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Oct 21, 2007
Juliana De Mari

Ate o Natal

Voltamos de Recife ontem à noite. Estaremos lá novamente no Natal. Vai passar rapidinho dessa vez. Que bom.
Gutão voltou com saudades. Dormiu nas três horas de vôo e, quando acordou em Sampa, chorou de saudades. Dizia que estava com saudades da Adriane (a Adriana, babá da Bruninha, realmente um amor de pessoa) e da vovó Ju. Me deu vontade de chorar junto…Filhote fica tão sentido, vermelho, cheio de lágrimas…Como é que pode, tão pequenino, sentir tanto?

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Oct 3, 2007
Juliana De Mari

Lá vem ela, de novo

Pois bem, infelizmente, Gutão está com otite de novo. A segunda pós cirurgia nos ouvidos. Meu amadinho acordou da soneca da tarde hoje chorando desesperadamente. Tanto que a babá me ligou, assustada. Contou que ele estava se queixando de dor no ouvido e eu tremi nas bases. Pedi pra dar Tylenol e aguardar. Duas horas depois, Gutão continuava chorando horrores, gritando no telefone, dizendo que estava com muita dor. Corri pra casa no meio da tarde, liguei pro Rô e fomos direto pro hospital. Filhote foi chorando o caminho inteiro, impaciente, reclamando. Tadinho.

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Sep 16, 2007
Juliana De Mari

Nós dois

O Rô viajou ontem. Foi pra Londres (a trabalho — e com uma lista enooorme de “mimos” do freeshop pra me trazer!). Praticamente um bate-e-volta. Volta na quarta. Antes de viajar, ainda deu tempo de irmos almoçar com o Ale e a Evelyn, e o querido Enrico, a Patty e o Julio, e o Pedroca, a Dani e o Duda (sem o Miguel e a Nina, que ficaram em casa dormindo) e a Tita. Foi um almoço gostoso, embora Gutão não tenha se concentrado na comida. Também, com o lindo dia de sol e o adorável jardim do restaurante, ele tinha razão pra ficar perambulando.

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Sep 30, 2006
Juliana De Mari

Aprendizado

Gutão, finalmente, está aprendendo a aceitar a hora de dormir. Desde que voltamos de Recife, tenho procurado baixar a “adrenalina” da casa por volta das 20h. E vai dando 21h, eu pergunto: “Que horas é hora de dormir, filho?” E Gutão diz: “Nove da noite, mãe”. E desliga a TV, e pega a Pig, e aceita trocar o pijama, e toma o remedinho balinha (pra rinite), e põe sorine no nariz e fala, fala, fala, já deitado em sua caminha, ainda resistindo um tantinho a se entregar de vez a Morfeu. Dia desses, ritual finalizado, Gutão me olha e pergunta, em sua última tentativa de continuar acordado: “O que falta agora, mamãe?”.

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Sep 23, 2006
Juliana De Mari

Esperteza

Gutão segue nos surpreendendo, nos emocionando e nos fazendo rir.

Hoje, depois do almoço, saímos pra comprar um tênis novo pro figura (do número 23 passamos pro 25 — um pouco grande ainda, mas é o jeito de não perder os sapatos tão rapidamente). Aproveitei e comprei um carrinho pequeno, daqueles de corrida, que ele tanto gosta. Filhote capotou no carro e só viu o dito cujo em casa, algumas horas depois. Qual não foi nossa surpresa na hora em que ele ganhou o carro e disse: “É o Felipe Massa”. hahahahaahhahaa

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Sep 20, 2006
Juliana De Mari

Atualizando

Pois bem, voltamos. Férias rápidas, necessárias, deliciosas. Depois dos pitis dos primeiros dias em Recife, Gutão se comportou muito bem. Curtiu os avós, os amiguinhos, as primas. Comeu muitas frutas, correu bastante, andou de bate-bate no parquinho do shopping, experimentou ficar de pé no chão o tempo todo (o chão aqui de casa é geladérrimo, ele só vive de pantufas…). Na hora de voltar Sampa, até ensaiou um “não quero ir embola de Recife”. Lindo.

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Sep 15, 2006
Juliana De Mari

Piadista

Sexta-feira, hora de dormir. Papai, mamãe e filhote cumprindo o ritual de boa noite. Xixi no pinico, pijama novo do ursinho, abraço na Pig e Gutão já capotado no travesseiro. Mamãe, então, pede um beijo e baixa a bochecha pra receber um carinho. Ganha uma mordidinha. Fica braba e recrimina o menino, que muda de assunto e diz que não quer pedir “despuca”. Mamãe insiste e diz que não é legal morder. E filhote segue mudando de assunto.

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Sep 7, 2006
Juliana De Mari

Férias – alegria e desespero

Estamos em Recife, eu e Gutão, desde sábado. Encontramos a cidade colorida e com uma brisinha boa de “inverno” pra amenizar o solão que nos brinda a cada manhã. A chegada foi uma alegria. Uma comitiva nos esperava no aeroporto! Com direito até a amigo do Gutão, o Igor, da Rapha querida, uma surpresa das boas. A viagem foi ótima. Filhote se comportou super bem. Até me ajudou a trocar a fralda dele no banheiro minúsculo do avião. Detalhe: de pé, segurando a camiseta pra mamãe conseguir segurar a fralda!
Os dias têm sido de céu azul, praia cedinho, castelinho na areia e banho nas águas mornas de Boa Viagem. A maré tá seca, um espetáculo. Mar verdinho, arrecifes pontuando o horizonte. Delícia. Gutão, sempre protegido com protetor solar, já ficou levemente com a marca da sunga, embora continua branquelíssimo. Eu, que sempre uso, tenho caprichado ainda mais no protetor — estou em guerra às manchas no rosto e acho que vou voltar pra casa coradinha, mas, definitivamente, não com um bronze de fazer inveja.
Filhote tem se esbaldado com a companhia da priminha Mayara, cinco meses e alguns centímetros mais velha. Os dois formam uma dupla do barulho. Correm, gritam, se abraçam, morrem de dar risada juntos. A Mayara, que chama Gutão de “Butão” ou “Robusto” em vez de Augusto, brinca que ele é o neném dela. Ele, todo feliz, deixa que ela embale, faça carinho, uma coisa. Hoje passamos o dia na granja, e Gutão conheceu as primas gêmeas, Juju e Lulu. Não deu lá muita bola pra elas, é verdade. São menores, nem dois anos ainda. Pra não dizer que não rolou interação, ele não tirava o olho delas quando deixava a motoca um minutinho estacionada!
O feriado foi de correr no mato, fazer carinho no cavalo, guerrinha de esguichar água com a Mayara, muita fruta, um pouquinho de sorvete de chocolate, e muita, muita alegria. Gutão voltou no carro exausto. E eu feliz da vida pensando que ia ser brindada com um “ir dormir” tranquilo. Hã-hã.

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Aug 25, 2006
Juliana De Mari

Fortes emoções

Gutão ontem foi na otorrino com o Rô. Graças aos santos, o ouvido melhorou e, de maneira geral, ele tem progredido no tratamento. Depois da médica, pausa pra brincar com o Miguel e pegar a Nina no colo, lá na casa dos dindos. Cheguei do trabalho e os moçoilos ainda estavam na rua. Deduzi que, quando chegasse, Gutão ia estar bem cansadinho, pronto pra tomar o leite e capotar. Hã-hã.
Gutão chegou todo feliz. Contou que pegou a Nina no colo, perguntou se ela tem “língua”, e foi-se, falante e feliz, brincar com os carrinhos no quarto da televisão. A essa altura, eu tava morta, esgotada. Passei o dia morrendo de sono, cansadíssima, e realmente tudo o que queria era um beijo, um abraço e minha cama. Mas filhote resistiu e não quis saber de botar o pijama nem de se encaminhar pro seu quarto. Por volta das 22h, dei o ultimato: hora de trocar de roupa, tomar o leitinho, colocar o remedinho no nariz e dormir. Pra sorte minha, antes disso, Gutão tinha, voluntariamente, feito inalação. Fica encantado com a “fumacinha”. Coloca no nariz, sozinho, liga e desliga, conta até dez antes de tirar a máscara, um figura.
Pois bem, no momento em que decretamos o fim do dia, Gutão surtou. Queria porque queria lavar a petita na pia do banheiro. O Rô explicou que não ia rolar. Que o papai tava com dor nas costas de carregá-lo no colo e que a água da torneira tava muito gelada. Pensa que ele engoliu a explicação? Berrou e berrou e berrou, e chorou lágrimas de crocodilo. E veio pra cama contrariado. E ficou de pé na dita cuja. E eu, calmamente, tentando colocar o pijama e trocar a fralda do meu pequeno guerreiro. Aí, ele cismou que queria ficar sem fralda. E eu explicando que não dava, que tava frio, que ele ia fazer xixi na cama, ia ficar molhado, não ia conseguir dormir direito. E ele chorando, chorando, gritando, se esgoelando, pra falar a verdade. E eu tentando manter a paciência e repetindo não, não vai dar, não vou deixar. Até que ele, possesso, vermelho, cheio de lágrimas, me olha e diz: “Qué matá a mamãe”.
Putz, oscilei entre chorar e rir, juro a tu. Forte, né? Mas relativizei e perguntei se ele tava brabo. Disse que “matar a mamãe” não é uma coisa legal de dizer, que a mamãe fica triste, mas que ele tem outras coisas pra nos dizer sempre que se sentir chateado. Aí, ele disse, já quase caindo de sono, tadinho: “Tô irritado”. E deixou que eu trocasse o pijama, a fralda, arrumasse a cama e o colocasse, abraçadinho, ao lado da Pig. E dormiu. A noite toda sem chamar.

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Aug 13, 2006
Juliana De Mari

Esperteza

Gutão é um figuraça. Foi dormir todo feliz agora há pouco, depois de um dia animadíssimo. Dia dos Pais teve direito à pracinha com o Rô pela manhã, almoço num lugar bem gostoso a três, visita ao Pedroca, do Julio e da Patty, muita brincadeira em casa, banho de chuveiro — sozinho!, muita risada e muitos beijinhos. Filhote curte tanto a nossa companhia. Dá gosto brincar com ele. Ele corre, grita, fantasia, cria histórias e personagens, um barato. Teve uma hoje que foi muito engraçada. Gutão pegou um carrinho e disse que o papai da Pig ia trabalhar. Eu perguntei onde. E ele respondeu fazendo referência ao lugar onde o Rô trabalha. E a mamãe da Pig, eu quis saber. Ele respondeu que ela também ia trabalhar — adivinhem onde? Onde eu trabalho, claro.
Engraçado ver como essas coisas ficam na cabecinha dos pequenos. O que a gente faz, o que a gente fala. Tudo isso vai criando referências sobre a família, o mundo, a dinâmica da vida. À tardinha também, Gutão saiu correndo pra janela. Subiu no Futon do quarto da TV sozinho. Pra quê? Pra dar tchau pro sol, coisa linda (moramos no último andar, em um terreno que não tem prédios na frente, e sempre curtimos esse privilégio em São Paulo: ver o pôr-do-sol da janela de casa). Um pouquinho depois, um vizinho resolveu soltar fogos. Já tava escuro, eram luzes lindas e eu chamei Gutão pra ver comigo. Filhote não só não se assustou com o barulho, como ficou pedindo mais. Aí, eu expliquei que o vizinho já tinha terminado e que não tinha outro “foguete”. Ele me olhou, muito sério, e disse: “ah, acabou a pilha”. :-)
Antes de dormir, levei Gutão pra lavar os pés no chuveirinho. Ele pediu pra tirar a roupa. Me perguntou se eu tinha pinto. Eu disse que só meninos têm pinto. Ele pediu pra tomar banho. Entrou sozinho no box, ficou em cima do tapete, segurou o chuveirinho e tomou. Molhou o pescoço, a barriga, as costas, bem bonitinho. Só não se ensaboou sozinho, ainda não aprendeu essa parte! Depois do banho, veio pro meu colo, e ficou imitando o choro do Pedroca. Olhou pra mim e perguntou: “O Pedro fala?”. Eu disse que não, que ele choraminga porque ainda não sabe falar. Gutão respondeu: “Eu sabe”.

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