito pode fazer uma certa bagunça chutando as pedrinhas que revestem o chão. Mas estava cheio.
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E, então, Vicolito voltou a dormir na caminha dele, depois de um longo tempo — entre aquela maldita tosse coqueluchóide e seu aniversário de 3 anos. Caçulinha tem passado noites quase inteiras na própria cama, em vez de pedir pra dormir na nossa. Aparece no nosso quarto agora, descabelado e com a chupeta caindo da boca, mas é pra pedir leite-grande-quentinho-sem-água ou pra dizer que fez xixi na fralda e quer trocar. Ou, como tem acontecido em várias madrugadas, filhote acorda, chorando, com dor na perna. Vixe, essa fase é dose — tem que fazer massagem, colocar bolsa de água quente, às vezes dar remedinho e tals. Porque dói — a gente esquece que dói, mas o choro da criança que reclama de dor na perna é real, é agudo. Episódios chorosos à parte, evoluímos, e isso é bom. Mas, putz, essa coisa de noite “picada”, ó, senhor, maltrata a gente. Tem dias em que acordo com a sensação de que meu corpo tá mais cansado do que quando eu fui deitar, sabe assim? Tá passando, eu sei. Jajá passa de vez e Viquinho vai dormir a noite inteirinha sem nem lembrar que papai e mamãe existem. Amém.
Dia 16 de agosto chegou.
Vicolito faz três anos, eba!!!!. Já???!! Cadê o nenê que estava aqui? Se não fosse a chupeta e a fralda noturna, não haveria quase mais nenhum sinal desse período em casa. Viquinho cresceu tão rápido, mesmo. Diz que é sempre assim com os segundos: vão mais fácil. De careca louro sorridente passou a cabeludo louro sorridente. Pequeno cantor da casa, de fazer showzinho no banheiro, de olho fechado, rebolando o bumbum, e tudo o mais. Alegria geral.
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Pois Gutão anda super agressivo com Vicolito. Super. O pequeno não pode existir — cantar, gritar, dar risada, correr pela casa — que o outro reclama, grita, vai pra cima dando chute, empurrando, agredindo mesmo. Tá feia a coisa, e eu, confesso, não sei como agir direito nas horas em que o pau está comendo. Vico também provoca, às vezes. E dá margem pro outro usar isso como argumento pra todas as outras agressões, sabe como é que é?
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Então, é isso: vontade de atualizar o blog não me falta. Falta tempo mesmo. Falta energia. Deve ser o inferno astral, esse período de reflexão pré aniversário que costuma sugar as forças da gente.
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E Gutão baqueou também.
Febre alta, dor de cabeça, garganta inflamada. Me ligaram da escola na terça pra ir buscar ele mais cedo. Três dias longe das aulas. Mamãe em casa. Com conjuntivite, leve, mas em casa.
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…e meu Vicolito começou a vida escolar. E teve semana de adaptação com direito à mamãe esperando na salinha ao lado. Caçula não chorou. Fez um certo bico, mais de timidez do que de medo, nos dois primeiros dias. Depois, já ia bonitinho com a professora brincar no parque, dar “banho” na tartaruga, pegar os dinossauros dentro do baú de brinquedos. Espiei pouco, pra não atrapalhar. Consegui roubar algumas fotinhos. Me emocionei muito. Mas, ao contrário da primeira vez com Gutão, não chorei, viu? Fiquei feliz de ver meu Vicente indo pro mundo tão tranquilamente. Duas semanas passaram e, agora, ele começou a fazer a adaptação na perua. Vai junto com Gutão e a babá, que se faz presente, mas senta longe dele. Nada de levar nenê no colo. Por enquanto, tá na boa. E hoje até arriscamos mandá-lo sozinho com o irmão mais velho, aos cuidados da perueira e da professora. Diz que foi tudo bem. Veremos quando a rotina se estabelecer de uma vez.
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Agorinha à noite, Vicente lutando com o vovô Zeca no chão da sala. Punhos cerrados, caras e bocas, ele derruba o avô no sofá e grita pra vovó: “Lilica, matei”. Depois, morre de dar risada. Diga aí se não é um adorável maloqueiro?
Pois bem, Vicente está reaprendendo a dormir, sozinho, na caminha dele. Começamos esse retorno final de semana passado. Na primeira noite, filhote acordou, saiu da caminha e veio para o nosso quarto. Gentilmente, o levamos de volta. Claro que pra ele foi um horror, depois de meses dessa gostosa rotina de, no meio da madrugada, pular da própria cama pra dormir com mamãe ao lado. (Culpa zero da minha parte, viu? O hábito se deu por necessidade: ele veio pra nossa cama porque ficou seriamente doente e era necessário estar realmente ao lado pra monitorar a respiração dele, enfim).
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Termino o domingo pós festinha animada de dois anos da fofíssima Julia, filha da amada Martinha e do meu sempre querido amigo Gusmão, com uma baita dor de cabeça. Enjoadíssima. Não sei se é da coluna (pescoço reclamou bastante no final de semana) ou do perfume (errado) que escolhi usar hoje. É um de mel da LOccitane, que, no início, eu gostava, mas agora, definitivamente, não combina mais comigo…Tem dessas coisas, né, gente? Perfume, roupa, acessórios que não “duram”. Até porque é isso: tudo muda o tempo todo, e nosso estilo também tem permissão pra mudar. Não sou dada a mudanças radicais no visu (na vida, algumas vezes, já foi necessário). Sou sutil nas novidades. Mas, espreitando os 40 (mais três aninhos e priu, já era!), cada vez mais, quero pra mim o que gosto e o que me faz bem. Por dentro e por fora também. O perfume vai ser doado, pronto.
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