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	<title>Viva o Barrigão!</title>
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	<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 01:55:53 +0000</pubDate>
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		<title>Entre tapas e beijos</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 01:55:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Relação de irmãos é uma coisa complexa. Não há dúvidas de que a chegada do Vicente alegrou o coração do Augusto. Viquinho foi um bebê muito desejado e bem recebido em seus primeiros momentos no mundo. Gutão, desde a gravidez, sempre demonstrou muito amor pelo irmãozinho que ia &#8220;ganhar&#8221; e, quando ele saiu do barrigão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Relação de irmãos é uma coisa complexa. Não há dúvidas de que a chegada do Vicente alegrou o coração do Augusto. Viquinho foi um bebê muito desejado e bem recebido em seus primeiros momentos no mundo. Gutão, desde a gravidez, sempre demonstrou muito amor pelo irmãozinho que ia &#8220;ganhar&#8221; e, quando ele saiu do barrigão, virou alvo de beijos, cuidados, proteção.</p>
<p><span id="more-761"></span></p>
<p>O lance é que o bebezinho que só &#8220;mamava, fazia xixi e coco, e chorava&#8221; agora sorri pra tudo e todos, faz muita gracinha, corre, grita &#8212; e incomoda. Sim, incomoda que nenê é muito bonitinho, mas quando cisma de atrapalhar a brincadeira do irmão mais velho (com ou sem consciência disso) fica chato. E Gutão anda sem paciência. E aí, já viu: sobra tapinha, empurrãozinho, provocaçãozinha. Tudo assim, meio de levinho, porque filho grande sabe que fazer isso não é legal. Reagir fisicamente pra proteger o território é bacana quando o adversário tem a mesma idade, o mesmo tamanho. O lance é que Vicolito é, de fato, pequeno, né?</p>
<p>O engraçado é que Gutão dá os chiliques, grita com o pequeno, empurra, faz ele chorar, mas o louro não é daqueles que se inibe fácil, não. Quando fica realmente puto com o irmão mais velho &#8221;ataca&#8221;: sai mordendo. Me dá vontade de rir, sério, mas eu vou lá e aparto o perrengue, dando bronca nos dois, que se atracar não é coisa legal, vamo combinar.</p>
<p>Ontem, depois de váaaaarias cenas de provocação ao contrário, Gutão enchendo o patová do Vico, coloquei mais velho de castigo. Cinco minutos pra pensar, no quarto. Quando deu o tempo de sair, fui lá conversar com ele, de novo e numa boa, sobre esse comportamento. Que eu sei que o Vico, às vezes, enche o saco dele, que atrapalha a brincadeira e tal e coisa, mas que ele precisa lembrar que o pequeno não faz por mal (ainda). Que, na maioria das vezes, o que ele quer mesmo é ficar perto do irmão, quer fazer igual o irmão. E Gutão disse que sabia, mas que o Vico tinha quebrado um brinquedo dele em Floripa (putz, no Ano Novo e ele ainda lembra e reclama!!!) e que não sei mais o quê. E aí eu só pedi pra ele pensar o seguinte: pra ele imaginar uma criança mais velha que toda hora em que ele passa junto dá tapinha, empurra, provoca. Pedi pra ele imaginar isso e pensar como ele ia se sentir nessa situação&#8230;Ele me disse que ia ficar muito chateado. E eu disse que era assim que o Vico devia se sentir também.</p>
<p>Enfim, há que se dialogar sobre essas coisas e ir ajudando esses irmãos a construir um caminho &#8220;pacífico&#8221; à medida em que vão crescendo. Há que se ensinar limites, pro grande e pro pequeno também, que sair mordendo os outros é legítimo como último recurso de defesa, mas não é um ato legal, vai! Dói pacas. E há que se dar muita risada do Gutão quando chega visita em casa. A primeira coisa que ele faz é ir correndo abraçar e dar beijinho no Vico &#8212; que reclama, lógico, de tanto que o maior o aperta.</p>
<p>Irmãos. Que bom que são dois aqui em casa.</p>
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		<title>O reloginho</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 14:19:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Vico]]></category>

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		<description><![CDATA[Então, é assim: Vicente vai dormir pelas nove da noite, calmo e sorridente, todo santo dia. Toma leitinho sentado em sua caminha e depois dá aquela enrolada básica até Morfeu capturá-lo de uma vez. Eu ou o Rô ficamos ali, sentadinhos da beirada da cama, sem pegá-lo no colo. Fazemos carinho, cantamos um pouquinho, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então, é assim: Vicente vai dormir pelas nove da noite, calmo e sorridente, todo santo dia. Toma leitinho sentado em sua caminha e depois dá aquela enrolada básica até Morfeu capturá-lo de uma vez. Eu ou o Rô ficamos ali, sentadinhos da beirada da cama, sem pegá-lo no colo. Fazemos carinho, cantamos um pouquinho, e logo ele se entrega. A questão é que, dali a três horas, o louro acorda. Tem dias em que dá só uma resmungada e basta ir lá e catar a chupeta que ele volta a dormir mais um pouco até chamar outra vez. Tem dias, no entanto, em que o bichinho sai da cama sozinho, todo descabelado, e vem caminhando encontrar a gente na sala ou no quarto ou na cozinha, enfim, onde houver uma luz acesa! Nesses dias de perambulação, é difícil levá-lo de volta pra caminha dele. O que ele quer mesmo é dormir com a gente. Chega a apontar nosso quarto com seu dedinho gorducho.</p>
<p><span id="more-759"></span></p>
<p>Pois bem. Ontem resolvi fazer diferente. Não consigo seguir aquela linha dura que recomenda deixar o nenê chorando até cansar. Simplesmente não consigo. Admiro quem tem paciência pra lidar com isso, mas lá em casa não funciona. De todo modo, ontem resolvi que toda vez que Viquinho acordasse, eu o levaria gentilmente de volta à caminha dele. Bateu o reloginho, meia-noite exata, e daí ficamos uma hora nessa função, com o Rô sentado na ex-cadeira de amamentar, só nos observando e dando risada da insistência do Vico em sair da cama. Viquinho, todo descabelado e calorento, praticamente não abria os olhos. Aceitava deitar de novo, abraçava o Ben 10 que dorme com ele, mas era só ouvir o barulhinho das nossas pisadas deixando o quarto que abria os olhinhos e resmungava outra vez. E eu lá, tranquila e calma, como diz um amigo meu!, levando ele de volta pra caminha, fazendo carinho, cantando baixinho. Até que ele deitou na cama ao contrário, pés virados para a cabeceira. E eu achei que ia embalar de vez. Aí peguei um travesseiro que enfeita nossa cama e coloquei pra ele não cair. E ele gostou! E dormiu mais três horas sem chamar! E quando chamou de  novo, foi só encontrar a chupeta pra capotar outra vez até às 5h. Aí, eu que já estava morta de cansaço, deixei vir pra nossa cama um pouquinho. Ok, ok, tá errado, mas é o possível atualmente.</p>
<p>Decidi que não vou me estressar com essa questão noturna. É fase &#8212; e vai passar. Às vezes, cansa. Mas vamos levando assim: um dia de cada vez, o que for possível no dia, devagarinho ensinando ao pequeno que lugar de nenê é na caminha dele. Deus é pai &#8212; e a minha meta no ano é seguir o que manda o meu coração.</p>
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		<title>O carnaval do Vico</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 16:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

		<category><![CDATA[Vico]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano atrás, véspera de carnaval, começava nossa saga da tosse coqueluchóide. Viquinho teve o primeiro acesso de tosse, de perder o fôlego, na sexta, um dia antes do Sábado de Zé Pereira, que pretendíamos passar em Recife. Foram seis meses de tosse, hospital, oxigênio&#8230;e muita agonia.

Ontem, domingo de carnaval, fomos ao hospital novamente. Mas, dessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ano atrás, véspera de carnaval, começava nossa saga da tosse coqueluchóide. Viquinho teve o primeiro acesso de tosse, de perder o fôlego, na sexta, um dia antes do Sábado de Zé Pereira, que pretendíamos passar em Recife. Foram seis meses de tosse, hospital, oxigênio&#8230;e muita agonia.</p>
<p><span id="more-757"></span></p>
<p>Ontem, domingo de carnaval, fomos ao hospital novamente. Mas, dessa vez, por precaução e um motivo bobo: Vico está com conjuntivite no olho direito! É viral, não tem secreção e  nem coça. Pode ser do calorão. O olhinho dele tá vermelho e um tantinho inchado. O remédio é limpar com soro gelado, de três em três horas. E só. Ufa.</p>
<p>Filhote passou na consulta arrancando elogios da médica que disse poucas vezes ter visto um bebê tão alegre e tão comportado. Viquinho deixou olhar os olhos, abriu bocão pra ver lá no fundo, deitou na maca sem reclamar. Sempre sorrindo. E ainda saiu da salinha soltando beijo pra médica que nos disse ter encerrado o plantão muito feliz com uma visita daquelas!</p>
<p>De fato, Vicente é um bebê fácil. Passou por todo o perrengue do ano passado sem se abater. Ia e voltava do hospital sempre bem humorado, alegre, disposto. Tá crescendo e continua assim, feliz. Não dá trabalho e não chora por quase nada. Gosta (muito) de música e de dançar. E de pegar o violãozinho pra imitar o Nando tocando. É trelosinho, isso é. E ligeirinho nas suas trelas também! Agora temos que tomar o maior cuidado porque ele sobe nos banquinhos da sala e quer jogar coisas pela janela. Que tem tela reforçada, obviamente, já que moramos no 16º andar. Hoje nenê jogou pedaços de caixa de ovos. Eu havia feito uma cobrinha, daquelas bem básicas que a gente aprende quando criança na escola, lembra? Pois bem, ele cortou a cobra inteirinha com os dentes e, quando vi, estava lá, na janela, dando tchau pros pedaços azuis de isopor que dançavam ao vento. Danado.</p>
<p>Um ano depois do susto, amanhã tem bailinho de carnaval no clube. Viquinho vai fantasiado dele mesmo: o nenê mais alegre do mundo!!!</p>
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		<title>Crescer faz parte, mas (às vezes) dói</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 22:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>

		<category><![CDATA[Gutão]]></category>

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		<description><![CDATA[E Gutão me disse ontem à noite, entre uma escovada nos dentes e uma pausa pra esfregar os olhinhos vermelhos de sono: &#8220;Eu tou me sentindo muito sozinho na escola nova&#8221;. 

Putz, de ouvir isso, quase chorei.
Passou filminho na minha cabeça (minhas primeiras vezes na escola, o medo de ficar sozinha, o medo de não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E Gutão me disse ontem à noite, entre uma escovada nos dentes e uma pausa pra esfregar os olhinhos vermelhos de sono: <em>&#8220;Eu tou me sentindo muito sozinho na escola nova&#8221;. </em></p>
<p><span id="more-755"></span></p>
<p><em></em>Putz, de ouvir isso, quase chorei.</p>
<p>Passou filminho na minha cabeça (minhas primeiras vezes na escola, o medo de ficar sozinha, o medo de não fazer amigos, o medo, o medo, o medo&#8230;) e eu me vi ali pequeninha naquele sentimento triste, igual ele. Engoli o choro, abracei meu filho e falei pra ele que é assim mesmo, que tudo o que a gente faz pela primeira vez dá um pouco essa sensação, de solidão, de desconhecimento, de insegurança. Claro que falei disso de um jeito que ele pudesse entender, não exatamente com essas palavras difíceis. Contei pra ele que mudei de escola quatro vezes desde que comecei a estudar. A pior mudança foi quando sai da escola vizinha de casa, onde fiquei até a quarta série e onde atualmente estuda a Bruninha, minha sobrinha, e fui para um colégio enorme, no centro da cidade, quase uma hora de carro do bairro onde eu morava, zona sul de Recife. O primeiro dia no Salesiano foi de espanto: tantas crianças, tanta disciplina, tantos professores novos. Antes, a relação era com as &#8220;tias&#8221;, as salas eram menores, a turma era a mesma que começou no pré. Enfim. Mudar e crescer, às vezes, dói.</p>
<p>Fiquei triste por sentir Gutão assim, tristinho. Mas fiquei feliz por ver que ele confia em mim e que não tem medo de colocar em palavras, faladas, o que aperta o seu coraçãozinho. Filhote foi deitar e continuou me explicando por que estava se sentindo meio triste na nova escola. É que até agora só fez três amigos, sendo dois vizinhos do prédio e um que ele não consegue lembrar o nome. Aí, eu comecei a lembrar do que ele tinha comentado comigo e que mostravam que há coisas boas na escola nova também: a biblioteca que tem uma prateleira só com livros do Asterix (ele até já retirou um e levou pra gente ler historinhas antes de dormir!); a novidade de ir e voltar de perua com o amigo do prédio; o &#8220;tio&#8221; barbudo e gente boa que divide os cuidados da turma com a professora e por aí fomos seguindo. E ele foi relaxando e falando de coisas legais também. E aí eu disse pra ele que não era só ele que devia estar se sentindo meio deslocado nesse começo. Que outras crianças também eram novatas e que também deviam estar querendo fazer novos amigos. E que seria bacana se ele tentasse se aproximar delas. E lembrei pra ele que foi assim na escola anterior, e olha que ele tinha só dois aninhos! Aí, pronto, quando eu disse que ele já tinha passado por essa experiência e tinha dado tudo certo, ele dormiu.</p>
<p>Te amo, meu Gutão.</p>
<p>Muito, muito, muito.</p>
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		<title>Luz</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 23:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eu]]></category>

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		<description><![CDATA[De diversas maneiras, há algum tempo, a vida tem me mostrado que o &#8220;aqui-agora&#8221; tem que valer a pena. Seja na família, seja no trabalho, seja com os amigos, seja no &#8220;eu comigo mesma&#8221;. É um aprendizado nem sempre leve, nem sempre fácil, mas é urgente.

Há pedras no caminho, como existe para todo mundo. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De diversas maneiras, há algum tempo, a vida tem me mostrado que o &#8220;aqui-agora&#8221; tem que valer a pena. Seja na família, seja no trabalho, seja com os amigos, seja no &#8220;eu comigo mesma&#8221;. É um aprendizado nem sempre leve, nem sempre fácil, mas é urgente.</p>
<p><span id="more-753"></span></p>
<p>Há pedras no caminho, como existe para todo mundo. Mas eu prefiro olhar o lado bom das coisas, das pessoas, das situações &#8212; e como eu posso ser melhor nessa vida (boa) que tenho.</p>
<p>Pequena reflexão em um dia extremamente esquisito&#8230;</p>
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		<title>No lugar do outro</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 00:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gutão]]></category>

		<category><![CDATA[familia]]></category>

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		<description><![CDATA[E agora à noite, enquanto a gente comia alguma coisa antes de dormir (depois de Gutão e Vico passarem a primeira parte da noite em uma festinha de aniversário de um coleguinha da escola nova), contei pra Gutão que um casal de amigos vai viajar e que nós vamos ficar perto pra ajudar a cuidar do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E agora à noite, enquanto a gente comia alguma coisa antes de dormir (depois de Gutão e Vico passarem a primeira parte da noite em uma festinha de aniversário de um coleguinha da escola nova), contei pra Gutão que um casal de amigos vai viajar e que nós vamos ficar perto pra ajudar a cuidar do filho deles, o Lucas, que tem três aninhos e Gutão como &#8220;ídolo&#8221;. Eles são amigos pernambucanos e, pra minha alegria, estão morando no mesmo prédio que a gente. Logicamente, estar tão pertinho vai facilitar nossa missão. Lucas vai poder tomar café, almoçar, jantar e brincar aqui em casa sempre que tiver vontade. E pro final de semana já estamos programando carnavalzinho no clube, já que nossos amigos também são sócios.</p>
<p><span id="more-751"></span></p>
<p>Bom, eu conversava com Gutão sobre isso &#8212; os pais longe e nós, amigos, por perto, ajudando a cuidar do filho deles, dando proteção e carinho. E aí ele vira pra mim e diz que sabe como é que é isso. E me diz: &#8220;É pro Lucas se sentir tipo em casa, né, mamãe?&#8221;. É, meu filho, é assim mesmo. E você sempre colocando tão bem em palavras aquilo que a gente sente e às vezes nem sabe dizer o que é que é.</p>
<p>Só sei que amigo que é amigo de verdade acolhe, nas horas ruins e nas horas boas também (que ficar feliz com a felicidade de outra pessoa é ato de amor genuíno). Nossa casa sempre vai estar aberta pros nossos amigos e pros amigos que você e o Vico fizerem pela vida afora.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>De alegrias e folias</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 23:01:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bons momentos]]></category>

		<category><![CDATA[familia]]></category>

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		<description><![CDATA[O segundo dia de aula na escola nova foi bem tranquilo pra Gutão, aleluia. Filhote saiu pra brincar numa boa antes da campainha soar e chamar todos à sala. Eu esperei na cantina, que a fase ainda é de adaptação e estar por perto, mesmo estando longe dos olhos, é importante nesse começo, né? Gutão veio até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo dia de aula na escola nova foi bem tranquilo pra Gutão, aleluia. Filhote saiu pra brincar numa boa antes da campainha soar e chamar todos à sala. Eu esperei na cantina, que a fase ainda é de adaptação e estar por perto, mesmo estando longe dos olhos, é importante nesse começo, né? Gutão veio até a cantina cerca de meia hora depois da nossa chegada. Me deu beijo, tomou um golinho de coca gelada, nos despedimos e ele saiu, sorrindo, pra encontrar os novos amiguinhos. O Rô foi buscá-lo na hora da saída. Mas, com a chuva, atrasou. E Gutão sentiu, e chorou, com medo de ter sido esquecido, tadinho.</p>
<p><span id="more-748"></span></p>
<p>O terceiro dia de aula trouxe uma novidade extra: a primeira vez do Gutão na perua. Escolhemos para fazer um teste a mesma em que vai o coleguinha de turma e ele, embora tenha resistido na hora de descer, acabou adorando a experiência. O grande medo dele era o tio errar o endereço na volta e deixá-lo em uma casa que não era a dele. Faz sentido. Conversamos, contei que já tinha passado o endereço certinho e que  não tinha como o tio-motorista errar, pois já fazia o mesmo caminho pra pegar e trazer de volta o Teodoro. Foi legal não ter dado muita bola ao chororô. Gutão acabou indo com dois amigos na perua: além do vizinho, o filho de um casal amigo nosso, o Inácio. Voltou pra casa tãooo feliz, dizendo que amanhã, segunda, quer repetir. Vamos ver como é que fica ($$$).</p>
<p>E o final de semana trouxe folia pra família. Ontem fomos à exposição sobre Chico Science, no Itaú Cultural. Foi muito bacana recordar um passado que vivenciei de perto, os primeiros shows de Chico, o surgimento do Mangue Beat. O lugar tá meio apertado pra ir com criança, mas foi muito divertido tirar fotos logo no início da instalação. Fizeram um estúdio ambulante, do tipo do que costumava ter no carnaval de Olinda, e nós nos paramentamos à la Chico: óculos e colares coloridos, chapéu de palha na cabeça. Tirei uma foto com o Rô &#8212; e Viquinho roubou sorrisos fazendo pose sozinho. Só Gutão resistiu à idéia. Pena. Em breve, as fotos vão estar disponíveis no site do instituto e daí eu coloco aqui.</p>
<p>Hoje foi dia de folia em praça próxima de onde moramos. Almoçamos em um reduto de pernambucanos (e eu me senti MUITO em Recife, aquela confusão, cerveja gelada, gente &#8220;colorida&#8221; por perto) e saímos à rua, com Gutão fantasiado de Power Rongers e um calor do cão. A  música era boa, sambinha e marchinhas das antigas. Vimos gente fantasiada, muita criança curtindo, galera jovem na azaração típica de Momo, astral maravilhoso. Vicolito colocou colar de havaiano e deu showzinho, dançando, sorrindo, correndo. Gutão preferiu correr na praça e não deu muita bola pro carnaval, não. Mui curiosa essa diferença de personalidades que se revela tão cedo e tão naturalmente, aliás. Vico gosta de estar no meio da confusão. Gutão prefere fugir dela. E olha que os dois são seres bem sociáveis, mas cada um com em uma intensidade diferente. </p>
<p>Eu sai da folia feliz. Descobri que Sampa, quando a chuva não estraga, também nos permite farrinhas de rua que lembram o melhor do carnaval na terrinha.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Primeiras vezes</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 23:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bons momentos]]></category>

		<category><![CDATA[Coisas da vida]]></category>

		<category><![CDATA[Eu]]></category>

		<category><![CDATA[Gutão]]></category>

		<category><![CDATA[familia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Tenha confiança. Conte com as circunstâncias, que também são fadas. Conte mais com o imprevisto. O imprevisto é uma espécie de deus avulso&#8221; (Machado de Assis)

Foi hoje o primeiro dia de aula do Gutão na escola nova. E em turno novo. Mudou pra tarde, a pedidos. Tem vizinho do prédio na mesma turma. E nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Tenha confiança. Conte com as circunstâncias, que também são fadas. Conte mais com o imprevisto. O imprevisto é uma espécie de deus avulso&#8221; (Machado de Assis)</strong></p>
<p><span id="more-745"></span></p>
<p>Foi hoje o primeiro dia de aula do Gutão na escola nova. E em turno novo. Mudou pra tarde, a pedidos. Tem vizinho do prédio na mesma turma. E nós ficamos com um pouco de dó de acordá-lo antes das sete pra cumprir o horário de chegada da manhã, que é às 7h20 da matina.</p>
<p>Mudou tudo: Gutão saiu de uma escolinha, assim mesmo, &#8220;inha&#8221;. Era uma casinha pequenina, pensada para dar segurança e autonomia para as crianças que lá estudam. Quando Gutão entrou, ele era um bebezão de dois anos. Cheio de cachos, pernas grossas, caiu no colo da tia Carla e se deu muito bem. Não teve muito choro, nem muita crise de adaptação. Curtiu muito o parque com sua incrível areia azul. Lembro como se fosse ontem&#8230;</p>
<p>Hoje chegamos na nova escola com Gutão falante e animado. Não demonstrou nervosismo ao longo desses dias de férias e nem no caminho até lá, no carro. Estava, sim, na expectativa de encontrar o amiguinho do prédio, agora colega de turma. Chegamos com um calor absurdo em Sampa. Muitas crianças, novatas, no &#8220;brinquedão&#8221;, uma casinha com areia instalada na frente das salas dos menores. Gutão foi recepcionado pelo auxiliar da professora da classe dele, o Lucas, que o ajudou a achar sua turma (agora ele é um mocinho do primeiro ano, que coisa!). Pedagogo, gente boa. Foi ele quem mostrou pra filhote o lugar de deixar a mochila pra brincar, antes do chamado da professora pra ir pra sala de aula.</p>
<p>A escola nova é bem maior que a primeira escola. E Gutão só &#8220;realizou&#8221; essa diferença hoje. Logo na entrada, mãos dadas comigo, me disse: &#8220;Tá bom, eu detesto dizer isso, mas eu acho que eu gostava mais da XXXX&#8221; . Fiquei com um aperto no coração&#8230;Mudar não é fácil, por mais sociável e animada que a criança seja,  né? Eu tenho muito cuidado com essas primeiras vezes, porque, pra mim, sempre foram momentos muito marcantes e, em geral, difíceis. Fui uma criança mais pra tímida que pra extrovertida, mais pra observadora do que pra centro das atenções. E &#8220;estrear&#8221; em lugares novos, com pessoas novas ao redor, sempre foi uma tortura. Hoje, adulta, lido melhor com isso porque reconheço o receio que sinto, respiro fundo e vou em frente. Lá atrás, era complicado: eu chegava a passar mal fisicamente e não me lembro de muita conversa com meus pais, professores, amigos sobre o que estava sentindo, não&#8230;</p>
<p>Bom, Gutão nos solicitou um pouco antes de subir para a sua nova sala e encontrar sua nova turma (são 19 crianças e dois professores, a oficial e o auxiliar, ambos pedagogos experientes). A sala dele é ampla, iluminada, e a professora dispôs as carteiras em &#8220;u&#8221;. Foi muito gentil na recepção a Gutão: ofereceu lugar ao lado do amiguinho do prédio, que ele, prontamente, aceitou. Nós demos tchau com vontade de ficar ali, na janela da sala, dando força pra ele&#8230;A professora resolveu o dilema: disse pra Gutão que a gente ia lá pra baixo e, antes de ir embora, a gente mandava um bilhetinho pra ele. Descemos. Comi uma esfiha de frango e aprovei o lanche da cantina. Compramos uniforme, embora não seja exigência da escola. O combinado com Gutão é que uma vez por semana, quando ele tiver vontade, ele pode ir com roupa &#8220;normal&#8221;. Uma vez por semana também, ele vai levar um dinheirinho e escolher o lanche na cantina (a partir das opções que combinarmos com as donas). Pequena autonomia, pequenas decisões. Pra ele ir se sentindo &#8220;dono&#8221; da nova situação.</p>
<p>Passou uma meia hora. Gutão chorou em sala, não sei direito por quê. O auxiliar desceu com ele pra nos procurar. Antes de chegar à cantina, pararam pra tomar água no bebedor e pra receber conforto da coordenadora, muito simpática. Gutão nos viu e veio correndo, pedindo pra gente ficar na sala com ele. Explicamos que não era assim, conversamos, demos abraço, acalentamos. Filhote parou de chorar e aceitou voltar pra sala de aula. Era hora de escolher o escaninho onde vai deixar guardado o material escolar durante o ano inteiro.</p>
<p>No final do dia, liguei pra casa pra saber das impressões do primeiro dia na escola nova. Perguntei se ele tinha gostado. E ele disse, voz animada: &#8220;Foi bom&#8221;.</p>
<p>Pra mim, foi o máximo, meu filho.</p>
<p>Você está crescendo e sentir medo é mais normal do que você imagina (embora tenha muita gente finja que não sente nada). Papai e mamãe têm muito orgulho de você que, mesmo inseguro, mesmo estranhando, arrisca confiar. Na gente, no outro, no desenrolar da vida. Que seja sempre assim. Sinta tudo o que tem direito e bote pra fora tudo o que achar que precisa, mas não deixe nada te paralisar. Vá em frente no seu aprendizado. Na escola e fora dela. Seja muito feliz, meu filho.</p>
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		<title>A hora mais chata do dia</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 23:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente, a hora mais chata dos nossos dias tem sido a de comer. Gutão simplesmente não curte esse momento à mesa. Não gosta de comer. Enrola, sai da mesa pra pegar brinquedo, pede suco/água/coca, pede colher maior, diz que tá com vontade de fazer xixi/coco, presta atenção ao Vico comendo, presta atenção no que as babás conversam na cozinha e não come, não gosta de abobrinha e de ervilha e empurra pro canto do prato quando alguma aparece no cardápio dele&#8230;Enfim. Mesa virou território de guerra. Péssimo, péssimo.</p>
<p><span id="more-743"></span></p>
<p>Hoje a confusão começou no café da manhã. Eu com uma puta enxaqueca, que comi algo com alho no domingo e passei a madrugada com uma ressaca pior que aquelas noitadas com vinho ruim, sabe como? Boca amarga, uma baita vontade de vomitar e uma dor de cabeça bombando do lado esquerdo. Aí, que acordei pra tomar meu iogurte com cereal sem a menor paciência. E Gutão já tava lá na mesa da cozinha, há uma boa meia hora enrolando pra tomar um copo de Sustagen e uma tigela de maçã cortada com mel. E eu cheguei, conversei, pedi pra ele se concentrar, e ele enrolando, enrolando, até que pediu uma tal colher grande. Ah, pelamordedeus. Estourei geral. Gritei, dei tapão na bunda dele, mandei sentar e comer tudo sem reclamar. Gritei de um lado, ele gritou de outro. E ele se esgoelando, lágrimas e lágrimas rolando no rostinho sardento&#8230;</p>
<p>E meu coração fica apertado depois desses episódios de descontrole necessário, muito apertado. Mas eu não tenho mais energia, paciência, psicologia pra lidar com isso&#8230;Vou ter que aceitar resignada, será?: meu filho mais velho não gosta de comer. Nem quando a comida é aquela que ele mais gosta, tipo milho, batata frita e tals. Ele não se concentra, não faz questão, não precisa, sei lá.</p>
<p>Só sei que é frustrante. E que mexe com aquele instinto básico de mãe, que é o de garantir que filhinho esteja bem alimentado. Não quero saber de Gutão comendo prato cheio ou pedindo pra repetir. Não quero desrespeitar o tamanho do apetite dele. Quero apenas que ele coma o suficiente, o mínimo. Leite e fruta no café da manhã, por exemplo. É básico. Mas ele sofre, mesmo com as mínimas porções, meu Deus. Diz que cansa, tsc, tsc. (Só sei que não é assim pra tomar picolé e &#8220;comer&#8221; chiclete.) Será que vou ter que apelar pro Biotônico Fontoura???</p>
<p>Só sei que preciso marcar consulta na dra.Ketty ur-gen-te-men-te. Meninos foram em dezembro, estavam ótimos. Gutão, apesar de não comer, cresceu horrores. É o mais alto entre os amiguinhos atualmente, mas, em compensação, tem calça tamanho quatro que ainda cabe na cinturinha dele&#8230; Reencontro com a pediatra vai ser sessão desabafo total. &#8220;É assim, dona doutora: um filho não come. O outro dorme até um pedaço da madruga na própria cama, um santinho. Aí, acorda e abre o berreiro, injuriado. A paciência onde anda? Foi passear e resolveu não voltar pra casa&#8221;.</p>
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		<title>Vai ser bonita assim&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 00:19:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Acabo de ver a entrevista que a Gisele Bundchen deu ao Fantástico (tá na home do G1) na volta ao trabalho, um mês e meio depois do nascimento de seu Benjamin. E não é que pós gravidez a danada ficou ainda mais bonita? Como é que pode isso?! Apenas seis semanas depois do barrigão e ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ver a entrevista que a Gisele Bundchen deu ao Fantástico (tá na home do G1) na volta ao trabalho, um mês e meio depois do nascimento de seu Benjamin. E não é que pós gravidez a danada ficou ainda mais bonita? Como é que pode isso?! Apenas seis semanas depois do barrigão e ela já está em forma, barriga zero, cara de &#8220;parideira&#8221; zero.</p>
<p><span id="more-741"></span></p>
<p>Ai, ai.</p>
<p>E eu que ainda tenho meus delírios e penso em uma terceira gravidez fico pensando no que sinto no pós parto: uma sensação de ter envelhecido décadas, um desconforto extremo com meu corpo, um não-reconhecimento terrível. E isso porque eu ADORO estar grávida, veja bem. O nascimento dos meus filhos foi o momento mais bonito e intenso da minha vida. Mas&#8230;só a Gisele pra desfilar por aí, linda, loura e incrível, seis semanas depois do parto.</p>
<p>Eu sou normal. E gravidez embagulha, vai. Pra pessoas normais, o embagulhamento pode ser momentâneo &#8212; vai depender do grau de dedicação pós parto pra voltar à mínima forma (que o corpo muda pra sempre, eu acho&#8230;). Tem que fazer dieta, sim. Tem que malhar, sim. Só algumas mulheres são dotadas da capacidade de carregar um barrigão e sair do parto melhor do que entraram. E isso é a vida (e o saudável efeito das que têm disciplina para levar uma atividade física, coisa que Deus não me deu, mas que eu sigo buscando). </p>
<p>Gisele é linda. Incrivelmente linda.</p>
<p>E eu sou feliz com meus filhos. (mesmo sem aquela barriga chapada, ui).</p>
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